sexta-feira, 17 de abril de 2015

Thomas Byles, o Padre que recusou fugir à morte

Há103 anos, quando o Titanic se começou a afundar, a 15 de Abril de 1912, o Padre Thomas Byles teve duas oportunidades para embarcar num barco salva-vidas.
Mas, de acordo com alguns passageiros a bordo do navio em queda, ele renunciou a essas oportunidades para ouvir confissões e oferecer consolação e orações aos que estavam presos a bordo.
Agora, um sacerdote na antiga igreja do Pe. Byles, em Inglaterra, está a pedir que se abra a sua causa de beatificação.
Morreram cerca de 1500 pessoas quando o Titanic chocou contra um iceberg e se afundou no Oceano Atlântico em 1912. Na altura considerado como "inafundável", o navio não tinha barcos salva-vidas suficientes para todos os passageiros, na sua viagem inaugural de Southampton para a cidade de Nova Iorque.
O Pe. Byles estava a viajar no Titanic para presidir ao casamento do seu irmão em Nova Iorque. O sacerdote britânico de 42 anos tinha sido ordenado em Roma 10 anos antes e tinha servido como prior na Igreja de Saint Hellen, em Essex, desde 1905.
Miss Agnes McCoy, uma passageira de terceira classe e sobrevivente do Titanic, disse que o Pe. Byles tinha estado no navio, a ouvir confissões, rezando com os passageiros e dando-lhes a sua bênção enquanto o navio se afundava.
O testemunho de McCoy e os de outros passageiros a bordo foi reunido em www.fatherbyles.com.
Helen Mary Mocklare, outra passageira da terceira classe, ofereceu mais detalhes sobre as últimas horas de vida do sacerdote.
"Quando o embate veio, fomos arremessados dos nossos lugares… Vimos diante de nós, a vir do corredor, com a sua mão levantada, o Padre Byles", lembrou ela. "Nós conhecíamo-lo porque ele tinha-nos visitado algumas vezes a bordo e tinha celebrado Missa para nós precisamente nessa manhã."
"Tenham calma, boa gente", dizia ele, e depois continuava pela terceira classe dando a absolvição e bênçãos…"
Mocklare continuava: "Alguns à nossa volta ficavam em pânico e era então que o sacerdote voltava a levantar a sua mão e todos ficavam logo calmos, mais uma vez. Os passageiros estavam absolutamente surpreendidos com o autocontrolo absoluto do sacerdote."
Ela contava que um marinheiro "avisou o sacerdote do perigo que corria e suplicou-lhe para embarcar num barco". Apesar de o marinheiro estar ansioso por o ajudar, o sacerdote recusou sair as duas vezes.
"O Pe. Byles podia-se ter salvo, mas não ia deixar o barco enquanto um passageiro ainda ficasse e as súplicas do marinheiro não foram ouvidas," contou Mocklare." Depois de eu entrar no barco salva-vidas, que era o último a partir, e estávamos a afastar-nos devagarinho do Titanic, conseguia ouvir distintamente a voz do sacerdote e as respostas às suas orações."
Mais de um século depois, o Padre Graham Smith - o actual prior na antiga paróquia de Saint Helen do Pe. Byles - é o responsável por abrir a sua causa de beatificação.
Numa afirmação à BBC, o Pe. Smith anunciou o início do processo de começar a tratar da canonização do seu predecessor, que ele considera ser um "homem extraordinário que deu a sua vida pelos outros."
O Pe. Smith disse que na comunidade local, "estamos a esperar e a rezar que ele seja reconhecido como um dos santos do nosso cânon."
O processo de canonização precisa primeiro de reconhecer que a pessoa em questão viveu as Virtudes Cristãs num grau heróico. De seguida tem que ser aprovado um milagre atribuído à intercessão da pessoa para lhe ser conferido o título de "Beato".
Uma vez beatificado, é necessário outro milagre por intercessão do Pe. Byles para ele ser declarado santo.
"Esperamos que pessoas por todo o mundo lhe rezem se estiverem com dificuldade e, se um milagre acontecer, então a beatificação e canonização podem ir para a frente", disse o Pe.Smith.

in Catholic News Agency

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Padre exorcista revela confissões de Satanás

Quem foi o Padre Pellegrino Ernetti?
(13/10/1925 – 8/4/1994)

Foi um padre Beneditino católico e italiano que era o mais famoso exorcista  de Veneza. Alías, exercendo este ofício, Padre Pellegrino era muito conhecido em toda Itália, pois o exerceu durante 40 anos tornando-se célebre na aplicação do ritual romano do exorcismo.

