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sábado, 6 de agosto de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
O jovem universitário e o testemunho de ex-protestantes
Há cento e poucos anos atrás, em França, um jovem universitário toma o seu lugar no comboio com destino a Paris. No banco em frente, voltado para si, viajava um outro passageiro, um homem de ar austero. Embora muito composto no trajar, pensou o jovem que se trataria de um camponês, não só pelo seu aspecto, mas também porque na mão segurava o Terço, que de conta em conta ia rezando (na foto, o passageiro que rezava o terço).O jovem estava ansioso por meter conversa com o companheiro de viagem, vendo nele alguém com provável capacidade para entender as suas académicas ideias. Assim que aquele senhor, de certa idade, terminou de rezar o terço, estabeleceu com ele o tão desejado diálogo.
Começando por dizer-lhe que via nele uma pessoa capaz da abertura necessária ao entendimento da evolução, disse-lhe que era uma perda de tempo o ainda acreditar nessas coisas de religião; que o progresso estava na ciência; e que ele, que era estudante universitário, sabia bem do que falava. Convidou-o a deixar-se de orações, que atirasse o terço janela fora, porque a religião é um atraso que convém à Igreja para não ter oposição de quem pode saber mais. E para lhe provar, se lhe desse o seu endereço, teria muito gosto em lhe mandar alguma literatura que desmistificaria a crença na religião.
Acedendo ao pedido, o devoto passageiro disse-lhe que não era necessário anotar o seu endereço, que o tinha ali à mão, e deu-lhe um cartão onde já estavam impressos os dados pretendidos.
Infelizmente para o jovem, o comboio não tinha um buraco onde se meter. Ao olhar para o cartão, viu que tinha diante de si o director e fundador do Instituto Pasteur, o investigador e grande cientitsta Louis Pasteur (a quem a sociedade do século XXI ainda tanto deve).
Num instante, sem necessidade de outros estudos, participação em conferências ou congressos, o jovem académico viu cair por terra a convicção de que religião era coisa dos menos cultos.
Outras pessoas, porém, com idêntica posição em relação à igreja católica, têm passado por uma ou outra situação que os tem feito render à Verdade. É o caso de vários Pastores protestantes que, pelo maior aprofundamento teológico e exegético, ou por um qualquer extraordinário acontecimento, se prostram de coração sincero diante daquelas Verdades da Santa Igreja Católica que tanto eles combatiam.
Porque aos media apenas parece interessar o combate à Igreja Católica, destacando o mais possível tudo o que a possa atingir negativamente, sugiro que veja no Youtube (nos links abaixo) testemunhos de ex-protestantes, cuja sinceridade de coração na busca pela verdade os levou a verem a Verdadeira Religião.
http://www.youtube.com/watch?v=chTHdaVKIJw&NR=1 - Irmã Themis, ex-protestante;
http://www.youtube.com/watch?v=chTHdaVKIJw&NR=1 - Irmã Themis, ex-protestante;
http://www.youtube.com/watch?v=-aW2ck2hkpw&feature=related - La Conmovedora Historia del Ex Pastor Sidineh Veiga (importante ver Partes 2, 3, e 4);
http://www.youtube.com/watch?v=D1PK9ugDNQw&feature=related - Ex-Pastor Francisco Araújo – Eucaristia – Parte 1 (ver também a Parte 2);
http://www.youtube.com/watch?v=4pYhKhIvjLA&feature=related - Para mi el rosario era la mayor herejía;
http://www.youtube.com/watch?v=Ztvq3hUd2D8&feature=autoplay&list=PLD9051A6316FDCDCE&index=44&playnext=2 -Pastores protestantes convertem-se ao catolicismo;
http://www.youtube.com/watch?v=e_JZ5csUsZw&NR=1 - Nossa Senhora do “Marrom Glacê.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
A história da "Casa do Caminho"
Eis uma linda história - verídica - (narrada em português do Brasil, onde ela acontece), que não carece de qualquer comentário. Ela fala por si.
«Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
- Pai, tô com fome!!!
O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência....
- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!
Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...
Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:
- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!
Amaro, o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...
Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...
Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...
Para Agenor, uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá....
Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...
A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...
Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:
- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!
Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...
Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...
Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...
Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...
Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...
Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...
Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...
Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...
Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...
No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...
Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...
Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa...
E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...
Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar....
Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...
Vários anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...
Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros, advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...
Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...
Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...
Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista...
Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...
Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...
Ricardinho, o filho, mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:
'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço.. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma.. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'»
«Ricardinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
- Pai, tô com fome!!!
O pai, Agenor, sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência....
- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!
Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...
Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:
- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!
Amaro, o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...
Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...
Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...
Para Agenor, uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá....
Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...
A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...
Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:
- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!
Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...
Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...
Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...
Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...
Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...
Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...
Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...
Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...
Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...
No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...
Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...
Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa...
E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...
Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar....
Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...
Vários anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...
Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros, advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...
Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...
Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...
Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho, o agora nutricionista Ricardo Baptista...
Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...
Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...
Ricardinho, o filho, mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:
'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço.. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma.. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'»
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Homens, segundo Fernanda Montenegro (actriz brasileira)
... Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!...---------------------------------------------------
O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está o macho da espécie humana. Tive em casa, apenas 1 exemplar, que mantive com muito zelo e dedicação, num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas, na verdade, acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento.
Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade, a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:
1. Habitat
Homem não pode ser mantido em cativeiro.
Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro.
Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.
2. Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra.
Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã os mantêm viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias.
Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca…
Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.
3. Carinho
Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável e rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor.
Se você quer ter a dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário, outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.
4. Respeite a natureza
Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade? Carros?
Case-se com uma Mulher.
Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings.
Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.
5. Não anule sua origem
O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apoie.
6. Cérebro masculino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens preferem não acreditar na existência do cérebro feminino, mas também não gostam de mulheres burras.
Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos!).
Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.
Alguns vão-lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens.
Não faça sombra sobre ele...
Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás.
Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
A mulher sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios.
Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma.
E Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!
Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom!
Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim.
Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.
Com carinho,
Fernanda Montenegro
____________
Texto recebido por e-mail, sem indicação da fonte.
Foto tirada do Google imagens
segunda-feira, 4 de julho de 2011
"Pai, começa o começo!"
Texto enviado pela amiga Ligia Gimenes
(Rolândia - Paraná)
de autor desconhecido
«Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - “pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Meu pai faleceu há algum tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes.
Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis...
Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:
“Pai, começa o começo!”.
Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo!”.»
(Rolândia - Paraná)
de autor desconhecido
«Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - “pai, começa o começo!”. O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Meu pai faleceu há algum tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes.
Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis...
Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:
“Pai, começa o começo!”.
Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano. Sei apenas que vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo!”.»
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Porque de ideias positivas se trata...
Quando as coisas não correm tão bem ou que a má sorte nos bate à porta, tende a vir ao de cima aquilo que parece caracterizar-nos enquanto portugueses: o resignarmo-nos à "nossa sina".
Felizmente que esta não é a atidude de todos os portugueses, e para invertermos essa tendência, convém que acolhamos e alimentemos ideias positivas e, revestidos de redobrado ânimo, arregacemos as mangas para restaurarmos o que em nós está a ficar mais degradado.
Que o visionamento do filme aqui indicado sirva de empurrão para sairmos da melancolia e da indecisão que tanto nos prejudicam.
http://www.youtube.com/watch?v=-kuBsFAkGnE
Felizmente que esta não é a atidude de todos os portugueses, e para invertermos essa tendência, convém que acolhamos e alimentemos ideias positivas e, revestidos de redobrado ânimo, arregacemos as mangas para restaurarmos o que em nós está a ficar mais degradado.
Que o visionamento do filme aqui indicado sirva de empurrão para sairmos da melancolia e da indecisão que tanto nos prejudicam.
http://www.youtube.com/watch?v=-kuBsFAkGnE
domingo, 26 de junho de 2011
Confissão de um ex-abortista
Por Bernard Nathanson, em 22 de Março de 2006
Sou pessoalmente responsável por 75.000 abortos. Isso legitima minhas credenciais em me dirigir a vocês com alguma autoridade sobre o assunto. Fui um dos fundadores da National Association for the Repeal of the Abortion Laws (NARAL) nos EUA em 1968. Uma pesquisa de opinião confiável mostraria que, à época, a maioria dos americanos seria contra o aborto. Em cinco anos nós convencemos a Suprema Corte dos EUA a oficializar a decisão que legalizou o aborto por toda a América em 1973 e permitiu o abortamento sob demanda até ao nascimento. Como fizemos isso? É importante entender as tácticas envolvidas porque estas mesmas tácticas estão sendo utilizadas por todo o ocidente com uma ou outra mudança, de modo a alterar as leis sobre o aborto.
A primeira táctica foi capturar os media
Persuadimos os media de que a causa da tolerância ao aborto era uma causa esclarecida e sofisticada. Sabendo que se uma pesquisa de opinião confiável fosse feita seríamos sonoramente derrotados, simplesmente fabricamos os resultados de pesquisas fictícias. Anunciamos aos media que fizemos pesquisas e que 60% dos americanos eram favoráveis ao aborto. Essa é a táctica da mentira auto-realizada. Criámos simpatia suficiente para vender nosso programa de aborto fabricando o número de abortos ilegais feitos anualmente nos E.U.A. Os números reais atingiam 100.000 mas repassávamos aos media 1.000.000. Repetir a mentira incessantemente convence o público. O número de mortes de mulheres devido a abortos ilegais era em torno de 200-250 anualmente. Passávamos aos media o número de 10.000. Essas falsas estimativas criaram raízes na consciência dos americanos convencendo muitos de que precisávamos derrubar a lei contrária ao aborto. Outro mito que alimentámos na opinião pública via media foi que a legalização do aborto significaria somente que os abortos outrora feitos ilegalmente, a partir de então seriam feitos legalmente. Na verdade, é óbvio, o aborto está sendo utilizado como o principal método de controlo de natalidade nos EUA e o número anual de abortos aumentou em 1500% desde a legalização.
A segunda táctica foi “dar a cartada Católica”
Aviltámos sistematicamente a Igreja Católica e suas “ideias socialmente retrógradas” e apontámos a hierarquia da Igreja como os vilões que se opunham ao aborto. Esse tema foi tocado incessantemente. Alimentámos os media com mentiras do tipo “todos nós sabemos que a oposição ao aborto vem da hierarquia e não da maioria dos católicos” e “pesquisas de opinião provam que a maioria dos católicos querem reforma na lei contra o aborto”. E os media bombardearam isso sobre o povo americano, persuadindo-o de que todo aquele que se opusesse ao aborto devia estar sob influência da hierarquia da Igreja e que os católicos a favor do aborto eram esclarecidos e progressistas. Uma inferência a essa táctica foi que não havia grupos não católicos se opondo ao aborto. O facto de que outras religiões cristãs bem como não cristãs foram (e ainda são) monoliticamente opostas ao aborto foi constantemente suprimido, junto de opiniões de ateístas pro-vida.
A terceira táctica foi o descrédito e a supressão de toda a evidência científica de que a vida começa na concepção
Perguntam-me com frequência o que me fez mudar de opinião. Como mudei de abortista proeminente a advogado pró-vida? Em 1973, tornei-me director de obstetrícia de um grande hospital na cidade de Nova Iorque e tinha que organizar uma unidade de pesquisa pré-natal, no início do surgimento de uma grande tecnologia que hoje utilizamos diariamente para estudar o feto no útero. Uma táctica pró-aborto favorita é a insistência em que a definição do instante em que começa a vida é impossível; que a questão é teológica, moral ou filosófica, tudo menos científica. A fetologia traz uma evidência inegável de que a vida começa na concepção e requer toda a protecção e salvaguarda de que qualquer um de nós desfruta. Por que, você poderia perguntar, alguns médicos americanos cientes das descobertas da fetologia, desacreditam de si mesmos efectuando abortos? Aritmética simples, a 300 dólares por aborto, 1.55 milhões de abortos significa uma indústria gerando 500.000.000 de dólares anualmente, dos quais a maioria vai para o bolso do médico que fez o aborto. É claro que o aborto é propositadamente a destruição do que é inegavelmente vida humana. Isso é um acto de violência mortal. Devemos considerar que a gravidez não planeada é um dilema penosamente difícil, mas enxergar sua solução em um acto de destruição deliberada é abusar da ilimitada ingenuidade humana e entregar a saúde pública à clássica resposta utilitária a problemas sociais.
Como cientista eu sei, não por crença, que a vida humana começa na concepção. Embora eu não seja um religioso, creio de todo o meu coração que há uma divindade que nos leva a declarar o término final e irreversível a esse crime contra a humanidade, infinitamente triste e vergonhoso.
[N.T] Dr. Bernard Nathanson é autor de Aborting America e produtor do filme chocante e revelador The Silent Scream. No final dos anos 1970 abandonou a prática e a militância pró-aborto tendo se tornado activista pró-vida.
Fonte: http://www.aboutabortions.com/Confess.html
Traduzido exclusivamente para http://www.mediasemmascara.org/ por Gerson Faria
__________________
Dr. Nathanson explicando um dos métodos utilizados: http://www.youtube.com/watch?v=gcER073nhZ8
Palavras de uma sobrevivente de um aborto: http://www.youtube.com/watch?v=gcER073nhZ8
Sou pessoalmente responsável por 75.000 abortos. Isso legitima minhas credenciais em me dirigir a vocês com alguma autoridade sobre o assunto. Fui um dos fundadores da National Association for the Repeal of the Abortion Laws (NARAL) nos EUA em 1968. Uma pesquisa de opinião confiável mostraria que, à época, a maioria dos americanos seria contra o aborto. Em cinco anos nós convencemos a Suprema Corte dos EUA a oficializar a decisão que legalizou o aborto por toda a América em 1973 e permitiu o abortamento sob demanda até ao nascimento. Como fizemos isso? É importante entender as tácticas envolvidas porque estas mesmas tácticas estão sendo utilizadas por todo o ocidente com uma ou outra mudança, de modo a alterar as leis sobre o aborto.
A primeira táctica foi capturar os media
Persuadimos os media de que a causa da tolerância ao aborto era uma causa esclarecida e sofisticada. Sabendo que se uma pesquisa de opinião confiável fosse feita seríamos sonoramente derrotados, simplesmente fabricamos os resultados de pesquisas fictícias. Anunciamos aos media que fizemos pesquisas e que 60% dos americanos eram favoráveis ao aborto. Essa é a táctica da mentira auto-realizada. Criámos simpatia suficiente para vender nosso programa de aborto fabricando o número de abortos ilegais feitos anualmente nos E.U.A. Os números reais atingiam 100.000 mas repassávamos aos media 1.000.000. Repetir a mentira incessantemente convence o público. O número de mortes de mulheres devido a abortos ilegais era em torno de 200-250 anualmente. Passávamos aos media o número de 10.000. Essas falsas estimativas criaram raízes na consciência dos americanos convencendo muitos de que precisávamos derrubar a lei contrária ao aborto. Outro mito que alimentámos na opinião pública via media foi que a legalização do aborto significaria somente que os abortos outrora feitos ilegalmente, a partir de então seriam feitos legalmente. Na verdade, é óbvio, o aborto está sendo utilizado como o principal método de controlo de natalidade nos EUA e o número anual de abortos aumentou em 1500% desde a legalização.
A segunda táctica foi “dar a cartada Católica”
Aviltámos sistematicamente a Igreja Católica e suas “ideias socialmente retrógradas” e apontámos a hierarquia da Igreja como os vilões que se opunham ao aborto. Esse tema foi tocado incessantemente. Alimentámos os media com mentiras do tipo “todos nós sabemos que a oposição ao aborto vem da hierarquia e não da maioria dos católicos” e “pesquisas de opinião provam que a maioria dos católicos querem reforma na lei contra o aborto”. E os media bombardearam isso sobre o povo americano, persuadindo-o de que todo aquele que se opusesse ao aborto devia estar sob influência da hierarquia da Igreja e que os católicos a favor do aborto eram esclarecidos e progressistas. Uma inferência a essa táctica foi que não havia grupos não católicos se opondo ao aborto. O facto de que outras religiões cristãs bem como não cristãs foram (e ainda são) monoliticamente opostas ao aborto foi constantemente suprimido, junto de opiniões de ateístas pro-vida.
