sábado, 5 de setembro de 2015

É pecado grave, ainda que não tipificado na doutrina da Igreja

«Neste momento, o meu coração está magoado pelo massacre dos inocentes, vítimas duma sociedade ímpia, cujo primeiro dever é proteger a vida, sagrada desde a sua concepção, e que se torna culpável do mais horrível dos crimes, afrontado com aparente impunidade, a cólera do seu Deus.
Estas almas de crianças sacrificadas clamam vingança do Céu. A inércia de muitos cristãos perante estes horrores sem nome, é para Mim uma segunda agonia.»
Pelo título poderá depreender o leitor que é a isto que eu me refiro como sendo o pecado grave não tipificado na doutrina da Igreja, mas não, não é, porque este já o Senhor o tinha referenciado na lei dada a Moisés, e sobre o qual a Igreja nos diz: Não matar, nem causar outro dano no corpo ou na alma a si mesmo ou ao próximo.
As palavras citadas são de Jesus, comunicadas à sua serva Margarida.1 Como podemos ver revestem-se de toda a actualidade. Mas o que as torna de uma gravidade que demonstra que a sociedade está verdadeiramente louca, é o facto de Jesus falar do «massacre» quando estávamos nos recuados anos 70, mais precisamente em 1974. Comparando, pois, a realidade de então com a que hoje se vive em tantas nações, que é a mesma que reina neste Portugal abandonado por Deus, que poderá dizer o Senhor neste momento? Que a sua cólera está presa por um fio, prestes a derramar-se sobre nós?! Disso nos tem avisado o Céu em várias revelações particulares aprovadas pela Igreja, mas, vivendo cada vez mais alienados...
Indo agora ao verdadeiro sentido do título e começando por dizer que este pecado a que me vou já referir foi como que precedido de outro mais grave para a nação, que foi o de o governo de então (PS) conseguir autorizar a matança de todos os inocentes cujas mães o desejem, aproveitando a pouca expressiva vontade manifestada em referendo para a traduzir em lei, na simples qualidade de Cristão e como catequista, ainda que os pastores do rebanho de Cristo continuem a remeter-se ao Pecaminoso silêncio, digo aos que querem ouvir, que é pecado grave ajudar a chegar ao poder qualquer partido que comungue das mesmas linhas de orientação do PS sobre questões de moral cristã.
Isso de dizer, “à política o que é da política, à religião o que é da religião” (como chegaram a dizer alguns bispos, quando se debatia o possível sentido de voto no referendo sobre o aborto), é uma autêntica ratoeira, armada pelos hipócritas caçadores de incautos, na qual têm caído tantos e tantos católicos. Quem vive a Religião de Cristo tem horror ao pecado. E quando nele cai, logo lhe sobrevém uma profunda tristeza por magoar Nosso Senhor.
A ti que és católico proponho esta simples reflexão, apenas sobre estas duas questões, para não ser exaustivo falando noutras:
Qual foi o governo que, em 17 de Dezembro de 2009, aprovou em conselho de ministros o projecto-lei sobre o casamento de homens com homens e mulheres com mulheres?  Quais foram os partidos que na AR aprovaram esse projecto-lei, a maior aberração no tocante à convivência entre a espécie e inaudita afronta ao Criador?
Qual foi o governo e quais foram os partidos responsáveis pelo segundo referendo (porque o primeiro não lhes foi favorável…) e subsequente lei do aborto, lei que terá levado Satanás a grandes gargalhadas, por, como se essa matança de inocentes não lhes bastasse, ainda injuriaram todos os restantes cidadãos que precisam de ir às urgências, ao isentarem das taxas moderadoras quem vai para matar o próprio filho, quando quem quer tê-los tem que pagar, o que acontece com todos os doentes?
Mas como o actual governo decidiu que quem vai ao hospital para matar o próprio filho tem que pagar como todos os outros cidadãos as taxas moderadoras, para alegrar Satanás, coitadinho que já estava a ficar tristinho, no dia 3/9/2015, o candidato do PS disse que, se for governo (que Deus o não permita), vai logo abolir as taxas moderadoras para quem faz um aborto…
Caríssimo irmão em Cristo: Não caias na patetice de achares que pecado só é matar e roubar, como muitos infelizmente dizem, dada a cegueira espiritual que deles se apoderou ao ponto de ousarem dizer que não têm pecados, uma vez que não matam nem roubam… Além dos referidos na doutrina da Igreja, há uma série de novos pecados, aos quais já responsáveis da Igreja chamaram pecados sociais. Lembra-te que todos somos corresponsáveis em tudo, quer seja pelo que fazemos ou pelo cruzar de braços. E é neste cruzar de braços que cometemos muitos dos designados pecados por omissão.
Deves, pois, ter bem presente o seguinte: Num acto eleitoral, podes pecar de duas formas: ou porque te mantens de braços cruzados, só porque os políticos te levaram a já não acreditares neles nem no sistema por eles implantado e não “pões lá os pés”, ou então, e isso é que mesmo pecado grave, o votares em partidos que calcam aos pés a moral cristã, desafiando a justiça divina, convencido de que, tratando-se de um acto da esfera do social, da política, isso em nada interfere com questões religiosas… Pois eu digo-te: foge de quem te leva a crer isso mesmo!
Tua és a obra mais perfeita por Deus criada. Por isso não deixes que nada nem ninguém te use ao ponto de ir deixando em ti a feiura que tanto agrada ao teu visceral Inimigo.
Peço a Deus que te ajude a ver o quanto os nossos pecados O fazem sofrer. Se soubesses, caríssimo irmão em Cristo, se fosse possível ver numa tela, num filme, a forma e a cor dos nossos pecados, certamente verias o quão enganados temos andado quanto à tristeza e ao sofrimento que causamos ao Bom Deus e para onde caminhamos se não nos emendarmos. Que Ele te abençoe, e te conceda a graça de sentires o quanto por Ele és amado.

O temor do Senhor é um dom que dele vem e que se encontra nas veredas do amor.
Para quem teme o Senhor, tudo acabará bem; no dia da sua morte será abençoado.
O princípio da sabedoria é o temor do Senhor. (Sir 1, 12b-14a)
   
(1)      In Mensagem do Amor Misericordioso às Almas Pequenas – Suplemento à 2.ª Edição
(A 1.ª e 2.ª edição portuguesas tiveram o IMPRIMI POTEST do Bispo de Bragança e Miranda, D. Manuel, em 20/02/1975, apoiado no IMPRIMI POTEST do Bispo de Liége. O Suplemento à 2.ª Edição teve o IMPRIMI POTEST de D. António Rafael, Bispo de Bragança e Miranda, em 10/02/1981) 

1 comentário:

Francisco Melo disse...

É isso mesmo, irmão em CRISTO. Façamos a nossa parte que DEUS fará a parte principal. Um cristão não é da direita nem da esquerda, não existe tal fatalismo sugerido pela liberdade de expressão de pensamento mass media. Um cristão é de CRISTO.
Alguém dizia que antes das etiquetas da direita e da esquerda, existia o EVANGELHO. As etiquetas vão desaparecer, mas o EVANGELHO permanecerá, nunca desaparecerá. Temos sempre que votar no melhor ou, não havendo, no menos pior, tudo em função de CRISTO, isto é, em função do amor do próximo, que condena o pecado de Caim, em particular contra inocentes.
O amor de CRISTO necessariamente nos leva, se houver tal amor, ao amor do próximo.