Ernetti nasceu em Rocca Santo Stefano, perto de Roma, em 13 de outubro de 1925. Aos dezasseis anos ingressou na abadia beneditina de San Giorgio Maggiore, em Veneza. Ali permaneceu até sua morte, aos 69 anos. Padre Ernetti era um linguista estudioso, biblista e músico (um renomado especialista em “arcaica” pré-cristã ou pré-polifónico musical), bem como um cientista. Padre Gabriele Amorth menciona-o em seu livro Um Exorcista Conta-nos. Ernetti tinha uma licenciatura em física quântica.

Quando Padre Gabriele Amorth o encontrou pela primeira vez disse-lhe: “Se pudesse falar com o Papa, eu lhe diria que encontro muitos bispos que não acreditam no demónio”. No dia seguinte, o padre Ernetti foi falar com o Padre Amorth e contou-lhe que naquela manhã tinha sido recebido por João Paulo II (o Papa da época). “Santidade”, dissera-lhe, “há um exorcista aqui em Roma, padre Amorth, que se viesse falar com o senhor diria que há muitos bispos que não crêem no demónio”. O Papa respondeu-lhe claramente: “Quem não crê no demónio não crê no Evangelho.” Padre Amorth cita este episódio para justificar sua opinião a respeito dos bispos que não nomeiam exorcistas.

Livro  italiano: Catechesi di Satana – relato de exorcismos.
Padre Pellegrino Ernetti.
Confissões de Satanás  -O que mais agrada o Demónio.


A comunhão na mão
Com a comunhão na mão eu posso humilhar o vosso Deus. E posso celebrar a minha missa – se refere às missas negras – com meus sacerdotes a quem arrebatei Dele. (Refere-se aos padres católicos apóstatas e satanistas que celebram estas missas sacrílegas)

A vestimenta secularizada dos sacerdotes: 
Os sacerdotes, vestidos de qualquer maneira e camuflados, eu os conduzo aonde quero: aos prostíbulos, à busca de mulheres e de homossexuais e quantos sacrilégios os faço cometer e assim os levo ao meu reino. Quantos e quantos sacerdotes mimetizados eu já tenho em meu reino, e dali não escaparão jamais. (risos de escárnio)

Sacerdotes e bispos que pertencem à maçonaria: 
Quantos bispos e sacerdotes eu tenho inscrito na maçonaria e em minhas seitas. Oh, quantos e quantos são os que eu arrasto atrás do dinheiro e das mulheres. Quantos eu tenho transformado em meus fiéis amigos.

Roupas indecentes das mulheres: 
Mediante as saias curtas eu consigo enlaçar a homens e mulheres, com os quais encho o meu reino. (aqui profere risos prolongados  e desequilibrados)

A televisão:
A televisão! Uhhh! A televisão! É meu aparato, eu a inventei para destruir a cada uma das almas das famílias. Eu as separo, as desagrego, com meus programas de subtileza penetrante.  Uhhh! A televisão é o centro de atracção mediante o qual me aproprio de muitos sacerdotes, irmãos e irmãs – religiosos e religiosas – especialmente nas altas horas da madrugada, para conseguir que logo deixem de rezar. Àh, àh, àh! Num só momento eu apareço em todo mundo! Escutam-me e me vêem todos e assim ajudam perfeitamente, tanto a mim como aos meus fiéis servos, os magos, as bruxas, os que tiram cartas, os do tarô, os que lêem as mãos, os astrólogos!  Ah ah ah!

As discotecas: 
Que belas são as discotecas! São meus palácios de ouro para onde eu atraio as melhores esperanças da sociedade, os jovens e aqueles que lá vão os faço meus, destruindo suas almas e seus corpos. A quantos milhares de milhares de almas eu atraio aqui com o álcool, a droga e o sexo… Oh, que colheita contínua faço aqui! Nestes lugares tenho conseguido muitos políticos que são os meus fiéis servos consagrados. Ali eu sou o verdadeiro rei do mundo e não o vosso Deus a quem eu crucifiquei!

O divórcio:
Os divórcios e separações dos esposos foram inventados por mim e sobre ele reivindico a propriedade. Esta foi uma das minhas mais inteligentes descobertas. E tão logo atraio uma família eu a destruo, e com ela a sociedade onde sou adorado como verdadeiro rei do mundo. O sexo! O sexo! Meu reino se baseia, sobretudo, na liberdade total do prazer sexual, com o qual reino em toda a terra.