A terceira táctica foi o descrédito e a supressão de toda a evidência científica de que a vida começa na concepção
Perguntam-me com frequência o que me fez mudar de opinião. Como mudei de abortista proeminente a advogado pró-vida? Em 1973, tornei-me director de obstetrícia de um grande hospital na cidade de Nova Iorque e tinha que organizar uma unidade de pesquisa pré-natal, no início do surgimento de uma grande tecnologia que hoje utilizamos diariamente para estudar o feto no útero. Uma táctica pró-aborto favorita é a insistência em que a definição do instante em que começa a vida é impossível; que a questão é teológica, moral ou filosófica, tudo menos científica. A fetologia traz uma evidência inegável de que a vida começa na concepção e requer toda a protecção e salvaguarda de que qualquer um de nós desfruta. Por que, você poderia perguntar, alguns médicos americanos cientes das descobertas da fetologia, desacreditam de si mesmos efectuando abortos? Aritmética simples, a 300 dólares por aborto, 1.55 milhões de abortos significa uma indústria gerando 500.000.000 de dólares anualmente, dos quais a maioria vai para o bolso do médico que fez o aborto. É claro que o aborto é propositadamente a destruição do que é inegavelmente vida humana. Isso é um acto de violência mortal. Devemos considerar que a gravidez não planeada é um dilema penosamente difícil, mas enxergar sua solução em um acto de destruição deliberada é abusar da ilimitada ingenuidade humana e entregar a saúde pública à clássica resposta utilitária a problemas sociais.
Como cientista eu sei, não por crença, que a vida humana começa na concepção. Embora eu não seja um religioso, creio de todo o meu coração que há uma divindade que nos leva a declarar o término final e irreversível a esse crime contra a humanidade, infinitamente triste e vergonhoso.
[N.T] Dr. Bernard Nathanson é autor de Aborting America e produtor do filme chocante e revelador The Silent Scream. No final dos anos 1970 abandonou a prática e a militância pró-aborto tendo se tornado activista pró-vida.
Fonte: http://www.aboutabortions.com/Confess.html
Traduzido exclusivamente para http://www.mediasemmascara.org/ por Gerson Faria
__________________
Dr. Nathanson explicando um dos métodos utilizados: http://www.youtube.com/watch?v=gcER073nhZ8
Palavras de uma sobrevivente de um aborto: http://www.youtube.com/watch?v=gcER073nhZ8
quinta-feira, 2 de junho de 2011
O pecado dos padres e seu desastroso reflexo
É uma pena que as coisas andem como andam, nesta Igreja que de Una parece já ter tão pouco, ao haver padres que se estão “nas tintas” para o seu bispo, e bispos que se estão “nas tintas” para o Santo Padre e para o Sagrado Magistério.
Nesta pátria que outrora elegeu como sua Rainha a Imaculada Conceição, a Ela entregando a Coroa Real e a Ela se consagrando, reina agora o espírito que actua nos ambiciosos e os leva a dominarem o povo. Seja pelo poder do próprio anti-Cristo, seja pelo deus subalterno imposto aos homens, que o seguem como loucos, o hedonismo, até os católicos se têm deixado conduzir para a fatal armadilha que é uma sociedade sem Deus, ainda que disso mal se apercebam.
E quem conduz o povo nessa direcção? São os governos e as assembleias legislativas, que promovem, ainda que de forma pouco explícita, o afastamento da religião. Em Portugal, aliás, como em todo o mundo, são bem conhecidos os partidos políticos cuja ideologia é contrária à Igreja. Para encontrarmos esses inimigos da Fé, creio que bastará um simplecíssimo exercício de memória, ou será que os católicos passaram a padecer de alzheimer?
Se desse mal não padecem, estão cada vez mais frouxos na defesa dos valores cristãos, valores que deveriam pesar no momento em que exercem o seu direito de voto, mas para os reconduzir ao bom caminho, onde estão os seus guias? Não estão! E ao deixarem o rebanho à sua sorte, há festa entre os lobos…
Vós que respondestes ao chamamento para o sacerdócio, que tendes feito das vossas homilias? Muito pouco, para a salvação das almas. E então quando toca a alertar para os perigos decorrentes dos nossos actos, tratando-se de escolher um partido, adoptais a postura do “politicamente correcto”, como se não pecasse aquele que vota num partido que combate os valores cristãos. Nessas alturas, nem podeis dizer-vos sacerdotes de Cristo, uma vez que procedeis de forma tão contrária à de Abraão, que, chamado a sacrificar o seu próprio filho, não negou a Deus tal sacrifício, enquanto que vós, tudo fazeis para nem a vossa imagem sacrificardes.
No rol de queixas que mais se ouvem, desde o estado social à ausência dos bons costumes, passando pela moral, vem quase sempre à cabeça a responsabilidade da classe política pelas iníquas leis que espartilham a ética e a moral, enquanto vós passais incólumes a toda a crítica. Pois eu digovos que sois precisamente vós mesmos os mais culpados. A vossa maior culpa reside na falta de coragem para dizerdes aos fiéis que é pecado grave contribuir, pelo voto, para a eleição de qualquer partido contrário à doutrina e à moral da Igreja. Se outro fosse o vosso comprometimento, num país católico como Portugal, não tínhamos chegado ao desnorte moral a que chegámos. Sois padres, mas pouco Cristãos, porque alguém revestido do verdadeiro carácter cristão, viveria aquilo que prega, e vós pregais a Palavra mas não vos comprometeis com Ela, não a viveis.
Aos fiéis sois capazes de dizer: «se tiverdes de padecer por causa da justiça, felizes de vós!» (1Pe 3, 14), mas principalmente a segunda parte do mesmo versículo, que diz: «Não temais as suas ameaças, nem vos deixeis perturbar», já não faz eco em vós próprios, nem nesta Palavra confiais quando está em causa o alertar para o pecado social, desde que isso possa incomodar alguns políticos. Não fosseis vós, padres, tão medrosos, e a ignomínia não se instalaria nos países católicos.
Que estas palavras ressoem no coração de toda a pessoa recta e no de todos os católicos, principalmente no de quantos se abeiram da Sagrada Eucaristia e têm procedido como se a Missa não tivesse que ser vivida em todos os nossos actos.
Que a Rainha do Céu e da Terra ampare e fortaleça os sacerdotes do Seu Divino Filho!
Nesta pátria que outrora elegeu como sua Rainha a Imaculada Conceição, a Ela entregando a Coroa Real e a Ela se consagrando, reina agora o espírito que actua nos ambiciosos e os leva a dominarem o povo. Seja pelo poder do próprio anti-Cristo, seja pelo deus subalterno imposto aos homens, que o seguem como loucos, o hedonismo, até os católicos se têm deixado conduzir para a fatal armadilha que é uma sociedade sem Deus, ainda que disso mal se apercebam.
E quem conduz o povo nessa direcção? São os governos e as assembleias legislativas, que promovem, ainda que de forma pouco explícita, o afastamento da religião. Em Portugal, aliás, como em todo o mundo, são bem conhecidos os partidos políticos cuja ideologia é contrária à Igreja. Para encontrarmos esses inimigos da Fé, creio que bastará um simplecíssimo exercício de memória, ou será que os católicos passaram a padecer de alzheimer?
Se desse mal não padecem, estão cada vez mais frouxos na defesa dos valores cristãos, valores que deveriam pesar no momento em que exercem o seu direito de voto, mas para os reconduzir ao bom caminho, onde estão os seus guias? Não estão! E ao deixarem o rebanho à sua sorte, há festa entre os lobos…
Vós que respondestes ao chamamento para o sacerdócio, que tendes feito das vossas homilias? Muito pouco, para a salvação das almas. E então quando toca a alertar para os perigos decorrentes dos nossos actos, tratando-se de escolher um partido, adoptais a postura do “politicamente correcto”, como se não pecasse aquele que vota num partido que combate os valores cristãos. Nessas alturas, nem podeis dizer-vos sacerdotes de Cristo, uma vez que procedeis de forma tão contrária à de Abraão, que, chamado a sacrificar o seu próprio filho, não negou a Deus tal sacrifício, enquanto que vós, tudo fazeis para nem a vossa imagem sacrificardes.
No rol de queixas que mais se ouvem, desde o estado social à ausência dos bons costumes, passando pela moral, vem quase sempre à cabeça a responsabilidade da classe política pelas iníquas leis que espartilham a ética e a moral, enquanto vós passais incólumes a toda a crítica. Pois eu digovos que sois precisamente vós mesmos os mais culpados. A vossa maior culpa reside na falta de coragem para dizerdes aos fiéis que é pecado grave contribuir, pelo voto, para a eleição de qualquer partido contrário à doutrina e à moral da Igreja. Se outro fosse o vosso comprometimento, num país católico como Portugal, não tínhamos chegado ao desnorte moral a que chegámos. Sois padres, mas pouco Cristãos, porque alguém revestido do verdadeiro carácter cristão, viveria aquilo que prega, e vós pregais a Palavra mas não vos comprometeis com Ela, não a viveis.
Aos fiéis sois capazes de dizer: «se tiverdes de padecer por causa da justiça, felizes de vós!» (1Pe 3, 14), mas principalmente a segunda parte do mesmo versículo, que diz: «Não temais as suas ameaças, nem vos deixeis perturbar», já não faz eco em vós próprios, nem nesta Palavra confiais quando está em causa o alertar para o pecado social, desde que isso possa incomodar alguns políticos. Não fosseis vós, padres, tão medrosos, e a ignomínia não se instalaria nos países católicos.
Que estas palavras ressoem no coração de toda a pessoa recta e no de todos os católicos, principalmente no de quantos se abeiram da Sagrada Eucaristia e têm procedido como se a Missa não tivesse que ser vivida em todos os nossos actos.
Que a Rainha do Céu e da Terra ampare e fortaleça os sacerdotes do Seu Divino Filho!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Mais potente do que a medicação
Quarta-feira, 13
de Abril de 2011. Aproximando-se a hora da catequese de adultos, a Cristina, no
momento em que estava a ser internada no hospital, informa o catequista da sua
impossibilidade em estar presente, pedindo ao mesmo tempo a sua oração.
Ao iniciar a catequese,
que sempre começa com oração, aproveitou mais uma vez o catequista para falar
da importância da oração comunitária ou em grupo, pedindo que apresentassem aquela
necessidade a Nossa Senhora, confiando que Ela saberia completar o que à oração
deles pudesse faltar, e assim a levar com Seu perfume a Seu Filho Jesus.
No dia seguinte,
o catequista telefonou à Cristina, ficando a saber que se encontrava no
Hospital dos Lusíadas. Sexta-feira à tarde lá a procurou e fez-lhe uma visita.
No decorrer da conversa, o catequista, dirigindo-se a uma senhora que com ela
compartilhava o quarto, perguntou-lhe se não estaria a incomodá-la com a
conversa, por perceber nela algum mal-estar. Respondeu-lhe a senhora que não,
que até estava a gostar muito de ouvir. Foi então quando a Cristina explicou
que ela estava muito nervosa…
Voltando-se o
catequista da Cristina para a senhora, com ela estabeleceu um curto diálogo enquanto
ela esperava que a fossem buscar para o bloco operatório. O seu interlocutor
ficou a saber do historial de operações por que já tinha passado, por mais do
que um cancro, percebendo claramente que o que mais a preocupava nem era tanto
a saúde do corpo, mas da alma. Depois de lhe perguntar o nome, disse-lhe o
visitante: - D. Isabel, saindo daqui, vou direitinho àquela pequena casinha
onde Jesus está escondido para Lhe falar de si.
Entretanto
entram no quarto dois profissionais de saúde para a levarem para o bloco; mas
como tinham antes que preparar a senhora, disseram à visita para sair. Antes,
porém, dirigiu-se ele à D. Isabel para dela se despedir, e, pensando que a
estava a abraçar, sentiu que ele é que estava a ser abraçado. Entre o primeiro
e o segundo beijo que deu à pobre senhora, aproveitou para lhe dizer: - Sossegue,
D. Isabel, esteja sossegada... porque a inquietação era evidente.
Alguns momentos depois
saíram do quarto com ela, na maca, mas a D. Isabel não chegaria ao bloco
operatório sem antes voltar a cruzar o olhar com aquele desconhecido que no corredor
a esperava. Não houve mais palavras dirigidas àquela sofrida filha de Deus,
apenas um olhar envolto num ligeiro sorriso. Um olhar capaz de transmitir o
sentimento de maior ternura, e por isso, logo seguido de um limpar de lágrimas
que quiseram assomar-se à sua “janela”...
Regressando do
hospital, o visitante acabou por não cumprir exactamente como prometera, o ir junto
do sacrário apresentar as necessidades daquelas doentes, porque a hora já ia
adiantada, e só na Santa Missa pode falar a Jesus da D. Isabel e da Cristina.
Dias depois (dia
21, Quinta-feira Santa), quando o catequista perguntou à Cristina pela D.
Isabel, disse ela que as palavras e o abraço que a doente recebera surtiram
nela um efeito mais potente do que qualquer medicação, na medida em que, no
bloco operatório, nem o facto de ouvir falar nas brocas necessária à operação a
deixaram mais ansiosa, porque se sentia inundada de uma grande paz e
serenidade…
Caríssimo leitor, como vê, nós
podemos ser portadores dos efeitos que nem a medicação consegue… Cada baptizado,
se não for mero praticante de religião e fizer dela o caminho para encontrar
Deus, há-de sentir Deus em si, e nessa altura será o bálsamo para as feridas dos
que com ele se cruzam nas esquinas da vida. Por este episódio se vê que até nem
custa nada… Sabemos bem que a nós nos pode parecer coisa insignificante, mas como
quem melhor pode avaliar é quem recebe, mesmo que nos pareçam migalhas não as
desperdicemos, dado que há famintos para quem umas migalhas fazem toda a diferença
entre o nada e alguma coisa.
terça-feira, 5 de abril de 2011
A criança e o tio, e a procissão da Sagrada Família
Era Quinta-feira, 17 de Julho, do ano 1997, um dia como tantos outros, mas diferente para o Victor Manuel, que, num grave acidente de trabalho, originado por uma queda de nove metros de altura, passou à ténue fronteira que se situa entre a vida e a morte.
Do trágico acidente, resultaram-lhe fracturas graves na bacia, clavícula esquerda e toda a parte dorsal do mesmo lado, com fracturas em quase todas as costelas.
Na mesa de operações, depois de diagnosticados traumatismos em vários órgãos, como o sistema hepático, foi-lhe retirado o baço. Mas porque o seu estado era demasiado crítico, os médicos nada mais puderam fazer para além de procurarem retardar-lhe a morte, ligando-o às máquinas que permitem manter o estado de coma por tempo indeterminado.
À mãe, procuraram poupá-la do prognóstico, mas para uma irmã que o acompanhava mais de perto, foram peremptórios, dizendo-lhe que se preparasse para aquilo que só um milagre poderia evitar, e que fosse preparando a família.
A Inês, sobrinha do malogrado Victor, que tinha acabado de completar sete anos, tendo visto o tio naquele estado, foi sujeita a uma experiência que a levaria a estar na base dos acontecimentos que se seguiram.
Num povoado da Ericeira, onde a criança de expressivos olhos azuis passou a morar, houve no final de Agosto, daquele ano de 97, a procissão da Sagrada Família, na qual quis participar de princípio ao fim, o que constituiu algum sacrifício para a bisavó paterna, que teve que a acompanhar em todo o relativamente longo percurso.
Terminado o religioso cortejo e já no interior da igreja, saiu do lugar onde estava e, dirigindo-se lá à frente – não sei se aos pés do andor ou do altar de Nossa Senhora –, recolheu-se em oração.
Apreciando tão piedosa atitude, a bisavó, ao vê-la regressar ainda de mãos postas em gesto de oração, fez-lhe uma pergunta, cuja resposta foi tão simples quanto seria de esperar de uma criança: «Estive a pedir ao Jesus que tirasse o meu tio daquelas máquinas, porque eu não quero que ele esteja assim».
Entretanto, no hospital, o estado do Victor tinha-se agravado, facto que levou os médicos a decidirem fazerem-lhe uma traqueotomia, ou seja, abrirem-lhe um buraco na traqueia, impedindo assim que a morte lhe adviesse por asfixia.
Quando aquele dia de Domingo chegava ao fim (o dia da procissão), deixava de haver necessidade daquela derradeira intervenção, que era apenas uma última tentativa para retardar um pouco mais o que há muito era esperado, deixando ao mesmo tempo de fazer sentido que as máquinas continuassem ligadas, e acabaram por desligá-las.
Como nada fora comunicado a sua mãe, à hora da visita no dia seguinte, ao dirigir-se ela à cama do filho, recebeu o choque de ver a cama vazia…
Dirigiu-se ao telefone e ligou à filha a dar-lhe a notícia. Foi então que esta lhe deu conta do que no dia anterior se tinha passado com a pequena Inês e, ligando as coisas, apenas se limitou a constatar a irrefutável verdade, uma vez que, antes da procissão, seu irmão tinha piorado, quando se encontrava em coma, e depois dela, não só retrocedeu na caminhada para a morte que estaria eminente, como, pelo seu próprio pé – ainda que ajudado – saiu da cama, deixando todos aqueles tubos e passou a um sofá onde a mãe o foi encontrar bem refastelado.