O aborto, a morte dos inocentes: 
Oh! Urrahhh! Urrrah! Este tem sido o meu mais belo engano, o que mais feliz me tem tornado. Matar os inocentes em vez dos culpáveis como os homicidas da máfia. Assim eu destruo a humanidade, e aos adoradores do vosso falso Deus, antes de eles nascerem!

As drogas:
Este é o alimento mais substancial que faço os jovens comerem, para torná-los loucos! Deste modo eu faço com eles o que quero: ladrões, assassinos, luxuriosos, ferozes como eu, dominadores do mundo, e meus ministros.

Os sacerdotes que negam a existência do Demónio:
Porém, sobretudo me alegram e me enchem de prazer todos aqueles eclesiásticos que negam minha existência e as minhas obras no mundo. São muitíssimos! Oh, que gozo, que gozo imenso é isso para mim! Porque deste modo eu trabalho tranquilo e seguro! Hoje em dia até mesmo os teólogos são os que negam a minha existência. Que belo, que gozo! Inclusive negam a seu Deus, que veio para me destruir. Porém eu o tenho vencido! Bravo para estes sacerdotes! Bravíssimo para estes bispos! Bravíssimo para estes teólogos! Porque ao agirem assim todos vocês se fazem meus fidelíssimos escravos e eu faço com vocês o que me dá ganas de fazer.”

Hoje são todos meus! Eu os levo para onde quero! Vestidos de coveiros, sempre com cigarro na boca, perfumados como efeminados cercados de mulheres fáceis, trajando a última moda, cheios de dinheiro, se rebelando contra os Dogmas. Eles são meus soldados mais seguros, e deles o meu reino está cheio. Cheio deles! Através deles introduzo a confusão e o desacerto entre o povo, que assim se afasta cada vez mais do seu falso Deus. Então eu os arrojo no meu reino de ódio e desespero eterno, onde estarão para sempre comigo. jajajajajajajajajajaaaaa!”. A quantos destes eu faço que pertençam às minhas seitas! Seduzidos pelas minhas carreiras, meu dinheiro, com o qual os compro com facilidade. E termino com o triunfo de que não amem mais ao seu falso Deus e àquela Senhora, que pretende me vencer.

As seitas: 
Tenho particularíssima predilecção pelas muitíssimas seitas, que continuamente estou criando e difundindo em todo o mundo. São os meus mais imediatos, através dos quais eu tiro a fé no vosso falso Deus Crucificado. Crio assim uma Babel da fé! (risos prolongadas)… Porque eu já ganhei, criando esta Babel da fé. Tanto entre os humildes como entre os instruídos, inclusive sacerdotes, teólogos e bispos. Minhas seitas são cada vez mais visíveis! Minha maçonaria ampara muito bem a todos os meus seguidores. Eu sempre serei vencedor e a Babel da fé será minha especial vitória.

Somente em vossa Itália eu tenho 672 seitas, são as minhas religiões satânicas, repletas de almas que se entregaram a mim, se consagrando e batizando em meu nome e assinando com seu próprio sangue. Eles me rendem todos os dias o culto que eu mereço como soberano da terra, com orações, hinos e cânticos! Com a missa negra, durante a qual eu venço, pisoteando e destruindo aquela Hóstia, na qual os estúpidos cristãos acreditam, na qual está presente o seu estúpido Crucificado. Se Ele fosse um Deus verdadeiro, por que permitiria que eu o destruísse impunemente? (Grandes risadas)

As seitas, mandadas por mim, formam o estado-maior do meu reino, e convertem incessantemente os católicos que se fazem assim meus seguidores. São centenas e centenas os que, a toda hora, renegam a vossa fé, para aderirem às minhas seitas, onde os acolho com os braços abertos e lhes dou todos os meus prazeres e toda a liberdade de viverem bem, mas distantes da vossa Igreja. Desta forma eu os sacio com a verdadeira felicidade, o verdadeiro gozo, que somente eu posso dar aos homens.

Desde a alta até a média e a baixa Itália, com suas ilhas, e em todas as partes, tenho minhas seitas que trabalham febrilmente! Por conta disso, actualmente muitas igrejas e paróquias estão sem sacerdotes! Isso é porque temos tido sucesso em destruir e fazer morrer as vocações. Disso se deduz que as minhas seitas têm suplantado aos sacerdotes.

Tenho as Testemunhas de Jeová, os centros da Era de Aquário, os Antroposofistas de Steiner, os Teosóficos, Carolina, Cenáculo 33, os Xamanistas, os Rosa-cruzes, os Arcobaleno, os Gialli, os Ergonianos, a Cientologia, e tantas outras das minhas seitas e religiões que cada dia eu invento e acredito, são um verdadeiro exército que luta contra a vossa Igreja. E assim eu a vencerei, a vencerei, ainda que vosso Crucificado tenha dito que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Os teólogos: 
Ai, meus teólogos, as suas doutrinas que eu lhes tenho inspirado! Estes se constituem na minha ponta de diamante, da trincheira de frente. Que teólogos inteligentes eu tenho! Eles têm compreendido que estes Dogmas rigidíssimos, ditados por algumas cabeças loucas de eclesiásticos, são, na realidade, falsidades pueris que colapsam diante da simples confrontação com a realidade quotidiana. Que crânios! Bravo! Bravíssimo!

A muitos deles, eu os impulsiono a que ensinem minhas doutrinas não somente nos seminários diocesanos, como também nas mais elevadas Universidades Pontifícias, inclusive na romana, aquela que vosso sacerdote de branco chama de Universidade Lateranense! A doutrina da “morte a Deus”, eu a tenho inspirado, eu, e através dela, me chegaram milhares de estudiosos, que se transformaram em meus discípulos e fiéis convencidos. E desde que eu reino, vosso Deus está morto, não existe mais. Acaba-se assim toda lei restritiva: todos podem e devem, viver livremente, tal como eu ensino:  liberdade de pensamento, liberdade de ideias, liberdade de acção…

Todo o mundo deve ser livre para ser e querer aquilo que quer e deseja, em todas as partes, e sempre assim com cada um. Não existe mais nenhuma norma nem regra! Agora cada um é como eu sou agora: Mestre de todos e de tudo! Vosso Deus está morto! Quem o poderá negar se o próprio Deus Crucificado declarou que eu sou o príncipe deste mundo? Ele mesmo disse que tudo estará debaixo do meu domínio e poder indiscutível! Finalmente estes teólogos, os mais inteligentes de todos, acabaram-me dando razão!

E além destes grandes teólogos que estão comigo, existem outros pequenos teólogos, que por vingança, negam a minha existência, como se fosse um conto da Idade Média, atribuindo todas as minhas presenças e manifestações como efeitos de ordem unicamente psíquica e psiquiátrica. Bravíssimo para estes teólogos, sacerdotes, para todos estes bispos, urraaah, para eles! Este é o maior serviço que me podem fazer estes senhores, porque me permite agir silenciosamente, sem que ninguém lute contra minha presença e astúcia. Bravíssimo, que continuem sempre assim, que eu continuarei com minha obra infernal e vencerei sem dar um só tiro.

Meus teólogos inteligentes, que negam os Dogmas da vossa Igreja, e os teólogos estúpidos que negam a minha existência. Que triunfo!  Porém, tudo isso fiz em pouco tempo, e onde está um só deles que tenha voltado atrás? Nenhum! Eles negam todos os Dogmas, entre os quais se inclui aquele de minha existência! Assim tenho vencido a vossa Igreja!!!

Resumindo, o que mais desagrada a Satanás é:
* A confissão, onde Cristo lava as nossa almas com Seu sangue precioso,
* A Eucaristia, que nos alimenta com o Corpo e o Sangue de Jesus,
* A adoração eucarística, onde continuamos em união com Jesus,
* O amor a Maria e a reza do Terço,
* As aparições da Virgem, que nos levam à conversão,
* A obediência ao Papa, representante de Jesus na terra,
* A oração das almas contemplativas.

Pelo contrário, diz o Padre Pellegrino que, o que o mais lhe agrada é:
* A profanação das hóstias consagradas,
* O aborto, que é a matança de criança inocente,
* A droga, que prende os jovens,
* O divórcio, que destrói as famílias,
* As saias curtas e outras vestimentas usadas pela mulher para torná-la mais sensual,
* Os membros do clero que negam a existência dele.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Lição de jovem esposa que esperava ser mãe

No dia 13/01/2015, à hora do almoço, o catequista da Sofia recebia dela a seguinte comunicação:

«Peço desculpa mas não poderei ir à catequese amanhã. Infelizmente sofri uma perda espontânea do feto e estou a passar por uma situação física e psicológica bastante exigente.»