Pouco mais de quinze dias depois, também eu fiquei muito surpreendido ao vê-lo na rua a sair do autocarro, quando regressava de uma consulta no hospital.
A Inês, que tinha manifestado aos pais vontade nesse sentido, entrou naquele ano para a catequese. E o mesmo fez seu tio Victor Manuel, com cinquenta anos, que passou também a preparar-se para o Baptismo, que viria a receber juntamente com outros adultos.
Nesta história, há um pormenor que julgo não poder deixar de referir, que é o facto de, nos sete ou oito anos anteriores ao grave acidente, ele se deslocar à Ericeira para participar naquela procissão, o que fazia com devoção.
Do trágico acidente, resultaram-lhe fracturas graves na bacia, clavícula esquerda e toda a parte dorsal do mesmo lado, com fracturas em quase todas as costelas.
Na mesa de operações, depois de diagnosticados traumatismos em vários órgãos, como o sistema hepático, foi-lhe retirado o baço. Mas porque o seu estado era demasiado crítico, os médicos nada mais puderam fazer para além de procurarem retardar-lhe a morte, ligando-o às máquinas que permitem manter o estado de coma por tempo indeterminado.
À mãe, procuraram poupá-la do prognóstico, mas para uma irmã que o acompanhava mais de perto, foram peremptórios, dizendo-lhe que se preparasse para aquilo que só um milagre poderia evitar, e que fosse preparando a família.
A Inês, sobrinha do malogrado Victor, que tinha acabado de completar sete anos, tendo visto o tio naquele estado, foi sujeita a uma experiência que a levaria a estar na base dos acontecimentos que se seguiram.
Num povoado da Ericeira, onde a criança de expressivos olhos azuis passou a morar, houve no final de Agosto, daquele ano de 97, a procissão da Sagrada Família, na qual quis participar de princípio ao fim, o que constituiu algum sacrifício para a bisavó paterna, que teve que a acompanhar em todo o relativamente longo percurso.
Terminado o religioso cortejo e já no interior da igreja, saiu do lugar onde estava e, dirigindo-se lá à frente – não sei se aos pés do andor ou do altar de Nossa Senhora –, recolheu-se em oração.
Apreciando tão piedosa atitude, a bisavó, ao vê-la regressar ainda de mãos postas em gesto de oração, fez-lhe uma pergunta, cuja resposta foi tão simples quanto seria de esperar de uma criança: «Estive a pedir ao Jesus que tirasse o meu tio daquelas máquinas, porque eu não quero que ele esteja assim».
Entretanto, no hospital, o estado do Victor tinha-se agravado, facto que levou os médicos a decidirem fazerem-lhe uma traqueotomia, ou seja, abrirem-lhe um buraco na traqueia, impedindo assim que a morte lhe adviesse por asfixia.
Quando aquele dia de Domingo chegava ao fim (o dia da procissão), deixava de haver necessidade daquela derradeira intervenção, que era apenas uma última tentativa para retardar um pouco mais o que há muito era esperado, deixando ao mesmo tempo de fazer sentido que as máquinas continuassem ligadas, e acabaram por desligá-las.
Como nada fora comunicado a sua mãe, à hora da visita no dia seguinte, ao dirigir-se ela à cama do filho, recebeu o choque de ver a cama vazia…
Dirigiu-se ao telefone e ligou à filha a dar-lhe a notícia. Foi então que esta lhe deu conta do que no dia anterior se tinha passado com a pequena Inês e, ligando as coisas, apenas se limitou a constatar a irrefutável verdade, uma vez que, antes da procissão, seu irmão tinha piorado, quando se encontrava em coma, e depois dela, não só retrocedeu na caminhada para a morte que estaria eminente, como, pelo seu próprio pé – ainda que ajudado – saiu da cama, deixando todos aqueles tubos e passou a um sofá onde a mãe o foi encontrar bem refastelado.
Pouco mais de quinze dias depois, também eu fiquei muito surpreendido ao vê-lo na rua a sair do autocarro, quando regressava de uma consulta no hospital.
A Inês, que tinha manifestado aos pais vontade nesse sentido, entrou naquele ano para a catequese. E o mesmo fez seu tio Victor Manuel, com cinquenta anos, que passou também a preparar-se para o Baptismo, que viria a receber juntamente com outros adultos.
Nesta história, há um pormenor que julgo não poder deixar de referir, que é o facto de, nos sete ou oito anos anteriores ao grave acidente, ele se deslocar à Ericeira para participar naquela procissão, o que fazia com devoção.
domingo, 27 de março de 2011
As médicas acharam estranho, e chamaram uma enfermeira
Quarta-feira, 23 de Março de 2011:
Poucos minutos faltavam para as 21h00, meia hora antes da catequese de adultos, quando a Luísa envia uma mensagem ao catequista a informá-lo que não ia poder estar na catequese por se encontrar na Maternidade Magalhães Coutinho, onde aguardava ansiosa o momento de poder conhecer a netinha que estava para nascer. De imediato (às 20h57), respondeu-lhe o catequista: «Vou estar convosco em oração, e pedirei ao grupo que reze comigo. Pediremos a N. Senhora que as assista, como fez com sua prima. Um beijinho.
Na oração com que iniciam cada catequese, o catequista cumpriu com o que tinha dito na mensagem, e todos louvaram a Mãe de Deus, depois de lhe pedirem que assistisse «a mãe e a bebé, como fizera com sua prima Isabel». No final da catequese, a Cristina explicou ao catequista que, aquilo que tentou transmitir-lhe breves minutos depois do início, era precisamente a notícia de que tinha acabado de nascer.
Sexta-feira, 25 de Março, 12h45:
Aquela que há dois dias passara à condição de avó, envia outra mensagem ao catequista: «Olá amigo. A minha menina está com problemas devido à ingestão de líquido durante o parto. Preciso que me ajude a rezar. Conto consigo. Obrigada. Um beij. Luísa»
Daquela vez não houve mensagem de resposta. Talvez porque o coração daquele catequista seja pequeno para estas coisas, estabeleceu outro tipo de comunicação, mais rápida, por não haver necessidade de qualquer teclado: falou ao Coração Misericordioso de Jesus, logo se dispondo ir à igreja, a seguir ao almoço, meditar nas estações da via dolorosa de Cristo (Via-sacra), unindo-se espiritualmente a Ele em tão grande sofrimento.
Preocupando-o ainda o facto de uma outra pessoa amiga ter nesse dia ficado sem trabalho, sugeriu-lhe que fosse com ele percorrer as estações da Via-sacra, e os dois se uniram em tão piedosa devoção.
Nesse mesmo dia à noite (21h35), volta a Luísa a comunicar com o catequista, desta vez por meio de um telefonema, pondo-o ao corrente do que se tinha passado naquele dia. Disse então que o estado da menina deixou duas médicas confusas, uma vez que os valores apurados nas análises feitas indicavam a existência de uma infecção, ainda que de origem desconhecida. Porém a surpresa das médicas não tinha nada a ver com o problema surgido, mas com o facto de um recém-nascido não dar nenhum sinal ou apresentar qualquer sintoma compatível com o que lhe ocorrera. Entenderam ouvir o parecer de outra técnica de saúde com mais anos de carreira, e chamaram uma experiente enfermeira. Se estranho já era o que tinham constatado, uma outra surpresa ainda estava para lhes ser dada pela Maria Rita, a bebé que ainda nem tinha dois dias fora do ventre materno. Depois de ter pegado em tão frágil “botãozinho de rosa”, a enfermeira viu pela primeira vez, em tantos anos de profissão, uma flor desabrochar logo à nascença, ou por outras palavras, um recém-nascido a sorrir. A Maria Rita sorriu para ela, coisa nunca antes vista. Pelo que viu e pelo que terá intuído, disse à mãe da bebé: «Tome a sua filha, mãe, ela não tem nada!»
Sábado, 26 de Março, 22h02:
Mesmo prestes a iniciar um concerto coral de música sacra, o telemóvel de um dos tenores indicava que a avó da Maria Rita queria falar com ele. As circunstâncias obrigaram a alguma economia nas palavras, mas foram as suficientes para que a Luísa lhe dissesse que a menina já não estava ligada a fios ou tubos, porque os valores detectados em novas análises afastavam qualquer preocupação.
As preocupações com o nascimento da Maria Rita tinham iniciado uns dias antes. Porque ela não dava a volta no ventre materno, tudo estava preparado para uma cesariana, quando a avó da nascitura comentou o facto com a Gina, uma colega da catequese, manifestando o desejo “de se agarrar” ao Terço do Rosário. Solícita como é a sua colega Gina, logo tratou de lhe oferecer um lindo terço que tinha no carro, pedindo ao pároco que lho benzesse. No dia seguinte, tudo estava preparado para a cesariana, mas antes de a iniciarem, a médica usou mais uma vez o ecógrafo para determinar o melhor ponto onde fazer o corte, porém, viu-se a equipa médica no dever de mandar a grávida para casa a aguardar que fosse a natureza a operar, uma vez que a bebé tinha dado a volta. E a natureza mostrou à medicina que o momento dela operar só haveria de acontecer nove dias depois.
Pelo início de toda esta história podemos ver que, já antes do seu nascimento, Nossa Senhora fora chamada a cuidar da filha e da neta da Luísa, concluindo-se por este e por tantos outros casos que Ela não deixa de acudir a quem para Seu Filho se volta.
Uma interrogação se nos apresenta quase como que obrigatória: será que foi o Céu a causar uma febre muitíssimo elevada à parturiente (apenas no último momento do parto), para que os médicos fossem alertados para os cuidados que deveriam prestar à bebé? E o estranho é que, logo após o seu nascimento, a febre da mãe desapareceu tão subitamente como tinha aparecido...
O terço oferecido pela Gina, viria a ser recomendado pela avó à sua filha, a mãe da bebé, e depois colocado junto de tão preciosa flor.
Que Deus abençoe a Maria Rita e sua família, e que esta venha um dia a ajudá-la a reflectir sobre a importância do auxílio prestado pela Mãe de Jesus no seu nascimento.
_____________
Nota: Pela informação dada mais tarde por quem gerou todo o movimento, a avó Luísa, a Maria Rita nasceu às 21h35, precisamente a hora em que o grupo estava a “manifestar-se à porta do Céu” para que Nossa Senhora viesse...
Poucos minutos faltavam para as 21h00, meia hora antes da catequese de adultos, quando a Luísa envia uma mensagem ao catequista a informá-lo que não ia poder estar na catequese por se encontrar na Maternidade Magalhães Coutinho, onde aguardava ansiosa o momento de poder conhecer a netinha que estava para nascer. De imediato (às 20h57), respondeu-lhe o catequista: «Vou estar convosco em oração, e pedirei ao grupo que reze comigo. Pediremos a N. Senhora que as assista, como fez com sua prima. Um beijinho.
Na oração com que iniciam cada catequese, o catequista cumpriu com o que tinha dito na mensagem, e todos louvaram a Mãe de Deus, depois de lhe pedirem que assistisse «a mãe e a bebé, como fizera com sua prima Isabel». No final da catequese, a Cristina explicou ao catequista que, aquilo que tentou transmitir-lhe breves minutos depois do início, era precisamente a notícia de que tinha acabado de nascer.
Sexta-feira, 25 de Março, 12h45:
Aquela que há dois dias passara à condição de avó, envia outra mensagem ao catequista: «Olá amigo. A minha menina está com problemas devido à ingestão de líquido durante o parto. Preciso que me ajude a rezar. Conto consigo. Obrigada. Um beij. Luísa»
Daquela vez não houve mensagem de resposta. Talvez porque o coração daquele catequista seja pequeno para estas coisas, estabeleceu outro tipo de comunicação, mais rápida, por não haver necessidade de qualquer teclado: falou ao Coração Misericordioso de Jesus, logo se dispondo ir à igreja, a seguir ao almoço, meditar nas estações da via dolorosa de Cristo (Via-sacra), unindo-se espiritualmente a Ele em tão grande sofrimento.
Preocupando-o ainda o facto de uma outra pessoa amiga ter nesse dia ficado sem trabalho, sugeriu-lhe que fosse com ele percorrer as estações da Via-sacra, e os dois se uniram em tão piedosa devoção.
Nesse mesmo dia à noite (21h35), volta a Luísa a comunicar com o catequista, desta vez por meio de um telefonema, pondo-o ao corrente do que se tinha passado naquele dia. Disse então que o estado da menina deixou duas médicas confusas, uma vez que os valores apurados nas análises feitas indicavam a existência de uma infecção, ainda que de origem desconhecida. Porém a surpresa das médicas não tinha nada a ver com o problema surgido, mas com o facto de um recém-nascido não dar nenhum sinal ou apresentar qualquer sintoma compatível com o que lhe ocorrera. Entenderam ouvir o parecer de outra técnica de saúde com mais anos de carreira, e chamaram uma experiente enfermeira. Se estranho já era o que tinham constatado, uma outra surpresa ainda estava para lhes ser dada pela Maria Rita, a bebé que ainda nem tinha dois dias fora do ventre materno. Depois de ter pegado em tão frágil “botãozinho de rosa”, a enfermeira viu pela primeira vez, em tantos anos de profissão, uma flor desabrochar logo à nascença, ou por outras palavras, um recém-nascido a sorrir. A Maria Rita sorriu para ela, coisa nunca antes vista. Pelo que viu e pelo que terá intuído, disse à mãe da bebé: «Tome a sua filha, mãe, ela não tem nada!»
Sábado, 26 de Março, 22h02:
Mesmo prestes a iniciar um concerto coral de música sacra, o telemóvel de um dos tenores indicava que a avó da Maria Rita queria falar com ele. As circunstâncias obrigaram a alguma economia nas palavras, mas foram as suficientes para que a Luísa lhe dissesse que a menina já não estava ligada a fios ou tubos, porque os valores detectados em novas análises afastavam qualquer preocupação.
As preocupações com o nascimento da Maria Rita tinham iniciado uns dias antes. Porque ela não dava a volta no ventre materno, tudo estava preparado para uma cesariana, quando a avó da nascitura comentou o facto com a Gina, uma colega da catequese, manifestando o desejo “de se agarrar” ao Terço do Rosário. Solícita como é a sua colega Gina, logo tratou de lhe oferecer um lindo terço que tinha no carro, pedindo ao pároco que lho benzesse. No dia seguinte, tudo estava preparado para a cesariana, mas antes de a iniciarem, a médica usou mais uma vez o ecógrafo para determinar o melhor ponto onde fazer o corte, porém, viu-se a equipa médica no dever de mandar a grávida para casa a aguardar que fosse a natureza a operar, uma vez que a bebé tinha dado a volta. E a natureza mostrou à medicina que o momento dela operar só haveria de acontecer nove dias depois.
Pelo início de toda esta história podemos ver que, já antes do seu nascimento, Nossa Senhora fora chamada a cuidar da filha e da neta da Luísa, concluindo-se por este e por tantos outros casos que Ela não deixa de acudir a quem para Seu Filho se volta.
Uma interrogação se nos apresenta quase como que obrigatória: será que foi o Céu a causar uma febre muitíssimo elevada à parturiente (apenas no último momento do parto), para que os médicos fossem alertados para os cuidados que deveriam prestar à bebé? E o estranho é que, logo após o seu nascimento, a febre da mãe desapareceu tão subitamente como tinha aparecido...
O terço oferecido pela Gina, viria a ser recomendado pela avó à sua filha, a mãe da bebé, e depois colocado junto de tão preciosa flor.
Que Deus abençoe a Maria Rita e sua família, e que esta venha um dia a ajudá-la a reflectir sobre a importância do auxílio prestado pela Mãe de Jesus no seu nascimento.
_____________
Nota: Pela informação dada mais tarde por quem gerou todo o movimento, a avó Luísa, a Maria Rita nasceu às 21h35, precisamente a hora em que o grupo estava a “manifestar-se à porta do Céu” para que Nossa Senhora viesse...
sexta-feira, 25 de março de 2011
O significado e o poder do Sinal da Cruz
Sempre que um católico faz as suas orações começa (ou deve começar) por se persigar (do latim per signum, «pelo sinal» +-ar), ou seja, faz três cruzes sobre si: uma na fronte, uma na boca e outra no peito, benzendo-se de seguida.
Modo de persignar-se
Colocando a mão esquerda estendida sobre o peito, traça sobre si três cruzes com o dedo polegar da mão direita, proferindo desta forma a primeira das orações: Pelo sinal da Santa Cruz, livre-nos Deus Nosso Senhor, dos nossos inimigos. De seguida benze-se, descrevendo uma cruz desde a fronte ao peito e de ombro a ombro, concluindo: Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Esta cruz maior faz-se de forma diferente entre a Igreja do ocidente e a do oriente. Na Igreja do oriente faz-se com os três dedos estendidos (polegar, indicador e médio) e com o anelar e o mínimo recolhidos a tocarem a palma da mão, e do ombro direito ao ombro esquerdo. Os três dedos estendidos a descreverem a cruz querem significar a Trindade que nos abençoa, e os outros dois a dualidade de Cristo, a humana e a divina. Nós, no ocidente, fazemo-la com a mão aberta e do ombro esquerdo ao ombro direito, querendo os cinco dedos significar as cinco Chagas de Cristo.
O significado de cada cruz
1- Ao fazermos a cruz na testa, estamos a pedir a Jesus que impere sobre a nossa inteligência e nossos pensamentos. Dito de outra forma, que nos ilumine e ao mesmo tempo nos proteja de tudo o que nos pode levar a maus pensamentos e nos ajude a ter domínio sobre eles.
2- A cruz na boca quer dizer exactamente a mesma coisa, mas neste caso é sobre as palavras que dela saem e sobre as que nunca dela devem sair, pois é pelas nossas palavras que podemos fazer o nosso semelhante sentir-se agredido ou amado.
3- A terceira cruz, sobre o peito, é para que o nosso coração, os nossos afectos, se tornem semelhantes aos de Cristo, tendo os mesmos desejos e a mesma forma de ver o nosso irmão e ao mesmo tempo para que Ele nos ajude a ser capazes do necessário domínio sobre os maus desejos, sobre a inveja, a raiva e o ódio.
Sabendo o verdadeiro significado de cada gesto, muito agradáveis seremos a Nosso Senhor se nos persignarmos com reverência e respeito, o que implica fazermo-lo devagar, pensando no poder que o santo Sinal da Cruz deve ter em nós, e só assim se manifestará a sua eficácia.
O poder do Sinal da Cruz
O Sinal da Cruz, feito com fé e devoção, tem o poder de afastar o demónio, ajuda a vencer a tentação e protege-nos contra os mais graves perigos. Posso testemunhar que comigo têm acontecido alguns incompreensíveis problemas, até a nível informático, quando a matéria a enviar para alguém vai prejudicar o Maligno por lhe diminuir ou retirar o poder sobre as almas, vendo-me então na necessidade de invocar o poder de Cristo pelo santo Sinal da Cruz, e tudo volta ao normal.
Conhecedores do seu grande poder, já os primeiros cristãos o usavam como protecção contra doenças, pestes, epidemias, perigos de toda a ordem, inclusive contra trovoadas e tremores de terra.
Os Santos e o Sinal da Cruz
Na vida dos santos encontramos inúmeras provas do poder do Sinal da Cruz. Vejamos apenas alguns exemplos:
S. Bento (+ por 547), o Patrono da Europa, num determinado mosteiro estava a ser muito invejado. Concordaram então os malvados monges em envenená-lo, e deitaram veneno na taça de vinho que levaram à mesa. Ao iniciar a refeição, S. Bento abençoou os alimentos, e ao fazer a cruz sobre a taça do vinho aquela estilhaçou completamente, derramando-se toda a mortífera bebida destinada a tirar-lhe a vida.
Cipriano era um feiticeiro que, devido ao seu trato com o demónio, praticava toda a espécie de bruxedos. Com as suas artes mágicas pretendeu levar uma virgem cristã chamada Justina a casar-se com um pagão apaixonado por ela. Vendo que nada conseguia, recorreu à intervenção do demónio, do qual se defendeu a jovem Justina com o Sinal da Cruz. Reconhecendo que a jovem usava de um poder superior ao do demónio, Cipriano rendeu-se a esse poder. Aprendeu a doutrina cristã, converteu-se, foi baptizado, ordenado diácono e mais tarde sagrado Bispo, vindo a padecer o martírio às mãos de Diocleciano, juntamente com a virgem Justina (não confundir com outro S. Cipriano, Táscio Cipriano, Bispo de Cartago, nem cair no erro de crer que o repugnável livro de S. Cipriano tenha qualquer origem em textos do primeiro, como muitos crêm).
À semelhança da jovem Justina, também nós podemos ser protegidos de todo o mal se imprimirmos em nós o profundo sentido do santo Sinal da Cruz. Se o fizermos devotamente, não só nos revestimos de um forte escudo contra o Mal como damos grande glória a Deus.
Os Persas e o Sinal da Cruz
Uma embaixada persa foi à corte de Constantinopla, no reinado do Imperador Focas, e tanto os Embaixadores como o seu séquito eram muçulmanos. Reparando o Imperador que todos aqueles Ministros e oficiais ostentavam na fronte ou nos elmos uma cruz, quis conhecer a razão daquele sinal. Foi, então, esclarecido pelos Ministros: havia alguns anos, uma terrível epidemia assolara a Pérsia e notou-se que os cristãos, porque se benziam, foram poupados pelo tremendo flagelo. Então convencidos do poder da cruz, imitaram os cristãos e viram-se, também eles, livres daquele horrendo flagelo. A partir de tão assombroso resultado, começaram a prestar ao santo Sinal da Cruz o mais profundo respeito. Era aquela a razão de todos eles se apresentarem marcados com a cruz.
Aqueles muçulmanos, acreditando que, à semelhança dos cristãos, nada lhes custava acreditar naquele misterioso poder, a ele recorreram, ainda que para eles Deus Filho e Seu poder fosse algo misterioso, desconhecido. E para nós, cristãos, que significado tem o Sinal de Cristo? Seremos nós dignos dele?
Pois bem, caríssimo leitor: está mais do que na hora de mudarmos completamente o nosso procedimento em relação até à própria forma como usamos o Santo Sinal de Cristo, e assim seremos merecedores das grandes graças que por ele podemos alcançar.
Modo de persignar-se
Colocando a mão esquerda estendida sobre o peito, traça sobre si três cruzes com o dedo polegar da mão direita, proferindo desta forma a primeira das orações: Pelo sinal da Santa Cruz, livre-nos Deus Nosso Senhor, dos nossos inimigos. De seguida benze-se, descrevendo uma cruz desde a fronte ao peito e de ombro a ombro, concluindo: Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Esta cruz maior faz-se de forma diferente entre a Igreja do ocidente e a do oriente. Na Igreja do oriente faz-se com os três dedos estendidos (polegar, indicador e médio) e com o anelar e o mínimo recolhidos a tocarem a palma da mão, e do ombro direito ao ombro esquerdo. Os três dedos estendidos a descreverem a cruz querem significar a Trindade que nos abençoa, e os outros dois a dualidade de Cristo, a humana e a divina. Nós, no ocidente, fazemo-la com a mão aberta e do ombro esquerdo ao ombro direito, querendo os cinco dedos significar as cinco Chagas de Cristo.
O significado de cada cruz
1- Ao fazermos a cruz na testa, estamos a pedir a Jesus que impere sobre a nossa inteligência e nossos pensamentos. Dito de outra forma, que nos ilumine e ao mesmo tempo nos proteja de tudo o que nos pode levar a maus pensamentos e nos ajude a ter domínio sobre eles.
2- A cruz na boca quer dizer exactamente a mesma coisa, mas neste caso é sobre as palavras que dela saem e sobre as que nunca dela devem sair, pois é pelas nossas palavras que podemos fazer o nosso semelhante sentir-se agredido ou amado.
3- A terceira cruz, sobre o peito, é para que o nosso coração, os nossos afectos, se tornem semelhantes aos de Cristo, tendo os mesmos desejos e a mesma forma de ver o nosso irmão e ao mesmo tempo para que Ele nos ajude a ser capazes do necessário domínio sobre os maus desejos, sobre a inveja, a raiva e o ódio.
Sabendo o verdadeiro significado de cada gesto, muito agradáveis seremos a Nosso Senhor se nos persignarmos com reverência e respeito, o que implica fazermo-lo devagar, pensando no poder que o santo Sinal da Cruz deve ter em nós, e só assim se manifestará a sua eficácia.
O poder do Sinal da Cruz
O Sinal da Cruz, feito com fé e devoção, tem o poder de afastar o demónio, ajuda a vencer a tentação e protege-nos contra os mais graves perigos. Posso testemunhar que comigo têm acontecido alguns incompreensíveis problemas, até a nível informático, quando a matéria a enviar para alguém vai prejudicar o Maligno por lhe diminuir ou retirar o poder sobre as almas, vendo-me então na necessidade de invocar o poder de Cristo pelo santo Sinal da Cruz, e tudo volta ao normal.
Conhecedores do seu grande poder, já os primeiros cristãos o usavam como protecção contra doenças, pestes, epidemias, perigos de toda a ordem, inclusive contra trovoadas e tremores de terra.
Os Santos e o Sinal da Cruz
Na vida dos santos encontramos inúmeras provas do poder do Sinal da Cruz. Vejamos apenas alguns exemplos:
S. Bento (+ por 547), o Patrono da Europa, num determinado mosteiro estava a ser muito invejado. Concordaram então os malvados monges em envenená-lo, e deitaram veneno na taça de vinho que levaram à mesa. Ao iniciar a refeição, S. Bento abençoou os alimentos, e ao fazer a cruz sobre a taça do vinho aquela estilhaçou completamente, derramando-se toda a mortífera bebida destinada a tirar-lhe a vida.
Cipriano era um feiticeiro que, devido ao seu trato com o demónio, praticava toda a espécie de bruxedos. Com as suas artes mágicas pretendeu levar uma virgem cristã chamada Justina a casar-se com um pagão apaixonado por ela. Vendo que nada conseguia, recorreu à intervenção do demónio, do qual se defendeu a jovem Justina com o Sinal da Cruz. Reconhecendo que a jovem usava de um poder superior ao do demónio, Cipriano rendeu-se a esse poder. Aprendeu a doutrina cristã, converteu-se, foi baptizado, ordenado diácono e mais tarde sagrado Bispo, vindo a padecer o martírio às mãos de Diocleciano, juntamente com a virgem Justina (não confundir com outro S. Cipriano, Táscio Cipriano, Bispo de Cartago, nem cair no erro de crer que o repugnável livro de S. Cipriano tenha qualquer origem em textos do primeiro, como muitos crêm).
À semelhança da jovem Justina, também nós podemos ser protegidos de todo o mal se imprimirmos em nós o profundo sentido do santo Sinal da Cruz. Se o fizermos devotamente, não só nos revestimos de um forte escudo contra o Mal como damos grande glória a Deus.
Os Persas e o Sinal da Cruz
Uma embaixada persa foi à corte de Constantinopla, no reinado do Imperador Focas, e tanto os Embaixadores como o seu séquito eram muçulmanos. Reparando o Imperador que todos aqueles Ministros e oficiais ostentavam na fronte ou nos elmos uma cruz, quis conhecer a razão daquele sinal. Foi, então, esclarecido pelos Ministros: havia alguns anos, uma terrível epidemia assolara a Pérsia e notou-se que os cristãos, porque se benziam, foram poupados pelo tremendo flagelo. Então convencidos do poder da cruz, imitaram os cristãos e viram-se, também eles, livres daquele horrendo flagelo. A partir de tão assombroso resultado, começaram a prestar ao santo Sinal da Cruz o mais profundo respeito. Era aquela a razão de todos eles se apresentarem marcados com a cruz.
Aqueles muçulmanos, acreditando que, à semelhança dos cristãos, nada lhes custava acreditar naquele misterioso poder, a ele recorreram, ainda que para eles Deus Filho e Seu poder fosse algo misterioso, desconhecido. E para nós, cristãos, que significado tem o Sinal de Cristo? Seremos nós dignos dele?
Pois bem, caríssimo leitor: está mais do que na hora de mudarmos completamente o nosso procedimento em relação até à própria forma como usamos o Santo Sinal de Cristo, e assim seremos merecedores das grandes graças que por ele podemos alcançar.
sábado, 19 de março de 2011
O estranho Tom, e o pedido que ele fez ao seu professor
Esta é uma história verídica, narrada por John Powell, S. J., professor de Teologia da Fé, na Loyola University Chicago, EUA.
«Um dia, há muitos anos atrás, eu estava de pé à porta da sala, esperando que meus alunos entrassem para o nosso primeiro dia de aulas do semestre. Foi aí que vi o Tom pela primeira vez. Não consegui evitar que meus olhos piscassem de espanto. Ele estava penteando seus cabelos longos e muito loiros que chegavam uns vinte centímetros abaixo dos ombros. Eu nunca vira um rapaz com cabelos tão longos. Acho que a moda estava apenas começando nessa época. Mesmo sabendo que o que importava não é o que está fora, mas o que vai dentro da cabeça, naquele dia eu fiquei um pouco chocado. Imediatamente classifiquei o Tom com um “E” de estranho… Muito estranho!
Tommy acabou por se revelar o “ateísta de serviço” do meu curso de Teologia da Fé. Constantemente, fazia objecções ou questionava sobre a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos amasse incondicionalmente.
Convivemos em relativa paz durante o semestre, embora eu tenha que admitir que às vezes ele era bastante incómodo!
No fim do curso, ele aproximou-se e perguntou-me, num tom ligeiramente irónico: - O senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?
Resolvi usar uma terapia de choque: - Não, eu não acredito! – Respondi.
- Ah! Pensei que era este o produto que o senhor esteve tentando nos vender nos últimos meses. – Respondeu ele.
Eu deixei que ele se afastasse um pouco e falei, bem alto: - Eu não acredito que tu consigas encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza que Ele te encontrará um dia.
Ele encolheu os ombros e foi embora das minhas aulas e da minha vida.
Algum tempo depois soube que o Tommy se tinha formado e, em seguida, recebi uma notícia triste:
Ele estava com um cancro em fase terminal. E antes que eu resolvesse se ia à sua procura, ele veio me ver.
Quando entrou na minha sala, percebi que o seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos não existiam mais, devido à quimioterapia. No entanto, seus olhos estavam brilhantes e sua voz era firme, bem diferente daquele garoto que conheci.
- Tommy, tenho pensado em ti, ouvi dizer que estás doente!
- Ah, é verdade, estou seriamente doente, tenho cancro nos dois pulmões. É uma questão de semanas, agora.
- Tu consegues falar normalmente sobre isso?
- Claro, o que o senhor gostaria de saber?
- Como é ter apenas vinte e quatro anos e saber que estás morrendo?
- Acho que podia ser pior.
- Como assim?
- Bem, eu poderia ter cinquenta anos e não ter noção de ideias, ou ter sessenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas mais “importantes” da vida.
Lembrei-me da classificação que lhe atribuí: “E” de “estranho” (parece que as pessoas que recebem classificações desse tipo, são enviadas de volta por Deus para que eu possa repensar o assunto).
- Mas a razão pela qual realmente vim vê-lo foi a frase que o senhor me disse no último dia de aulas.
Continuou o Tom: - Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus algum dia, e o senhor respondeu “Não”, o que me surpreendeu. Em seguida o senhor disse: “mas Ele te encontrará”. Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora na época não estivesse muito interessado no assunto. Mas quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e me disseram que se tratava de um tumor maligno, comecei a pensar com mais seriedade sobre a ideia de procurar Deus. E quando a doença se espalhou por outros órgãos, eu comecei realmente a dar murros desesperados nas portas de bronze do paraíso. Mas Deus não apareceu. De facto, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período sem sucesso? A gente fica cansada, desanimada. Um dia, ao invés de continuar atirando apelos por cima do muro alto atrás de onde Deus poderia estar… ou não… eu desisti, simplesmente. Decidi que de facto não estava me importando… com Deus, com uma possível vida eterna ou qualquer coisa parecida. E decidi utilizar o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa. Pensei no senhor e nas suas aulas e lembrei-me de uma coisa que o senhor havia dito noutra ocasião: “ A tristeza mais profunda, sem remédio, é passar pela vida sem amar. Mas é quase tão triste passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas queridas, o quanto você as amou.” Então resolvi começar pela pessoa mais difícil: meu pai.
Ele estava a ler o jornal quando me aproximei dele: - Pai… - Sim, o que é? Perguntou ele, sem baixar o jornal. – Pai, eu gostava de conversar consigo. – Então fala. – É um assunto muito importante!
O jornal desceu alguns centímetros, vagarosamente. – O que é? – Pai, eu amo-o muito. Só queria que o pai soubesse disso.