Naquele dia à noite, depois da Santa Missa, o catequista procurou saber junto dos pais da Sofia onde morava aquela jovem esposa, baptizada há alguns meses, pouco antes de casar, e foi ao seu encontro. Como não bateu à porta certa, ainda tentou ligar-lhe, mas tinha o telemóvel sem bateria…. Bateu então a outras portas, mas nenhuma delas era a da Sofia…

De volta a casa, dirigiu-lhe as seguintes palavras:

«Boa noite, minha QUERIDA.
(…) Queria muito estar contigo, meu amor, para tentar comunicar-te o Amor que Deus tem por ti e assim ajudar-te a recuperar a Paz.
Mesmo agora, ao escrever estas palavras, as lágrimas dificultam-me a escrita... Era tão grande o desejo que eu tinha de te abraçar, jóia preciosa de Jesus...
Não te entregues à angústia. Confia que Deus tem o melhor para ti, ainda que neste momento esses sinais não sejam visíveis.
Na Santa Missa de hoje, tive-te particularmente no meu diálogo com Jesus, assim como a outros nossos "meninos", também necessitados das graças de Deus, mas foi especialmente sobre ti que eu pedi que os efeitos do Divino Sacrifício se manifestassem particularmente.
Vá, minha querida... Vamos em frente!... Quando os nossos desejos estão de acordo com o que é  a vontade do Criador, Ele não deixa Seus créditos por mãos alheias. :)
Confia, Sofia! Confia!
Que do Céu desça sobre ti a protecção, a Paz, o Amor e a Prosperidade que o Senhor tem para derramar sobre as almas que Lhe são fiéis.
Que os anjos velem por ti.»

No dia seguinte,

«Bom dia Querido Zé.
(…)É um momento triste mas não posso dizer que esteja magoada com Deus. Não o poderia fazer. Ele ajuda-me todos os dias. Não ha um único dia em que Ele não pense em mim. Ele gosta de mim e eu gosto d'Ele. E é o meu Pai, nunca me iria chatear com o meu próprio Pai porque tal como o meu pai "terrestre" que sabe sempre o que é melhor para mim, este nosso Pai Celeste também o sabe. Aliás sabe-o em primeira mão.
A ciência diz que nestes casos o que é mais comum é existir uma malformação do feto e por isso o próprio corpo incumbe-se da tarefa de o expulsar.
Eu adiciono o facto de Deus preferir dar-me um pouquinho de sofrimento com uma perda de um bebé do que dar uma vida de sofrimento a um bebe que provavelmente nasceria com problemas.
E digo "sim" à escolha de Deus sem lhe virar as costas porque se Ele quis assim, tinha mesmo de ser assim.
Li uma pequena história na internet que falava das "Mães de anjos" não sei de onde vem, não sei quem a fez mas a mim soube-me tão bem. Soube-me melhor do que os estudos científicos. Queria enviar-lhe mas como já não encontro faço aqui um breve resumo.
"Deus vendo algumas mulheres com uma enorme vontade de ser mãe chamou alguns anjos e disse-lhes que entrariam na vida daquelas mulheres. Dar-lhes-iam a notícia de que seriam mães, mas esta alegre notícia não tinha um final feliz dado que tempos depois os anjos voltariam ao Céu.
Um dia, um dos anjinhos vendo as mães tão tristes quando estes voltavam ao céu perguntou a Deus "Meu Deus porque fazes isto? Porque lhes dás uma alegria tão grande para depois sofrerem tanto?" E Deus disse "estas mulheres serão mães no futuro mas com a vossa chegada aos corações delas elas aprenderam o que é o amor eterno e incondicional. Virão novas crianças mas nunca se irão esquecer destes anjos que virão partir. Irão amar eternamente os anjos independentemente de toda a família que criarem.
Vocês ensinaram-lhes o que é o amor eterno!"

Querido Zé, eu não estou triste com Deus. Estaria se ontem me tivesse deixado internada no hospital com anemia. Mas não, nem com hemorragias enormes ele me deixou ficar no hospital. Trouxe-me para casa, deixou-me descansar e deu-me um beijo de boa noite, e é nesta pequenez que eu gosto tanto, tanto d'Ele".
Um beijinho grande,
Sofia»

E por fim,

«Oh, minha Querida Sofia!...
Se eu fosse responsável por formar catequistas de adultos, para a teologia do amor e do sofrimento, além de algumas obras de referência, apresentava-lhe como obrigatória a grande obra aqui sintetizada na tua carta.
Sua tão grande importância não pode ficar apenas comigo, pelo que te peço que me autorizes a usá-la para publicar no meu blog, (…).
Minha Querida: São corações como o teu que me ajudam a ver a minha pequenez e me impelem para o indizível mistério do Amor de Deus por nós. Obrigado!
Que o Senhor te abençoe!»

domingo, 30 de novembro de 2014

Do Banco de Portugal para o Carmelo


Lúcia Maria é licenciada em economia pelo ISEG e trabalhou durante 13 anos no Departamento das Reservas Externas do Banco de Portugal, onde coordenava o grupo que fazia a avaliação da performance da gestão de reservas sobre o exterior. Estava num banco que "pagava bem, com perspectivas boas de carreira e tinha um trabalho aliciante", mas não se sentia feliz e decidiu arriscar um caminho diferente.
Em 2004, chegou ao Carmelo de Nossa Senhora Rainha do Mundo, da ordem dos Carmelitas Descalços, no Patacão (concelho de Faro). Menos de um ano depois, foi revestida do hábito de Nossa Senhora do Carmo e, hoje, faz parte de uma comunidade de 16 carmelitas descalças. Em entrevista à Folha do Domingo, Lúcia Maria explica como decidiu mudar de uma carreira no Banco de Portugal para uma vida de clausura no Algarve.
"A missão principal [do Banco de Portugal] é o bem estar da situação monetária e financeira do país. Dava-me gosto quando lá estava e agora, como religiosa, dá-me gosto também ter essa consciência de que trabalhava para o bem. Contribuíamos para o bem-estar. Pelo menos tentávamos trabalhar com toda a responsabilidade e empenho para o bem-estar público, o bem-estar comum", lembra a carmelita, na entrevista à publicação propriedade da Diocese do Algarve.
Entrou para o Banco de Portugal através de um estágio, ao mesmo tempo que vários colegas do então Instituto Superior de Economia, e ficou efetiva no final do estágio. Gostava de aprender e de estudar, fazia "aquilo que era próprio dos jovens", apaixonou-se três vezes e queria casar e ter muitos filhos.
Depois da morte da mãe, no seu último ano de curso, percebeu que "havia variáveis exógenas que aparecem e que ninguém controla". Nessa altura, não se revoltou, mas deparou-se com "algo muito superior" a si. A mãe era catequista e o grupo a quem ensinava ficou sem catequista. "Levei o grupo até à primeira comunhão mas depois comecei-me a afastar", conta. Gostava de pensar pela minha cabeça e havia certas coisas na Igreja que achava que não estavam bem. O erro está não só em não pensarmos a sério no porquê das coisas, mas também em não irmos procurar as suas razões profundas. Ficamos na onda do que ouvimos dizer e foi isso que me aconteceu. Fui-me afastando porque achei que havia certas coisas que não faziam sentido nenhum".
Mas, em 2000, o seu sentimento mudou. "É uma experiência muito bonita de se ser enamorada por Deus. As coisas iam-me acontecendo e eu ia tendo consciência de que alguma coisa estava a mudar e a chamar por mim, mas não percebia o que era. Olhando agora para trás, percebo que logo no princípio do ano 2000 o evangelho de cada domingo mexia muito comigo. Aquilo era para mim! Eu ouvia e Ele estava a falar comigo! Mas continuava a minha vida normal".
Depois de quase 10 anos sem se confessar, teve "um impulso" na quinta-feira santa desse ano e confessou-se na igreja de São Nicolau, em Fátima. "Foi um momento de graça porque me senti pecadora e o quanto o nosso pecado ofende ao Senhor, mas, ao mesmo tempo, como Ele derramava a sua misericórdia". Ainda nesse ano, foi à Terra Santa, numa viagem organizada pela sua paróquia. Foi nesse momento que percebeu que "ser religioso e ser cristão não é só ir ao domingo à igreja, tentar não fazer o mal e portar-me bem. É mais do que isso, é viver intimamente com Deus. Então, viver intensamente o real era eu, com a consciência que Ele me envolvia, ser economista e fazer o melhor que sabia com o sentido de, com o meu trabalho, dar glória a Deus", diz.
Aí, decidiu que queria ser carmelita, que "nem sabia o que era". Começou a procurar sites de ordens religiosas na internet e ia sempre parar aos dos Carmelos. "Imprimi o horário de vida de um dos Carmelos e a minha mana entrou de repente no meu quarto. Eu estava com o papel na mão e meti-o rapidamente num livro sobre os mártires do século XX, não fosse ela pensar que eu estava maluquinha se soubesse que andava a consultar ordens religiosas", relembra.
A sua decisão foi "muito dolorosa" para a sua família, particularmente para a irmã. Trabalhou durante mais um ano no Banco de Portugal, pediu à instituição para regressar eventualmente e o regresso foi concedido. "Mas o Senhor continuou a insistir e aqui estou".
Quando o seu orientador espiritual a aconselhou a escolher uma comunidade, lembrou-se de um visitante com quem esteve no Carmelo de Fátima, que comentou que tinha gostado muito da comunidade de Faro. "Fui à lista telefónica, liguei para cá e vim passar uns dias".
Nove anos depois de ter chegado à ordem dos Carmelitas Descalços, Lúcia Maria, que nunca tinha pegado numa agulha, faz os hábitos. Levanta-se às 6h, faz uma hora de oração silenciosa e vai à missa às 7h30. Reza, toma o pequeno-almoço e trabalha até ao meio dia, altura em que vai de novo rezar e, depois, almoçar. A seguir ao almoço, tem uma hora de recriação e convive com as restantes carmelitas. No final do recreio, faz uma visita ao Santíssimo Sacramento e tem uma hora livre. Volta ao trabalho, volta à oração silenciosa e janta. Depois de mais de uma hora de recriação e oração, vai dormir.
Tem a certeza de que conseguiu atingir a felicidade que antes não havia conseguido encontrar e sente-se "plenamente realizada". "Não posso dizer que atingi a meta da felicidade porque isso é sermos santos e ainda não somos. É um caminho que Deus vai fazendo connosco".