O jornal escorregou para o chão e meu pai fez duas coisas que eu jamais havia visto: Ele chorou e abraçou-me com força. E conversámos durante toda a noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte. Foi tão bom poder sentar-me junto do meu pai, conversar, ver suas lágrimas, sentir seu abraço, ouvi-lo dizer que também me amava! Foi uma emoção indescritível!
Foi mais fácil com a minha mãe e com o meu irmão mais novo. Eles choraram também e nós nos abraçámos e dissemos coisas realmente boas uns para os outros. Falámos sobre as coisas que tínhamos mantido em segredo por tantos anos, e que era tão bom partilhar. Só lamentei uma coisa: que eu tivesse desperdiçado tanto tempo, privando-me de momentos tão especiais. Naquela hora eu estava apenas começando a abrir-me com as pessoas que amava.
Então, um dia, eu olhei, e lá estava “ELE”. Ele não veio ao meu encontro quando lhe implorei. Acredito que estava agindo como um domador de animais que, segurando um chicote, diz: -Vamos, pula! Eu dou-te três dias… Três semanas…
Parece que Deus não se deixa impressionar. Ele age a Seu modo e a Seu tempo. Mas o que importa é que Ele estava lá. Ele me encontrou… O senhor estava certo. Ele me encontrou mesmo depois de eu ter desistido de procurar por Ele.
- Tommy (disse eu bastante comovido), o que estás a dizer é muito mais importante e muito mais universal do que podes imaginar. Para mim, pelo menos, estás a dizer que a maneira certa de encontrar Deus, não é fazer d’Ele um bem pessoal, uma solução para os nossos problemas ou um consolo em tempos difíceis, mas sim tornando-se disponível para o verdadeiro Amor. O Apóstolo João disse isto: “Deus é amor e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele”.
Tom, posso pedir-te um favor? Tu sabes que me deste bastante trabalho quando foste meu aluno. Mas (aos risos) agora podes-me compensar por aquilo. Tu virias à minha aula de Teologia da Fé e contarias aos meus alunos o que acabaste de me contar? Se eu lhes contasse não seria a mesma coisa, não tocaria tão fundo neles!
- Oh!... Eu me preparei para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado para enfrentar os seus alunos.
- Então pensa nisso. Se te sentires preparado, telefona-me.
Alguns dias mais tarde, Tom telefonou e disse que falaria com a minha turma. Ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então marcámos uma data. Mas, o dia chego e… ele não pode ir. Ele tinha outro encontro, muito mais importante do que aquele. Ele se foi… Tom havia dado o grande passo para a verdadeira realidade.
Ele foi ao encontro de uma nova vida e de novos desafios.
Antes de ele morrer, ainda conversámos uma vez.
– Não vou ter condições de falar com a sua turma – disse ele.
Respondi: - Eu sei, Tom.
- O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria… com todo o mundo por mim?
- Vou falar, Tom. Vou falar com todo o mundo. Vou fazer o melhor que puder.
Portanto, a todos vós que fostes pacientes, lendo esta declaração de amor tão sincero, obrigado por fazê-lo.
Em homenagem ao Tommy, ai está:
Eu falei com todo o mundo… Do melhor modo que consegui. E espero que as pessoas que tiveram conhecimento desta história, possam contá-la aos seus amigos, para que mais gente possa conhecê-la…»
“Não digas para Deus que tu tens um grande problema, diz para o teu problema que tu tens um grande Deus.”
«Um dia, há muitos anos atrás, eu estava de pé à porta da sala, esperando que meus alunos entrassem para o nosso primeiro dia de aulas do semestre. Foi aí que vi o Tom pela primeira vez. Não consegui evitar que meus olhos piscassem de espanto. Ele estava penteando seus cabelos longos e muito loiros que chegavam uns vinte centímetros abaixo dos ombros. Eu nunca vira um rapaz com cabelos tão longos. Acho que a moda estava apenas começando nessa época. Mesmo sabendo que o que importava não é o que está fora, mas o que vai dentro da cabeça, naquele dia eu fiquei um pouco chocado. Imediatamente classifiquei o Tom com um “E” de estranho… Muito estranho!
Tommy acabou por se revelar o “ateísta de serviço” do meu curso de Teologia da Fé. Constantemente, fazia objecções ou questionava sobre a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos amasse incondicionalmente.
Convivemos em relativa paz durante o semestre, embora eu tenha que admitir que às vezes ele era bastante incómodo!
No fim do curso, ele aproximou-se e perguntou-me, num tom ligeiramente irónico: - O senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?
Resolvi usar uma terapia de choque: - Não, eu não acredito! – Respondi.
- Ah! Pensei que era este o produto que o senhor esteve tentando nos vender nos últimos meses. – Respondeu ele.
Eu deixei que ele se afastasse um pouco e falei, bem alto: - Eu não acredito que tu consigas encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza que Ele te encontrará um dia.
Ele encolheu os ombros e foi embora das minhas aulas e da minha vida.
Algum tempo depois soube que o Tommy se tinha formado e, em seguida, recebi uma notícia triste:
Ele estava com um cancro em fase terminal. E antes que eu resolvesse se ia à sua procura, ele veio me ver.
Quando entrou na minha sala, percebi que o seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos não existiam mais, devido à quimioterapia. No entanto, seus olhos estavam brilhantes e sua voz era firme, bem diferente daquele garoto que conheci.
- Tommy, tenho pensado em ti, ouvi dizer que estás doente!
- Ah, é verdade, estou seriamente doente, tenho cancro nos dois pulmões. É uma questão de semanas, agora.
- Tu consegues falar normalmente sobre isso?
- Claro, o que o senhor gostaria de saber?
- Como é ter apenas vinte e quatro anos e saber que estás morrendo?
- Acho que podia ser pior.
- Como assim?
- Bem, eu poderia ter cinquenta anos e não ter noção de ideias, ou ter sessenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas mais “importantes” da vida.
Lembrei-me da classificação que lhe atribuí: “E” de “estranho” (parece que as pessoas que recebem classificações desse tipo, são enviadas de volta por Deus para que eu possa repensar o assunto).
- Mas a razão pela qual realmente vim vê-lo foi a frase que o senhor me disse no último dia de aulas.
Continuou o Tom: - Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus algum dia, e o senhor respondeu “Não”, o que me surpreendeu. Em seguida o senhor disse: “mas Ele te encontrará”. Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora na época não estivesse muito interessado no assunto. Mas quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e me disseram que se tratava de um tumor maligno, comecei a pensar com mais seriedade sobre a ideia de procurar Deus. E quando a doença se espalhou por outros órgãos, eu comecei realmente a dar murros desesperados nas portas de bronze do paraíso. Mas Deus não apareceu. De facto, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período sem sucesso? A gente fica cansada, desanimada. Um dia, ao invés de continuar atirando apelos por cima do muro alto atrás de onde Deus poderia estar… ou não… eu desisti, simplesmente. Decidi que de facto não estava me importando… com Deus, com uma possível vida eterna ou qualquer coisa parecida. E decidi utilizar o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa. Pensei no senhor e nas suas aulas e lembrei-me de uma coisa que o senhor havia dito noutra ocasião: “ A tristeza mais profunda, sem remédio, é passar pela vida sem amar. Mas é quase tão triste passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas queridas, o quanto você as amou.” Então resolvi começar pela pessoa mais difícil: meu pai.
Ele estava a ler o jornal quando me aproximei dele: - Pai… - Sim, o que é? Perguntou ele, sem baixar o jornal. – Pai, eu gostava de conversar consigo. – Então fala. – É um assunto muito importante!
O jornal desceu alguns centímetros, vagarosamente. – O que é? – Pai, eu amo-o muito. Só queria que o pai soubesse disso.
O jornal escorregou para o chão e meu pai fez duas coisas que eu jamais havia visto: Ele chorou e abraçou-me com força. E conversámos durante toda a noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte. Foi tão bom poder sentar-me junto do meu pai, conversar, ver suas lágrimas, sentir seu abraço, ouvi-lo dizer que também me amava! Foi uma emoção indescritível!
Foi mais fácil com a minha mãe e com o meu irmão mais novo. Eles choraram também e nós nos abraçámos e dissemos coisas realmente boas uns para os outros. Falámos sobre as coisas que tínhamos mantido em segredo por tantos anos, e que era tão bom partilhar. Só lamentei uma coisa: que eu tivesse desperdiçado tanto tempo, privando-me de momentos tão especiais. Naquela hora eu estava apenas começando a abrir-me com as pessoas que amava.
Então, um dia, eu olhei, e lá estava “ELE”. Ele não veio ao meu encontro quando lhe implorei. Acredito que estava agindo como um domador de animais que, segurando um chicote, diz: -Vamos, pula! Eu dou-te três dias… Três semanas…
Parece que Deus não se deixa impressionar. Ele age a Seu modo e a Seu tempo. Mas o que importa é que Ele estava lá. Ele me encontrou… O senhor estava certo. Ele me encontrou mesmo depois de eu ter desistido de procurar por Ele.
- Tommy (disse eu bastante comovido), o que estás a dizer é muito mais importante e muito mais universal do que podes imaginar. Para mim, pelo menos, estás a dizer que a maneira certa de encontrar Deus, não é fazer d’Ele um bem pessoal, uma solução para os nossos problemas ou um consolo em tempos difíceis, mas sim tornando-se disponível para o verdadeiro Amor. O Apóstolo João disse isto: “Deus é amor e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele”.
Tom, posso pedir-te um favor? Tu sabes que me deste bastante trabalho quando foste meu aluno. Mas (aos risos) agora podes-me compensar por aquilo. Tu virias à minha aula de Teologia da Fé e contarias aos meus alunos o que acabaste de me contar? Se eu lhes contasse não seria a mesma coisa, não tocaria tão fundo neles!
- Oh!... Eu me preparei para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado para enfrentar os seus alunos.
- Então pensa nisso. Se te sentires preparado, telefona-me.
Alguns dias mais tarde, Tom telefonou e disse que falaria com a minha turma. Ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então marcámos uma data. Mas, o dia chego e… ele não pode ir. Ele tinha outro encontro, muito mais importante do que aquele. Ele se foi… Tom havia dado o grande passo para a verdadeira realidade.
Ele foi ao encontro de uma nova vida e de novos desafios.
Antes de ele morrer, ainda conversámos uma vez.
– Não vou ter condições de falar com a sua turma – disse ele.
Respondi: - Eu sei, Tom.
- O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria… com todo o mundo por mim?
- Vou falar, Tom. Vou falar com todo o mundo. Vou fazer o melhor que puder.
Portanto, a todos vós que fostes pacientes, lendo esta declaração de amor tão sincero, obrigado por fazê-lo.
Em homenagem ao Tommy, ai está:
Eu falei com todo o mundo… Do melhor modo que consegui. E espero que as pessoas que tiveram conhecimento desta história, possam contá-la aos seus amigos, para que mais gente possa conhecê-la…»
“Não digas para Deus que tu tens um grande problema, diz para o teu problema que tu tens um grande Deus.”
sexta-feira, 18 de março de 2011
Condenada à prisão por defender a inocência das crianças
Segundo a revista Kathlisches, de 9 de Fevereiro de 2011, no passado dia 3 de Fevereiro, em Salzkoten, Alemanha, uma mãe de 12 filhos foi condenada a 43 dias de prisão efectiva, porque ela e seu marido não permitiram, por razões de convicção religiosa, que três de seus filhos participassem nas aulas de educação sexual do ensino oficial.
Os pais invocaram os direitos consignados na Convenção Europeia, perante a qual a escola está obrigada a garantir o respeito pelas convicções religiosas dos pais, Convenção que diz a determinado ponto (Artº 2º do 1º Prot. de Adit.): “O Estado, no uso de suas prerrogativas nos campos da educação e do ensino, tem o particular dever de respeitar os direitos dos pais, assegurando educação e ensino de acordo com as convicções pessoais deles sobre a religião e o mundo.”
Uma outra mãe de nove filhos, o mais velho com 14 anos e o mais novo com 10 meses, é igualmente ameaçada de prisão por 21 dias, como sucedera previamente a seu marido, porque também ela, pelas mesmas razões de fé e convicções religiosas, insiste na defesa dos seus direitos quanto à educação dos filhos.
Estamos perante o caso mais flagrante dos ideais maçónicos encapotados de democracia. A verdade é que,não houvesse quem quisesse fazer valer os seus direitos, e a falsa intenção plasmada no texto, a de dar aos pais o soberano direito de decisão, passaria despercebida. Tomá-la-íamos como preocupação com os direitos, liberdades e garantias, aplaudindo-a como democrática salvaguarda desses direitos sem que nos apercebêssemos de tamanha impostura.
Em Portugal, a mesma escola ideológica já impôs às crianças da primária a perda da inocência, com aquilo a que chamam “educação sexual”.
Só os mentecaptos é que não conseguirão ver o que está por trás das mentes daqueles que activamente trabalham contra a Igreja e a Família. É um combate dirigido por Satanás, aquele com quem se prostituiram e a quem têm por mestre e pai. Astuto como ele é, fá-los agir sob uma bandeira que nos é apresentada com as cores do progresso, da globalização, do conhecimento, enfim… e com ela nos tapam os olhos para não enxergarmos os demónios travestidos de humanos com poder.
Na União Europeia, com um governo que exclui da sua Constituição um passado cristão e nessa renegação chega ao ponto de editar agendas onde os dias cristãmente assinalados constam como dias normais, continua-se a construir a "Torre de Babel". Em Portugal, com o Resort de luxo para “bichas” que é o casamento homossexual, concluíram-se Sodoma e Gomorra.
Com este tipo de linguagem, dirão alguns dos leitores: lá vem mais um profeta da desgraça. Pois eu digo-vos, caríssimos: tal como nos casos bíblicos, Deus não deixará passar incólume tamanha petulância humana. A fétida podridão moral desta abjecta sociedade fará cair a Sua ira sobre esta geração depravada. Ai daqueles que vivem ociosa e descontraidamente nestas Sodoma e Gomorra que é a promiscuidade! Ai ainda daqueles que as têm ajudado a construir, ao difundirem ideias que lhes são favoráveis! Mais lhes valeria não terem nascido.
Os pais invocaram os direitos consignados na Convenção Europeia, perante a qual a escola está obrigada a garantir o respeito pelas convicções religiosas dos pais, Convenção que diz a determinado ponto (Artº 2º do 1º Prot. de Adit.): “O Estado, no uso de suas prerrogativas nos campos da educação e do ensino, tem o particular dever de respeitar os direitos dos pais, assegurando educação e ensino de acordo com as convicções pessoais deles sobre a religião e o mundo.”
Uma outra mãe de nove filhos, o mais velho com 14 anos e o mais novo com 10 meses, é igualmente ameaçada de prisão por 21 dias, como sucedera previamente a seu marido, porque também ela, pelas mesmas razões de fé e convicções religiosas, insiste na defesa dos seus direitos quanto à educação dos filhos.
Estamos perante o caso mais flagrante dos ideais maçónicos encapotados de democracia. A verdade é que,não houvesse quem quisesse fazer valer os seus direitos, e a falsa intenção plasmada no texto, a de dar aos pais o soberano direito de decisão, passaria despercebida. Tomá-la-íamos como preocupação com os direitos, liberdades e garantias, aplaudindo-a como democrática salvaguarda desses direitos sem que nos apercebêssemos de tamanha impostura.
Em Portugal, a mesma escola ideológica já impôs às crianças da primária a perda da inocência, com aquilo a que chamam “educação sexual”.
Só os mentecaptos é que não conseguirão ver o que está por trás das mentes daqueles que activamente trabalham contra a Igreja e a Família. É um combate dirigido por Satanás, aquele com quem se prostituiram e a quem têm por mestre e pai. Astuto como ele é, fá-los agir sob uma bandeira que nos é apresentada com as cores do progresso, da globalização, do conhecimento, enfim… e com ela nos tapam os olhos para não enxergarmos os demónios travestidos de humanos com poder.
Na União Europeia, com um governo que exclui da sua Constituição um passado cristão e nessa renegação chega ao ponto de editar agendas onde os dias cristãmente assinalados constam como dias normais, continua-se a construir a "Torre de Babel". Em Portugal, com o Resort de luxo para “bichas” que é o casamento homossexual, concluíram-se Sodoma e Gomorra.
Com este tipo de linguagem, dirão alguns dos leitores: lá vem mais um profeta da desgraça. Pois eu digo-vos, caríssimos: tal como nos casos bíblicos, Deus não deixará passar incólume tamanha petulância humana. A fétida podridão moral desta abjecta sociedade fará cair a Sua ira sobre esta geração depravada. Ai daqueles que vivem ociosa e descontraidamente nestas Sodoma e Gomorra que é a promiscuidade! Ai ainda daqueles que as têm ajudado a construir, ao difundirem ideias que lhes são favoráveis! Mais lhes valeria não terem nascido.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Assim procedeu o Rei em tempo de crise
Pessoa amiga enviou-me hoje um e-mail, explicando que o recebera de um outro seu amigo, a quem louvava a seriedade intelectual, apesar ser um dos republicanos mais convictos que ele conhece. Esse seu amigo republicano, enviou-lhe a imagem com o texto que a antecede e que aqui dou a conhecer:
«E os republicanos acusaram o rei de não se preocupar com os problemas do país!... Em 1892, o rei D. Carlos doou 20% (!) da sua dotação anual para ajudar o Estado e o País a sair da crise criada pelo rotativismo dos partidos (nada de novo, portanto). Se calhar, foi por isso que, mais tarde, o haviam de matar. Não se pode consentir que alguém dê, num país onde o costume é tirar... O melhor, se calhar, é ter cuidado...»

«E os republicanos acusaram o rei de não se preocupar com os problemas do país!... Em 1892, o rei D. Carlos doou 20% (!) da sua dotação anual para ajudar o Estado e o País a sair da crise criada pelo rotativismo dos partidos (nada de novo, portanto). Se calhar, foi por isso que, mais tarde, o haviam de matar. Não se pode consentir que alguém dê, num país onde o costume é tirar... O melhor, se calhar, é ter cuidado...»

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Cristãos, despertai, porque o Mal já entrou em vossa casa!
«Todo aquele que se declarar por mim, diante dos homens, também me declararei por ele diante do meu Pai que está no Céu.» (Mt 10, 32)
UNIÃO EUROPEIA OMITE O NATAL EM AGENDAS ESCOLARES
«Mais de 330.000 exemplares de agendas com uma revista informativa sobre a UE, feita em papel brilhante de alta qualidade, foram enviadas pela comissão a escolas britânicas como um "desejado" presente de Natal para os alunos.
No entanto, os Cristãos estão indignados porque no dia 25 de Dezembro a agenda está em branco e, no fim da página do dia de Natal, há apenas a seguinte frase: "Um verdadeiro amigo é alguém que divide suas preocupações e duplica sua alegria".
Embora o calendário europeu marque as festividades Muçulmanas, Hindus, Sikh, Judias e Chinesas, bem como o Dia da Europa e outros aniversários importantes da UE, não marca nenhuma festa Cristã apesar do Cristianismo ser a religião maioritária da Europa.
Os grupos Católicos e os deputados democratas cristãos do Parlamento Europeu já apresentaram queixa à Comissão por seu cartão de Natal, por ter apenas as palavras "Boas Festas", sem qualquer referência ao Natal.
Johanna Touzel, porta-voz da Comissão Católica das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia, referiu-se à ausência das festas Cristãs nestas agendas como algo "simplesmente espantoso.
Bruno Waterfield,
Bruxelas 1:11 AM GMT 17 de Dezembro 2010 (Daily Telegraph)»
* * *
Vassula comenta notícia publicada no jornal UK Daily Telegraph relativa a recentes atividades da União Europeia (UE) em relação ao Natal do Senhor:
"Jesus já nos havia avisado que o Natal (Seu Nascimento) seria atacado e que seria eliminado e substituído pelas palavras Boas Festas. Isto se tornou evidente há uns 2 ou 3 anos. Este, porém, não é o objectivo dos maçons, pois são eles que mantêm viva a divisão da igreja, e em breve começarão a atacar também a Divina Liturgia (NT: a Santa Missa) para que o Corpo e o Sangue de Cristo sejam eliminados; inclusive estão debatendo para eliminar o nome de Deus (Yahweh) da Sagrada Escritura sob o pretexto de que é demasiadamente Sagrado para estar escrito na Bíblia e, demasiado Sagrado para ser cantado em coros ou, pronunciado por nós. (…)
Contudo, os maçons não alcançarão a sua meta. Deus logo intervirá, com o fogo, a fim de deter esta crescente abominação. A AVVD também é perseguida pelos maçons porque é poderosa e sugiro que todas as pessoas de AVVD arregacem as mangas e redobrem seus esforços e o trabalho para o qual foram chamados. Vemos quão mais agressivos se tornaram os seus ataques contra mim e AVVD recentemente e, quão bem organizados eles estão para destruir a obra de Deus. Não temos tempo a perder.
Em Cristo,
Vassula"
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Uma ovelha negra não estraga um rebanho!
No meio da crise sócio - económica e do cinzentismo emocional instalado no país há vários meses, eis que o Relatório PISA trouxe algumas boas evidências para Portugal. E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores! O relatório conclui que os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE, tendo em 2006 aumentado 10 pontos percentuais! O mesmo relatório conclui que os professores portugueses estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um excelente relacionamento.
Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses. E deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos da comunicação social (e pelos habituais “fazedores de opinião” luxuosamente remunerados que escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão) que ostensivamente consideram os professores do ensino básico e secundário como uma classe pouco profissional, com imensos privilégios e luxuosas remunerações … Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula, equipamento, formação, etc) e que tem sido maltratada pelo poder político e, por todos aqueles, que tinham o dever de estar suficientemente informados para produzirem uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.
Ao conjunto destas evidências acresce uma outra, onde o papel dos professores é determinante: a inclusão. O relatório revela – nos que Portugal é o sexto país da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias socioeconómicas! E ainda refere que o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.
Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos, mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por elementos de classes profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores! Como diz a quase totalidade dos alunos inquiridos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos profissionais das escolas do ensino básico e secundário! Obviamente que, como em todas as demais classes profissionais, haverá excepções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem. Mas, assim como uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um rebanho!
Pergunto: porque se escondem os habituais arautos da desgraça, detentores da verdade absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os professores do ensino básico e secundário? Estranha-se o silêncio…
M Margarida Rufino
Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses. E deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos da comunicação social (e pelos habituais “fazedores de opinião” luxuosamente remunerados que escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão) que ostensivamente consideram os professores do ensino básico e secundário como uma classe pouco profissional, com imensos privilégios e luxuosas remunerações … Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula, equipamento, formação, etc) e que tem sido maltratada pelo poder político e, por todos aqueles, que tinham o dever de estar suficientemente informados para produzirem uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.
Ao conjunto destas evidências acresce uma outra, onde o papel dos professores é determinante: a inclusão. O relatório revela – nos que Portugal é o sexto país da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias socioeconómicas! E ainda refere que o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.
Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos, mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por elementos de classes profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores! Como diz a quase totalidade dos alunos inquiridos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos profissionais das escolas do ensino básico e secundário! Obviamente que, como em todas as demais classes profissionais, haverá excepções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem. Mas, assim como uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um rebanho!
Pergunto: porque se escondem os habituais arautos da desgraça, detentores da verdade absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os professores do ensino básico e secundário? Estranha-se o silêncio…
M Margarida Rufino
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Mensagem do Embaixador da GB ao deixar Portugal
Expresso 18 Dez 2010
Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal.
Coisas que nunca deverão mudar em Portugal
Portugueses: 2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento e de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal.
1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc, tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família.
3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim de semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.
7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz Natal.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Há crianças que não gostam do natal
A hora do recreio é para brincar. É o que se espera de qualquer criança num desses intervalos das aulas. Num determinado dia porém, duas meninas, de 11 anos de idade, pensaram em fazer algo diferente e puseram-se a escrever aquilo que pensam sobre o Natal. Que Deus abençoe as crianças.
«Dê um novo sentido ao seu Natal
Uma história que vos vou contar
espero que vos faça pensar
As compras são importantes
os efeitos é o fundamental
Mas que raio é isto do Natal?
As luzes brilham
A árvore é especial
Mas que raio é isto do Natal?
Andam todos mascarados
já parece Carnaval
Mas que raio é isto do Natal?
De um lado para outro
ninguém pára por um segundo
Será este o Natal ou a volta ao Mundo
Isto não é especial
porque nada tem Natal
Foi por o menino Jesus vir
Que o Natal começou a existir
Um menino nasceu
de uma Virgem de Branco Véu
Que nos veio salvar
E abrir as portas do céu
Este menino era Jesus
Que morreu por nós na Cruz
Para nos guiar na terra
E levar-nos no caminho para a luz
Isto sim é especial
Porque este é o verdadeiro sentido do Natal
O Natal não é só enfeitar e receber
Mas sim amar
E ter alegria de o viver»
Inês Fernandes & Inês Arnaut
«Dê um novo sentido ao seu Natal
Uma história que vos vou contar
espero que vos faça pensar
As compras são importantes
os efeitos é o fundamental
Mas que raio é isto do Natal?
As luzes brilham
A árvore é especial
Mas que raio é isto do Natal?
Andam todos mascarados
já parece Carnaval
Mas que raio é isto do Natal?
De um lado para outro
ninguém pára por um segundo
Será este o Natal ou a volta ao Mundo
Isto não é especial
porque nada tem Natal
Foi por o menino Jesus vir
Que o Natal começou a existir
Um menino nasceu
de uma Virgem de Branco Véu
Que nos veio salvar
E abrir as portas do céu
Este menino era Jesus
Que morreu por nós na Cruz
Para nos guiar na terra
E levar-nos no caminho para a luz
Isto sim é especial
Porque este é o verdadeiro sentido do Natal
O Natal não é só enfeitar e receber
Mas sim amar
E ter alegria de o viver»
Inês Fernandes & Inês Arnaut
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Será que alguém pode pôr um preservativo no nariz da Margarida Martins?
Por, Inês Teotónio Pereira (www.expresso.pt)
Há duas maneiras de agir contra a propagação da SIDA em África: distribuir preservativos e fazer o que a Igreja Católica faz.
A primeira é fácil mas ineficaz: distribuir preservativos é o mesmo que tratar com água uma gangrena ou tentar curar um cancro com aspirinas. Os resultados estão à vista e não são precisos mais argumentos. Combater a SIDA em África à custa dos preservativos é como disputar com uma bisnaga um duelo de pistola: é estúpido.
A Igreja Católica sabe disto melhor que ninguém: é a única instituição que verdadeiramente sabe do que fala porque trabalha no terreno, conhece os casos, as pessoas, as aldeias, as cidades, a miséria, os costumes e as crenças. Trabalha com todos, não só com os católicos, e em todos os países, que são quase todos anticatólicos. E trabalha no terreno há década e décadas: antes do Bairro Alto lisboeta ter nascido, já a Igreja tinha percebido a dimensão da tragédia.
Enquanto a Igreja trabalha no terreno, o pessoal do mundo civilizado tem insultado a Igreja Católica porque o Papa - este, o anterior, o anterior ao anterior e todos os outros - não mandaram distribuir preservativos como quem distribuí leite num campo de refugiados. E não o acusaram, por exemplo, de ser ineficaz no combate, nada disso: acusaram a Igreja de ser cúmplice. E porquê? Porque a Igreja optou, imagine-se, por estar com as pessoas, viver com elas, dar-lhes formação sobre a sexualidade, apoiá-las antes, durante e depois da doença e tratar cada caso como um caso. Uma trabalheira. E considerou sempre que o preservativo, no meio desta trabalheira, é apenas um recurso, não é uma doutrina.
Esta semana fez notícia o que o Papa disse numa entrevista que resume a estratégia de combate: "A mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. (...) Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade".
Uma trabalheira.
Há duas maneiras de agir contra a propagação da SIDA em África: distribuir preservativos e fazer o que a Igreja Católica faz.
A primeira é fácil mas ineficaz: distribuir preservativos é o mesmo que tratar com água uma gangrena ou tentar curar um cancro com aspirinas. Os resultados estão à vista e não são precisos mais argumentos. Combater a SIDA em África à custa dos preservativos é como disputar com uma bisnaga um duelo de pistola: é estúpido.
A Igreja Católica sabe disto melhor que ninguém: é a única instituição que verdadeiramente sabe do que fala porque trabalha no terreno, conhece os casos, as pessoas, as aldeias, as cidades, a miséria, os costumes e as crenças. Trabalha com todos, não só com os católicos, e em todos os países, que são quase todos anticatólicos. E trabalha no terreno há década e décadas: antes do Bairro Alto lisboeta ter nascido, já a Igreja tinha percebido a dimensão da tragédia.
Enquanto a Igreja trabalha no terreno, o pessoal do mundo civilizado tem insultado a Igreja Católica porque o Papa - este, o anterior, o anterior ao anterior e todos os outros - não mandaram distribuir preservativos como quem distribuí leite num campo de refugiados. E não o acusaram, por exemplo, de ser ineficaz no combate, nada disso: acusaram a Igreja de ser cúmplice. E porquê? Porque a Igreja optou, imagine-se, por estar com as pessoas, viver com elas, dar-lhes formação sobre a sexualidade, apoiá-las antes, durante e depois da doença e tratar cada caso como um caso. Uma trabalheira. E considerou sempre que o preservativo, no meio desta trabalheira, é apenas um recurso, não é uma doutrina.
Esta semana fez notícia o que o Papa disse numa entrevista que resume a estratégia de combate: "A mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. (...) Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade".
Uma trabalheira.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Inscreveram-se na catequese de adultos e foram apanhados
Alguns apenas queriam ser padrinhos ou madrinhas e acabaram apanhados por uma força à qual não opuseram resistência, a força do Amor. Rendidos a essa Força, passaram a ver com outros olhos os caminhos até aí percorridos. Descobrindo a mão de Deus que os ampara, lançaram-se nas águas do Espírito. Daí em diante não conseguiram conter-se e, falando dessa paz e alegria interior, procuram que outros também sejam "apanhados". Estou a falar de um grupo de adultos que no passado ano pastoral (2009/10) frequentou a catequese para se prepararem para a recepção dos Sacramentos da Iniciação Cristã. Eis excertos de alguns testemunhos:
Consequência de alguma falta de acompanhamento e incentivo na vida Cristã, e de algum atrito com o Padre na paróquia à qual pertencia (que passava o tempo a gritar e ralhar na Catequese com os jovens do grupo), a minha vida Cristã era praticamente nula. Acreditava que para estar com Deus bastaria acreditar na sua existência e conversar com Ele, sem recurso a interpostas pessoas.
(…) Com esta experiência da Catequese de Adultos, muita coisa mudou na minha vida, aliás, percebi que não era só o meu filho que precisava de ser encaminhado nessas ditas linhas básicas, eu também necessitava de rever toda a minha estrutura de vida, o que veio a acontecer de um modo natural e gratificante.
Tornei-me numa pessoa que tenta ter o cuidado de pensar duas vezes antes de falar, tenta compreender independentemente das situações, em que julgar é algo que me passou a assustar e que decididamente não tenho o direito de fazer, algo que quero enquanto ser humano evitar a todo o custo, dá-me muito mais prazer ajudar os outros em vez de viver à sombra do típico desgraçadinho, cuja vida nunca corre bem, poder fazer o bem sem exigências aos outros.
Passei de um estado em que me tinham diagnosticado cansaço e uma quase depressão, a uma fase de paz interior.
Esse aumento de segurança, auto-estima ou mesmo reforço dos meus “pilares”, do meu eu, reflectiu-se em todas as áreas da minha vida. Profissionalmente o trabalho deixou de ser um fardo, passou do objectivo principal que me tirava o sono a algo a cumprir dignamente; emocionalmente, consegui começar a acreditar que vale a pena crer num futuro, numa família (tornou-se mesmo o meu principal objectivo de vida); socialmente, a solidão foi substituída pela vontade de ajudar o próximo, originando muitas situações em que ouvi as palavras: “parece que tens sempre as palavras certas”.
“Parece que tens sempre as palavras certas”, algo que comecei com o início da catequese a pedir a Deus, que me dotasse de assertividade, amor e compreensão pelo próximo, e me permitisse acabar com o meu lado egocêntrico.
Aquando da cerimónia de reconciliação, e após ter feito algo que não fazia talvez desde os meus 8 anos, confessar-me, essa paz de espírito e todos os momentos gratificantes intensificaram-se, assim como a minha vontade de agradecer a Deus muitos dos momentos que tenho vivido. (…)
* * *
(…) Recebi imensas Graças desde que iniciamos a Catequese, sinto-me uma pessoa mais liberta de um passado penoso, pronta para viver o presente em plenitude, com muito orgulho na fé que sinto, orgulho na minha familia, familia directa, nos amigos que encontrei neste grupo que são pessoas extraordinárias, na Comunidade da Paróquia da Ramada e nos seus representantes, e em todo os esforços que têm desenvolvido e que desconhecia. (…)
* * *
(…) Com os preparativos para o Baptismo soube que para ser madrinha tinha de ter recebido o Crisma.