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Padre Michel - Um desafio para a Igreja de hoje


https://www.youtube.com/watch?v=SNN1xzAuGMI
(Link para assistir à entrevista em francês e legendada em espanhol)

"Levar a Deus todas as almas que seja possível". 
O padre Michel Marie Zanotti Sorkine tomou esta frase a sério, e é o seu principal objectivo como sacerdote. É o que está a fazer depois de ter transformado uma igreja a ponto de fechar e de ser demolida na paróquia com mais vida de Marselha. O mérito é ainda maior dado que o templo está no bairro com uma enorme presença de muçulmanos, numa cidade em que menos de 1% da população é católica praticante.

Foi um músico de sucesso
A chave para este sacerdote que antes foi músico de êxito em cabarés de Paris e Montecarlo é a "presença", tornar Deus presente no mundo de hoje. As portas da sua igreja estão abertas de par em par o dia inteiro e veste de batina porque "todos, cristãos ou não, têm direito a ver um sacerdote fora da igreja".

Na Missa: de 50 a 700 assistentes
O balanço é impressionante. Quando em 2004 chegou à paróquia de S. Vicente de Paulo no centro de Marselha, a igreja estava fechada durante a semana e a única missa dominical era celebrada na cripta para apenas 50 pessoas. Segundo o que conta, a primeira coisa que fez foi abrir a igreja todos os dias e celebrar no altar-mor. Agora a igreja fica aberta quase todo o dia e é preciso ir buscar cadeiras para receber todos os fiéis. Mais de 700 todos os domingos, e mais ainda nas grandes festas. Converteu-se num fenómeno de massas, não só em Marselha mas em toda a França, com reportagens nos meios de comunicação de todo o país, atraídos pela quantidade de conversões.

Um novo 'cura de Ars' numa Marselha agnóstica
Uma das iniciativas principais do padre Zanotti Sorkine para revitalizar a fé da paróquia e conseguir a afluência de pessoas de todas as idades e condições sociais é a confissão. Antes da abertura do templo às 8h00 da manhã já há gente à espera à porta para poder receber este sacramento ou para pedir conselho a este sacerdote francês.
Os fregueses contam que o padre Michel Marie está boa parte do dia no confessionário, muitas vezes até depois das onze da noite. E se não está lá, anda pelos corredores ou na sacristia consciente da necessidade de que os padres estejam sempre visíveis e próximos, para ir em ajuda de todo aquele que precisa.

A igreja sempre aberta
Outra das suas originalidades mais características é a de ter a igreja permanentemente aberta. Isto gerou críticas doutros padres da diocese mas ele assegura que a missão da paróquia é "permitir e facilitar o encontro do homem com Deus" e o padre não pode ser um obstáculo para que isso aconteça.

O templo deve favorecer a relação com Deus
Numa entrevista a uma televisão disse estar convencido de que "se hoje em dia a igreja não está aberta é porque de certa maneira não temos nada a propor, que tudo o que oferecemos já acabou. No nosso caso, em que a igreja está aberta todo o dia, há gente que vem, há gente que reza. Praticamente nunca tivemos roubos,  e garanto que a igreja se transforma num instrumento extraordinário que favorece o encontro entre a alma e Deus".

Foi a última oportunidade para salvar a paróquia
O bispo mandou-o para esta paróquia como último recurso para a salvar, e fê-lo de modo literal quando lhe disse que abrisse as portas. "Há cinco portas sempre abertas e todo o mundo pode ver a beleza da casa de Deus". 90.000 carros e milhares de transeuntes passam e vêem a igreja aberta e com os padres à vista. Este é o seu método: a presença de Deus e da sua gente no mundo secularizado.