E agora?... Sou só testemunha?! Não. Eu quero ser madrinha. Quero assumir essa responsabilidade, e que responsabilidade!……
Foi então que voltei à catequese e conheci o José Augusto e um grupo enorme de pessoas que iriam fazer parte da minha vida.
No primeiro dia de catequese saí com uma vontade que à muito não sentia, pelo menos daquela forma. Senti de tal forma que falei com (…), e disse-lhe para ir também, pois achava que era das coisas preciosas que algum dia poderíamos partilhar, descobrir Deus.
Posso afirmar que estou surpreendida com muitas coisas, mas principalmente comigo. Não foi assim tanto tempo, passou depressa, mas cresci tanto que não consigo dimensionar. A calma e a serenidade tomaram conta da minha alma, o meu Anjo da Guarda, parece que o vejo sorrir ao meu lado. Mas principalmente apercebi-me do que é realmente viver e sentir Deus, o Amor de Deus.
Tenho de admitir que não foram só as sessões das quartas-feiras, nunca tinha pesquisado tanto e lido tanta coisa sobre a Religião Católica, sobre Jesus Cristo, sobre Deus.
Fiz uma lavagem aos meus conhecimentos, aprendi muita coisa e percebi muita coisa, que desconhecia ou não queria ver, às vezes é mais fácil.
Sinto que desde então é diferente, porque como o Zé disse enquanto desconhecemos não é pecado, desde o momento em que passamos a ter conhecimento as coisas complicam-se mais….
Muita coisa mudou, um exemplo muito simples, passei a receber na minha caixa de email todos os dias o Evangelho quotidiano, acreditam que leio com outros olhos?! Recebo a mensagem de maneira diferente daquela que receberia à alguns meses atrás! É a mensagem de Deus a passar. O meu coração abriu-se para Deus mais do que nunca. Sei que a caminhada não é fácil, mas mais do que nunca tenho vontade, vontade de conhecer, vontade de aprender, vontade de passar a palavra. Isto tudo, sabem porquê? Porque me sinto com Deus.
Eu que vinha só para ser Crismada para poder ser madrinha… descobri um Novo Amor. O Amor de Deus.
* * *
(…) Entrei para a catequese para fazer o crisma para poder ser madrinha e nada mais que isso, mas com o passar do tempo senti que não estava ali por acaso, foi Deus que me levou até lá. Percebi isso quando o Zé disse que por vezes temos que passar por dificuldades e sofrimento para nos tornarmos mais fortes, essas palavras deram-me mais força para encarar o meu problema e voltar a acreditar em Deus. (…)
* * *
Esta catequese fez-me acordar, suscitar de novo o interesse e admiração por Deus e pelas coisas de Deus, que no fundo é a nossa vida e tudo o que está à nossa volta.
Espero que Deus me dê a força necessária para ser melhor cristão do que tenho sido até aqui, a sapiência para poder transmitir ao meu filho os valores que Deus nos transmitiu, e o possa ver crescer ao lado de Cristo.
* * *
(…) Quis o Senhor que por um conjunto de circunstâncias e coincidências, que vejo hoje que não o eram, que me visse “obrigada” a regressar à catequese para poder ser madrinha de uma criança linda cujos pais me escolheram para baptizar. (…)
Pensei, antes de ir à catequese pela primeira vez, que nada em mim ia mudar, que a minha fé era e seria a mesma coisa antes ou depois da catequese, enganei-me.
Percebi desde o primeiro dia que alguma coisa em mim ia mudar, percebi desde que entrei na sala da nossa catequese pela primeira vez que não estava ali por uma coincidência ou por um acaso.
Vejo hoje que o amor de Deus me chamou de volta, vejo hoje que andei tão perdida sem o saber. Andei perdida mas a acreditar que estava certa e sem a noção de que estava tão longe D’Ele.
Vejo hoje que o Senhor me ama muito mais do que eu revelei merecer por toda a minha vida e acima de tudo vejo que vivemos todos com os corações trancados ao amor de Deus e abertos para receber calorosamente todas as tentações do mundo.
Em alguns momentos, no decorrer da nossa catequese, meditei sobre o que estava a mudar em mim, percebi que tinha de ultrapassar uma resistência interna que me coibia de me deixar avassalar pelo amor de Cristo.
Percebi que o amor de Cristo nos chama a todo o instante, que se revela em todas as coisas e percebi que só não O vemos porque não queremos. Percebi, do mesmo modo, que o mundo tudo faz para nos afastar da Sua luz.
Vejo hoje que sabia muito pouco, que continuo a saber muito pouco sobre a nossa fé, sobre a nossa Igreja, sobre a mensagem de Amor que Cristo nos deixou. Sinto e sei que preciso saber mais, que preciso ler mais, meditar e rezar mais e sinto tudo isto não pela curiosidade de uma investigação académica mas de uma necessidade interior que me impele.
A leitura do compendio do Catecismo e de todos os textos da nossa catequese alimentam a minha fome de paz, percebo hoje que a minha inquietude de viver tinha e tem uma razão, percebi que buscava no mundo a paz que só Ele tem para me dar.
Sinto hoje, agora e a todo o instante que não vou conseguir voltar a viver afastada da oração, afastada da Luz. E quanto mais me apercebo disto mais o coração me dói por tomar consciência do quanto Ele me ama sem eu merecer.
Percebo agora que a emoção que sempre senti dentro de qualquer Igreja não era senão o Amor de Deus que me chamava e que eu não ouvia porque estava convicta que estava certa na minha forma de viver a fé. Era a arrogância da minha ignorância que fechava os meus olhos e os meus ouvidos.
Esta sensação, que se tornou uma certeza, ainda ficou mais evidente quando comecei a falar da catequese no meu trabalho e senti que as colegas não se retraiam de falar como esperava mas, pelo contrário, partilhavam cada vez mais a sua forma de viver a fé.
Durante a visita de Sua Santidade a Portugal pensei ir a Fátima na noite de 12 Maio mas como tínhamos catequese optei por não ir. Quis o Senhor que na minha ausência uma amiga, que há tanto tempo se afastara da Igreja, se sentisse impelida a ir por me ouvir dizer que iria se não tivesse catequese. A emoção de a ouvir dizer: “tu não vais, mas eu vou, sinto que tenho de ir” foi tão inesperada e autêntica que não consegui conter as lágrimas. Senti naquele instante que foi Nossa Senhora que a chamou e fiquei tão feliz de ela ir a Fátima como se fosse eu própria.
Quem procura a verdade, procura Deus ainda que não o saiba… e eu não sabia.
* * *
(…) Mas sabe José quando temos algo tão constante na nossa vida, tão seguro, tão “nosso” que o damos por garantido? E então deixamos de o valorizar, de o acarinhar, de o alimentar. Foi isto que eu fiz com o amor de Deus por mim.
E fui em busca dos meus sonhos. O curso superior, o carro, o namoro, a casa, o casamento, o trabalho. Alguns tornaram-se realidade. Mas desde os 19/20 anos, que sentia um vazio em mim, quase palpável e que, subtilmente, foi-se sobrepondo a tudo o que me fazia “feliz”.
A vida deixou de ter aquele tempero que nos faz correr atrás do que quer que seja. E então vieram 1001 razões e explicações para a tristeza, o desânimo, a angústia até. Desde a psicologia à bruxaria.
Até que, há cerca de 2 anos, num dia de muita chuva e a caminho da faculdade, era tanto o desespero que sentia, tanta a dor que me atormentava, que só queria regressar a casa. Assim que cheguei, corri a acender uma vela junto a uma imagem de Jesus e Maria, ajoelhei-me e chorei. Chorei muito e pedi perdão a Deus pelo meu desamor. Perdi a noção do tempo e acho que, por instantes, também a consciência ou, simplesmente, adormeci enquanto pedia a Sua ajuda.
«Procurei o Senhor, e Ele respondeu-me…»
Recordo-me de um Domingo pedir ao meu marido que me acompanhasse à missa. Fomos à Igreja Matriz de Odivelas. Senti aquele momento como um regresso a casa. A Missa começou e a minha ignorância apenas me permitia viver aquelas palavras em silêncio. Chorei de arrependimento, chorei de alívio. E todos os Domingos lá estava eu. Só ou acompanhada. São enGRAÇAdas estas “coisas” de Deus, pois assumi este compromisso mesmo antes de saber que é o 3º dos 10 mandamentos que nos deixou.
E tantas outras Graças se seguiram e que comecei a ser capaz de entender. A clareza de espírito e o discernimento, frutos da intimidade crescente pela oração, pelos desabafos, por tantas conversas e confidências. Temas antes controversos e assertivamente defendidos como o aborto, a homossexualidade ou o uso do preservativo viram as suas mais bem fundadas estruturas e argumentos caírem por terra. Todas as questões, dúvidas ou contestações sobre a Igreja perderam o rumo. Não que tenha encontrado respostas mais lógicas ou mais razoáveis, mas encontrei a Verdade. E sentir a Verdade de Deus como nossa é algo de verdadeiramente bom, não é José?
Quando em meados de Dezembro descobri que estava de esperanças, agradeci, pois só Deus me concede esta dádiva. Agradeço-Lhe esta prova tão divina do Amor que tem por mim. Descobri também que não podia esperar mais e decidi inscrever-me na catequese. Como fui bem recebida pela Fernanda. Voltei a sentir-me em casa. E depois conheci-o a si José. O seu sorriso espontâneo e o seu abraço fraterno acolheram-me. Estava em casa.
Assim tem crescido o meu conhecimento a par do meu amor por Deus. Gosto de saber do que falo e como gosto de falar de Deus… Gosto de partilhar a alegria que sinto e que não é passageira, que não vai e vem ao sabor das minhas coisinhas mundanas. Sim, porque a minha vida agora tem sabor, bem temperado. Agora tenho paz, porque confio. Já não desespero, mas espero… em Deus.
«Eis que estou convosco todos os dias até ao fim do mundo». E porque desejo muito manter esta cumplicidade, ser fiel a este amor todos os dias da minha vida é com grande ansiedade que desejo receber o sacramento do Crisma.
Só de pensar que Deus se faz presente em mim, pelo seu Espírito Santo, desta forma tão concreta… Porquê eu Senhor?
* * *
(…) A minha relação com Deus nunca foi como devia, Deus sabe... para mim rezar todas as noites, de vez em quando ir á missa era suficiente até ir para a catequese. Comecei a perceber que fazia muito pouco ou quase nada e até senti vergonha.
Hoje já não é assim graças á catequese, graças a si, Sr. Zé... mostrou-me tanta coisa bonita, ensinou-me tanto. Desde ai a minha vida mudou mesmo, rezo porque preciso, porque me apetece, porque me sinto bem; falo com Deus todos dias, falo de Deus todos dias. Agradeço tudo o que Deus me dá, e digo-lhe que o amo muito e sei que Ele nos ama também.
Sobre o caminho que está para além da recepção do crisma é claro que estou e estarei disponível a servir os irmãos seja no que for e também penso em mudar alguns aspectos, como, confessar-me mais vezes...
* * *
A minha relação com Deus começou há alguns anos atrás, ao acompanhar a minha esposa (namorada na altura) à missa de domingo, (…) Comecei a ver Deus e Jesus Cristo de outra forma de certo modo Ele começou a fazer parte da minha vida, (…) Com a ajuda da minha esposa e dos meus sogros a minha fé foi crescendo.
No ano passado casei-me e fui convidado para ser padrinho da minha sobrinha (…) Fazer o crisma era algo que já tinha pensado algumas vezes mas talvez por uma questão de preguiça nunca me dispus a faze-lo, (…) Neste período em que tivemos os nossos encontros consigo sentir que abri muito mais o coração a Deus, comecei a "falar" mais com Ele e percebo agora que sempre esteve do meu lado mesmo quando não lhe dava a devida atenção e neste momento quando rezo durante a missa sinto algo diferente de anteriormente, sinto-me como que mais preenchido e as palavras fazem mais sentido. Sinto que agora vou poder ser um melhor cristão e serei um verdadeiro padrinho que irei acompanhar correctamente e com todo o meu coração a minha afilhada na sua caminhada na fé. (…)
* * *
Quando pequeno, levado por pais e avós, tinha tudo para seguir uma vida cristã exemplar: baptismo, primeira eucaristia, missa aos domingos, (…) tudo caminhava normalmente quando a chegada da adolescência me tornou um grande questionador das coisas, inclusive das coisas de Deus e principalmente do Clero, (…)
Passados tantos e tantos anos, agora pai e com uma filha na preparação para a primeira eucaristia, resolvi prosseguir na minha caminhada cristã, quando num domingo ouvi o sr. Pe. Arsénio avisar do início de uma catequese para mais crescidos, estava aí a minha oportunidade. Cheguei a ter grande expectativa na catequese, achei que me iria tornar um cristão melhor, mas com o passar dos encontros, vejo que na verdade me tornei um melhor conhecedor da vida cristã, e que devo me aproximar de Deus e de seus conhecimentos.
Hoje tenho uma certeza e uma felicidade, que é a constatação de que esta catequese plantou em mim uma semente que brotou e que me mostra quanto tempo eu perdi afastado de Deus e de como ele é importante para a saúde espiritual e física, minha e da minha família. Deus foi sempre muito bom para mim e quando as exigências familiares e profissionais não forem tão grandes, eu hei de encontrar forma de retribuir tudo o que me foi dado.
Consequência de alguma falta de acompanhamento e incentivo na vida Cristã, e de algum atrito com o Padre na paróquia à qual pertencia (que passava o tempo a gritar e ralhar na Catequese com os jovens do grupo), a minha vida Cristã era praticamente nula. Acreditava que para estar com Deus bastaria acreditar na sua existência e conversar com Ele, sem recurso a interpostas pessoas.
(…) Com esta experiência da Catequese de Adultos, muita coisa mudou na minha vida, aliás, percebi que não era só o meu filho que precisava de ser encaminhado nessas ditas linhas básicas, eu também necessitava de rever toda a minha estrutura de vida, o que veio a acontecer de um modo natural e gratificante.
Tornei-me numa pessoa que tenta ter o cuidado de pensar duas vezes antes de falar, tenta compreender independentemente das situações, em que julgar é algo que me passou a assustar e que decididamente não tenho o direito de fazer, algo que quero enquanto ser humano evitar a todo o custo, dá-me muito mais prazer ajudar os outros em vez de viver à sombra do típico desgraçadinho, cuja vida nunca corre bem, poder fazer o bem sem exigências aos outros.
Passei de um estado em que me tinham diagnosticado cansaço e uma quase depressão, a uma fase de paz interior.
Esse aumento de segurança, auto-estima ou mesmo reforço dos meus “pilares”, do meu eu, reflectiu-se em todas as áreas da minha vida. Profissionalmente o trabalho deixou de ser um fardo, passou do objectivo principal que me tirava o sono a algo a cumprir dignamente; emocionalmente, consegui começar a acreditar que vale a pena crer num futuro, numa família (tornou-se mesmo o meu principal objectivo de vida); socialmente, a solidão foi substituída pela vontade de ajudar o próximo, originando muitas situações em que ouvi as palavras: “parece que tens sempre as palavras certas”.
“Parece que tens sempre as palavras certas”, algo que comecei com o início da catequese a pedir a Deus, que me dotasse de assertividade, amor e compreensão pelo próximo, e me permitisse acabar com o meu lado egocêntrico.
Aquando da cerimónia de reconciliação, e após ter feito algo que não fazia talvez desde os meus 8 anos, confessar-me, essa paz de espírito e todos os momentos gratificantes intensificaram-se, assim como a minha vontade de agradecer a Deus muitos dos momentos que tenho vivido. (…)
* * *
(…) Recebi imensas Graças desde que iniciamos a Catequese, sinto-me uma pessoa mais liberta de um passado penoso, pronta para viver o presente em plenitude, com muito orgulho na fé que sinto, orgulho na minha familia, familia directa, nos amigos que encontrei neste grupo que são pessoas extraordinárias, na Comunidade da Paróquia da Ramada e nos seus representantes, e em todo os esforços que têm desenvolvido e que desconhecia. (…)
* * *
(…) Com os preparativos para o Baptismo soube que para ser madrinha tinha de ter recebido o Crisma.
E agora?... Sou só testemunha?! Não. Eu quero ser madrinha. Quero assumir essa responsabilidade, e que responsabilidade!……
Foi então que voltei à catequese e conheci o José Augusto e um grupo enorme de pessoas que iriam fazer parte da minha vida.
No primeiro dia de catequese saí com uma vontade que à muito não sentia, pelo menos daquela forma. Senti de tal forma que falei com (…), e disse-lhe para ir também, pois achava que era das coisas preciosas que algum dia poderíamos partilhar, descobrir Deus.
Posso afirmar que estou surpreendida com muitas coisas, mas principalmente comigo. Não foi assim tanto tempo, passou depressa, mas cresci tanto que não consigo dimensionar. A calma e a serenidade tomaram conta da minha alma, o meu Anjo da Guarda, parece que o vejo sorrir ao meu lado. Mas principalmente apercebi-me do que é realmente viver e sentir Deus, o Amor de Deus.
Tenho de admitir que não foram só as sessões das quartas-feiras, nunca tinha pesquisado tanto e lido tanta coisa sobre a Religião Católica, sobre Jesus Cristo, sobre Deus.
Fiz uma lavagem aos meus conhecimentos, aprendi muita coisa e percebi muita coisa, que desconhecia ou não queria ver, às vezes é mais fácil.
Sinto que desde então é diferente, porque como o Zé disse enquanto desconhecemos não é pecado, desde o momento em que passamos a ter conhecimento as coisas complicam-se mais….
Muita coisa mudou, um exemplo muito simples, passei a receber na minha caixa de email todos os dias o Evangelho quotidiano, acreditam que leio com outros olhos?! Recebo a mensagem de maneira diferente daquela que receberia à alguns meses atrás! É a mensagem de Deus a passar. O meu coração abriu-se para Deus mais do que nunca. Sei que a caminhada não é fácil, mas mais do que nunca tenho vontade, vontade de conhecer, vontade de aprender, vontade de passar a palavra. Isto tudo, sabem porquê? Porque me sinto com Deus.
Eu que vinha só para ser Crismada para poder ser madrinha… descobri um Novo Amor. O Amor de Deus.
* * *
(…) Entrei para a catequese para fazer o crisma para poder ser madrinha e nada mais que isso, mas com o passar do tempo senti que não estava ali por acaso, foi Deus que me levou até lá. Percebi isso quando o Zé disse que por vezes temos que passar por dificuldades e sofrimento para nos tornarmos mais fortes, essas palavras deram-me mais força para encarar o meu problema e voltar a acreditar em Deus. (…)
* * *
Esta catequese fez-me acordar, suscitar de novo o interesse e admiração por Deus e pelas coisas de Deus, que no fundo é a nossa vida e tudo o que está à nossa volta.
Espero que Deus me dê a força necessária para ser melhor cristão do que tenho sido até aqui, a sapiência para poder transmitir ao meu filho os valores que Deus nos transmitiu, e o possa ver crescer ao lado de Cristo.
* * *
(…) Quis o Senhor que por um conjunto de circunstâncias e coincidências, que vejo hoje que não o eram, que me visse “obrigada” a regressar à catequese para poder ser madrinha de uma criança linda cujos pais me escolheram para baptizar. (…)
Pensei, antes de ir à catequese pela primeira vez, que nada em mim ia mudar, que a minha fé era e seria a mesma coisa antes ou depois da catequese, enganei-me.
Percebi desde o primeiro dia que alguma coisa em mim ia mudar, percebi desde que entrei na sala da nossa catequese pela primeira vez que não estava ali por uma coincidência ou por um acaso.
Vejo hoje que o amor de Deus me chamou de volta, vejo hoje que andei tão perdida sem o saber. Andei perdida mas a acreditar que estava certa e sem a noção de que estava tão longe D’Ele.
Vejo hoje que o Senhor me ama muito mais do que eu revelei merecer por toda a minha vida e acima de tudo vejo que vivemos todos com os corações trancados ao amor de Deus e abertos para receber calorosamente todas as tentações do mundo.
Em alguns momentos, no decorrer da nossa catequese, meditei sobre o que estava a mudar em mim, percebi que tinha de ultrapassar uma resistência interna que me coibia de me deixar avassalar pelo amor de Cristo.
Percebi que o amor de Cristo nos chama a todo o instante, que se revela em todas as coisas e percebi que só não O vemos porque não queremos. Percebi, do mesmo modo, que o mundo tudo faz para nos afastar da Sua luz.
Vejo hoje que sabia muito pouco, que continuo a saber muito pouco sobre a nossa fé, sobre a nossa Igreja, sobre a mensagem de Amor que Cristo nos deixou. Sinto e sei que preciso saber mais, que preciso ler mais, meditar e rezar mais e sinto tudo isto não pela curiosidade de uma investigação académica mas de uma necessidade interior que me impele.
A leitura do compendio do Catecismo e de todos os textos da nossa catequese alimentam a minha fome de paz, percebo hoje que a minha inquietude de viver tinha e tem uma razão, percebi que buscava no mundo a paz que só Ele tem para me dar.
Sinto hoje, agora e a todo o instante que não vou conseguir voltar a viver afastada da oração, afastada da Luz. E quanto mais me apercebo disto mais o coração me dói por tomar consciência do quanto Ele me ama sem eu merecer.
Percebo agora que a emoção que sempre senti dentro de qualquer Igreja não era senão o Amor de Deus que me chamava e que eu não ouvia porque estava convicta que estava certa na minha forma de viver a fé. Era a arrogância da minha ignorância que fechava os meus olhos e os meus ouvidos.
Esta sensação, que se tornou uma certeza, ainda ficou mais evidente quando comecei a falar da catequese no meu trabalho e senti que as colegas não se retraiam de falar como esperava mas, pelo contrário, partilhavam cada vez mais a sua forma de viver a fé.
Durante a visita de Sua Santidade a Portugal pensei ir a Fátima na noite de 12 Maio mas como tínhamos catequese optei por não ir. Quis o Senhor que na minha ausência uma amiga, que há tanto tempo se afastara da Igreja, se sentisse impelida a ir por me ouvir dizer que iria se não tivesse catequese. A emoção de a ouvir dizer: “tu não vais, mas eu vou, sinto que tenho de ir” foi tão inesperada e autêntica que não consegui conter as lágrimas. Senti naquele instante que foi Nossa Senhora que a chamou e fiquei tão feliz de ela ir a Fátima como se fosse eu própria.
Quem procura a verdade, procura Deus ainda que não o saiba… e eu não sabia.
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(…) Mas sabe José quando temos algo tão constante na nossa vida, tão seguro, tão “nosso” que o damos por garantido? E então deixamos de o valorizar, de o acarinhar, de o alimentar. Foi isto que eu fiz com o amor de Deus por mim.
E fui em busca dos meus sonhos. O curso superior, o carro, o namoro, a casa, o casamento, o trabalho. Alguns tornaram-se realidade. Mas desde os 19/20 anos, que sentia um vazio em mim, quase palpável e que, subtilmente, foi-se sobrepondo a tudo o que me fazia “feliz”.
A vida deixou de ter aquele tempero que nos faz correr atrás do que quer que seja. E então vieram 1001 razões e explicações para a tristeza, o desânimo, a angústia até. Desde a psicologia à bruxaria.
Até que, há cerca de 2 anos, num dia de muita chuva e a caminho da faculdade, era tanto o desespero que sentia, tanta a dor que me atormentava, que só queria regressar a casa. Assim que cheguei, corri a acender uma vela junto a uma imagem de Jesus e Maria, ajoelhei-me e chorei. Chorei muito e pedi perdão a Deus pelo meu desamor. Perdi a noção do tempo e acho que, por instantes, também a consciência ou, simplesmente, adormeci enquanto pedia a Sua ajuda.
«Procurei o Senhor, e Ele respondeu-me…»
Recordo-me de um Domingo pedir ao meu marido que me acompanhasse à missa. Fomos à Igreja Matriz de Odivelas. Senti aquele momento como um regresso a casa. A Missa começou e a minha ignorância apenas me permitia viver aquelas palavras em silêncio. Chorei de arrependimento, chorei de alívio. E todos os Domingos lá estava eu. Só ou acompanhada. São enGRAÇAdas estas “coisas” de Deus, pois assumi este compromisso mesmo antes de saber que é o 3º dos 10 mandamentos que nos deixou.
E tantas outras Graças se seguiram e que comecei a ser capaz de entender. A clareza de espírito e o discernimento, frutos da intimidade crescente pela oração, pelos desabafos, por tantas conversas e confidências. Temas antes controversos e assertivamente defendidos como o aborto, a homossexualidade ou o uso do preservativo viram as suas mais bem fundadas estruturas e argumentos caírem por terra. Todas as questões, dúvidas ou contestações sobre a Igreja perderam o rumo. Não que tenha encontrado respostas mais lógicas ou mais razoáveis, mas encontrei a Verdade. E sentir a Verdade de Deus como nossa é algo de verdadeiramente bom, não é José?
Quando em meados de Dezembro descobri que estava de esperanças, agradeci, pois só Deus me concede esta dádiva. Agradeço-Lhe esta prova tão divina do Amor que tem por mim. Descobri também que não podia esperar mais e decidi inscrever-me na catequese. Como fui bem recebida pela Fernanda. Voltei a sentir-me em casa. E depois conheci-o a si José. O seu sorriso espontâneo e o seu abraço fraterno acolheram-me. Estava em casa.
Assim tem crescido o meu conhecimento a par do meu amor por Deus. Gosto de saber do que falo e como gosto de falar de Deus… Gosto de partilhar a alegria que sinto e que não é passageira, que não vai e vem ao sabor das minhas coisinhas mundanas. Sim, porque a minha vida agora tem sabor, bem temperado. Agora tenho paz, porque confio. Já não desespero, mas espero… em Deus.
«Eis que estou convosco todos os dias até ao fim do mundo». E porque desejo muito manter esta cumplicidade, ser fiel a este amor todos os dias da minha vida é com grande ansiedade que desejo receber o sacramento do Crisma.
Só de pensar que Deus se faz presente em mim, pelo seu Espírito Santo, desta forma tão concreta… Porquê eu Senhor?
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(…) A minha relação com Deus nunca foi como devia, Deus sabe... para mim rezar todas as noites, de vez em quando ir á missa era suficiente até ir para a catequese. Comecei a perceber que fazia muito pouco ou quase nada e até senti vergonha.
Hoje já não é assim graças á catequese, graças a si, Sr. Zé... mostrou-me tanta coisa bonita, ensinou-me tanto. Desde ai a minha vida mudou mesmo, rezo porque preciso, porque me apetece, porque me sinto bem; falo com Deus todos dias, falo de Deus todos dias. Agradeço tudo o que Deus me dá, e digo-lhe que o amo muito e sei que Ele nos ama também.
Sobre o caminho que está para além da recepção do crisma é claro que estou e estarei disponível a servir os irmãos seja no que for e também penso em mudar alguns aspectos, como, confessar-me mais vezes...
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A minha relação com Deus começou há alguns anos atrás, ao acompanhar a minha esposa (namorada na altura) à missa de domingo, (…) Comecei a ver Deus e Jesus Cristo de outra forma de certo modo Ele começou a fazer parte da minha vida, (…) Com a ajuda da minha esposa e dos meus sogros a minha fé foi crescendo.
No ano passado casei-me e fui convidado para ser padrinho da minha sobrinha (…) Fazer o crisma era algo que já tinha pensado algumas vezes mas talvez por uma questão de preguiça nunca me dispus a faze-lo, (…) Neste período em que tivemos os nossos encontros consigo sentir que abri muito mais o coração a Deus, comecei a "falar" mais com Ele e percebo agora que sempre esteve do meu lado mesmo quando não lhe dava a devida atenção e neste momento quando rezo durante a missa sinto algo diferente de anteriormente, sinto-me como que mais preenchido e as palavras fazem mais sentido. Sinto que agora vou poder ser um melhor cristão e serei um verdadeiro padrinho que irei acompanhar correctamente e com todo o meu coração a minha afilhada na sua caminhada na fé. (…)
* * *
Quando pequeno, levado por pais e avós, tinha tudo para seguir uma vida cristã exemplar: baptismo, primeira eucaristia, missa aos domingos, (…) tudo caminhava normalmente quando a chegada da adolescência me tornou um grande questionador das coisas, inclusive das coisas de Deus e principalmente do Clero, (…)
Passados tantos e tantos anos, agora pai e com uma filha na preparação para a primeira eucaristia, resolvi prosseguir na minha caminhada cristã, quando num domingo ouvi o sr. Pe. Arsénio avisar do início de uma catequese para mais crescidos, estava aí a minha oportunidade. Cheguei a ter grande expectativa na catequese, achei que me iria tornar um cristão melhor, mas com o passar dos encontros, vejo que na verdade me tornei um melhor conhecedor da vida cristã, e que devo me aproximar de Deus e de seus conhecimentos.
Hoje tenho uma certeza e uma felicidade, que é a constatação de que esta catequese plantou em mim uma semente que brotou e que me mostra quanto tempo eu perdi afastado de Deus e de como ele é importante para a saúde espiritual e física, minha e da minha família. Deus foi sempre muito bom para mim e quando as exigências familiares e profissionais não forem tão grandes, eu hei de encontrar forma de retribuir tudo o que me foi dado.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Medidas simples que acabariam com os incendiários
Nos últimos anos temos assistido ao que já se tem como dado adquirido, que é a cada vez maior ocorrência de incêndios florestais no verão.As populações mais atingidas vivem terríveis momentos de aflição, sendo esmagadas pelo peso da angústia e do desespero que resultam da impotência perante o avassalador poder do fogo. A população em geral vai demonstrando a sua revolta e indignação, e nas conversas sobre o assunto, uma ideia parece predominar sobre todas as outras, que é a de que “não há leis…”
Nessas ocasionais conversas, todos vamos conjecturando, não sabendo o quão próximas tais conjecturas podem estar da verdade quando se fala das eventuais motivações, dos interesses que poderão estar por trás, etc.
Em direito penal existe o designado nexo causal, um elemento sempre explorado por todo o causídico que se preze. O nexo causal, ou nexo de causualidade, é a relação entre o crime ou dano causado por via indirecta, e o acto praticado.
Um simples exemplo: suponhamos que um condutor que não respeitou um sinal de trânsito, embateu num outro veículo e daí resultou a impossibilidade de o condutor daquele poder seguir o seu destino. O veículo que sofreu o embate transportava um órgão humano para o hospital onde os médicos contavam ansiosamente os minutos para poderem salvar a vida de quem estava para receber o órgão transplantado. Ora, como o órgão não chegou a tempo, o paciente morreu. Pode então o causador do acidente ser responsabilizado pela sua morte? Pode e deve, porque se casos há onde não existe qualquer dúvida sobre o nexo causal, este é um deles.
Olhando, portanto, para as possíveis e sempre imprevisíveis consequências de um acto, em matéria criminal, os incêndios florestais têm que ser tratados de forma radical, como radicais são os danos causados, mais graves e radicais ainda quando o fogo leva o trabalho de toda uma vida, e até vidas humanas.
Eis, pois, o que eu entendo como uma medida radical que constituiria um poderosíssimo travão ao flagelo dos incêndios:
Quanto à pena a aplicar aos culpados, tanto aos autores materiais como aos autores morais do crime, darse-lhes-ia a escolher uma de duas opções: ou a amputação da mão, depois de lhe ser queimada lentamente, ou 20 anos de trabalho de reflorestação. E no caso de optar por manter a mão, os 20 anos de trabalho seria sempre o tempo mínimo a cumprir, podendo prolongar-se tanto quanto o necessário para poder reflorestar toda a área ardida (e tudo feito “à unha”, sem a utilização de qualquer maquinaria). E se houvesse vidas humanas a lamentar, acresceria ainda o tempo que se julgasse como suficiente para indemnizar a família.
Medidas simples, afinal, que eu não hesitaria em aplicar se para isso tivesse poder, e veriam que os resultados não tardavam, pois, a partir do momento em que o primeiro criminoso fosse condenado, com as televisões a transmitirem em directo, as avultadas verbas que se somem no aluguer dos aviões e helicópteros e restantes grandes meios, já poderiam ser canalizadas para onde mais falta fazem, sendo também notórios todos os demais benefícios, pelos prejuízos que deixavam de existir.
Quero acreditar que um dia estas ou outras medidas semelhantes venham a ser tomadas, uma vez que, infelizmente, pela via do bem já nada se consegue. Só lamento é que, para isso, cansado desta pseudo-democracia, Portugal se venha a sentir na necessidade de aceitar uma nova ditadura, uma vez que não se vislumbram sinais que nos levem a acreditar na actual classe política.
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