A importância da liturgia e da limpeza
E aqui está outro ponto-chave para este sacerdote. Assim que tomou posse, com a ajuda de um grupo de leigos renovou a paróquia, limpou-a e deixou-a resplandecente. Para ele este é outro motivo que levou as pessoas a voltarem à igreja: "Como é que podemos querer que as pessoas acreditem que Cristo vive num lugar se esse lugar não estiver impecável? É impossível."
Por isso, as toalhas do altar e do sacrário têm um branco imaculado. "É o pormenor que faz a diferença. Com o trabalho bem feito damos conta do amor que manifestamos às pessoas e às coisas". De maneira taxativa assegura que "estou convicto que quando se entra numa igreja onde não está tudo impecável é impossível acreditar na presença gloriosa de Jesus".
A liturgia torna-se o ponto central do seu ministério e muitas pessoas sentiram-se atraídas a esta igreja pela riqueza da Eucaristia. "Esta é a beleza que conduz a Deus", afirma.
As missas estão sempre cheias e incluem procissões solenes, incenso, cânticos bem cantados... Tudo ao detalhe. "Tenho um cuidado especial com a celebração da Missa para mostrar o significado do sacrifício eucarístico e a realidade da sua Presença". "A vida espiritual não é concebível sem a adoração do Santíssimo Sacramento e sem um ardente amor a Maria", por isso introduziu a adoração e o terço diário, rezado por estudantes e jovens.
Os sermões são também muito aguardados e, inclusive, os paroquianos põem-nos online. Há sempre uma referência à conversão, para a salvação do homem. Na sua opinião, a falta desta mensagem na Igreja de hoje "é talvez uma das principais causas de indiferença religiosa que vivemos no mundo contemporâneo". Acima de tudo, clareza na mensagem evangélica. Por isso previne quanto à frase tão gasta de que "vamos todos para o céu". Para ele esta é uma "música que nos pode enganar", pois é preciso lutar, a começar pelo padre, para chegar até ao Paraíso.

O padre da batina
Se alguma coisa distingue este sacerdote alto num bairro de maioria muçulmana é a batina, que veste sempre, e o terço nas mãos. Para ele é primordial que o padre seja visto pelas pessoas. "Todos os homens, a começar por aquela pessoa que entra numa igreja, tem direito de se encontrar com um sacerdote. O serviço que oferecemos é tão essencial para a salvação, que, o ver-nos deve ser tangível e eficaz para permitir esse encontro".
Deste modo, para o padre Michel o sacerdote é sacerdote 24 horas por dia. "O serviço deve ser permanente. Que pensaríamos de um marido que a caminho do escritório de manhã tirasse a aliança?".
Neste aspecto é muito insistente: "quanto àqueles que dizem que o traje cria uma distância é porque não conhecem o coração dos pobres para quem o que se vê diz mais do que o que se diz".
Por último, lembra um pormenor relevante. Os regimes comunistas, a primeira coisa que faziam era eliminar o traje eclesiástico sabendo a importância que tem para a comunicação da fé. "Isto deve fazer pensar a Igreja de França", acrescenta.
No entanto, a sua missão não se realiza apenas no interior do templo.
É uma personalidade conhecida em todo o bairro, também pelos muçulmanos. Toma o pequeno-almoço nos cafés do bairro, aí conversa com os fiéis e com pessoas que não praticam. Ele chama a isso a sua pequena capela. Assim conseguiu já que muitos vizinhos sejam agora assíduos da paróquia, e tenham convertido esta igreja de São Vicente de Paulo numa paróquia totalmente ressuscitada.

Uma vida peculiar: cantor em cabarés
A vida do padre Michel Marie foi agitada. Nasceu em 1959 e tem origem russa, italiana e da Córsega. Aos 13 anos perdeu a mãe, o que lhe causou uma "fractura devastadora" que o levou a unir-se ainda mais a Nossa Senhora.
Com um grande talento musical, apagou a perda da mãe com a música. Em 1977 depois de ter sido convidado a tocar no café Paris de Montecarlo mudou-se para a capital onde começou a sua carreira de compositor e cantor em cabarés. No entanto, o apelo de Deus foi mais forte e em 1988 entrou na ordem dominicana por devoção a S. Domingos. Esteve com eles quatro anos, e perante o fascínio por S. Maximiliano Kolbe passou pela ordem franciscana, onde permaneceu quatro anos.
Foi em 1999 quando foi ordenado sacerdote para a diocese de Marselha com quase quarenta anos. Além da música, que agora dedica a Deus, também é escritor de êxito, tendo já publicado seis livros, e ainda poeta.