quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Odiava a simples ideia de algum dia virar católico

A história de um evangélico baptista que encontrou a plenitude da fé no catolicismo
28.06.2014
Anthony Baratta
Aleteia

No dia seguinte à quarta-feira de cinzas de 2012, eu liguei para a minha mãe do meu dormitório no Seminário Teológico Batista do Sul e contei a ela que estava pensando em me tornar católico.
"Você não vai se tornar católico, você só sabe que não é baptista", disse ela.
"Não, mãe, eu acho que não é só isso".
Pausa. "Ah, meu Deus", ela suspirou.
Eu comecei a chorar.
Não tenho como enfatizar o suficiente o quanto eu odiava a simples ideia de algum dia virar católico. Fui reticente até o último instante. Poucos dias antes de abandonar a Igreja baptista, eu cheguei a enviar um sermão para um concurso; estava decorando o Salmo 119 para me convencer da “sola scriptura”; marcava reuniões com professores para ouvir os melhores argumentos contrários ao catolicismo; lia livros protestantes sobre o catolicismo, de propósito, em vez de livros de autores católicos.
Além disso, eu sabia que ia perder o subsídio para moradia e teria que devolver o valor da bolsa se abandonasse o seminário, sem falar da decepção para a minha família, amigos e para a dedicada comunidade da igreja.
Mas quando eu tentava estudar, desabava na cama. Tudo o que eu queria era gritar com o livro: "Quem disse?".
Eu tinha vivido uma grande mudança de paradigma na minha maneira de pensar sobre a fé. E a questão da autoridade apostólica surgia mais forte do que nunca.
Mas vamos voltar alguns anos no tempo.
Eu cresci num lar protestante evangélico. Meu pai se tornou pastor quando eu estava na quarta série. Durante o ensino médio, eu me apaixonei por Jesus Cristo e pelo seu precioso Evangelho e decidi-me tornar pastor também.
Foi nessa época que eu endureci a minha convicção de que a Igreja Católica Romana não seguia a Bíblia. Quando perguntei a um amigo pastor por que os católicos diziam que Maria permaneceu virgem depois do nascimento de Jesus, se a Bíblia diz claramente que Jesus teve "irmãos", ele simplesmente fez uma careta: "Porque eles não lêem a Bíblia".
O livro “Don’t Waste Your Life” [Não desperdice a vida], de John Piper, me fez enxergar um chamamento ao trabalho missionário. Passei o verão seguinte evangelizando os católicos na Polónia.
Fiquei surpreso quando visitei os meus pais, depois disso, e encontrei um livro intitulado “Born Fundamentalist, Born Again Catholic” [Nascido fundamentalista, renascido católico] em cima da mesa do meu pai. Por que o meu pai estaria lendo uma coisa dessas? Fiquei curioso e, como não tinha trazido nada para ler em casa, dei uma olhada no livro.
As memórias de David Currie, que abandonou a sua formação e o seus ministérios evangélicos, foram desconfortáveis para mim. Sua defesa sem remorsos de doutrinas controversas sobre Maria e o papado eram chocantes; eu nunca tinha pensado seriamente que os católicos tivessem argumentos sensatos e embasados para defender essas crenças.
A presença do livro na mesa do meu pai foi explicada com mais detalhes alguns meses depois, quando ele me ligou e disse que estava retornando ao catolicismo da sua juventude. Minha resposta? "Mas você não pode simplesmente ser luterano ou algo assim?". Eu me senti traído, indignado e furioso. Nos meses seguintes, servi como pastor de jovens na minha igreja local e, nos tempos livres, lia sobre o porquê de o catolicismo estar errado.
Foi quando encontrei um artigo que falava de uma "crise de identidade evangélica". O autor pintava um retrato de jovens evangélicos crescendo num mundo pós-moderno, desejosos de encontrar as suas raízes na história e sedentos do testemunho motivador de quem permaneceu firme em Cristo durante épocas cambiantes e conturbadas. Mas, na minha experiência, a maioria das igrejas evangélicas não observava o calendário litúrgico, o credo dos Apóstolos nunca era mencionado, muitos cantos só foram escritos a partir de 1997 e, quando se contava algum relato sobre um herói da história da Igreja, invariavelmente se tratava de alguém posterior à Reforma. A maior parte da história cristã, portanto, passava em branco.
Pela primeira vez, eu entrei em pânico. Encontrei uma cópia do catecismo católico e comecei a folheá-lo, encontrando as doutrinas mais polémicas e rindo das tolices da Igreja católica. Indulgências? Infalibilidade papal? Esses disparates, tão obviamente errados, me tranquilizaram no meu protestantismo. A missa me soava bonita e a ideia de uma Igreja visível e unificada era atraente, mas... à custa do Evangelho? Parecia óbvio que o demónio construía uma grande organização para afastar muita gente do céu.
Sacudi a maioria das minhas dúvidas e aproveitei o restante do meu tempo me divertindo com o grupo de jovens e compartilhando a minha fé com os alunos. Qualquer dúvida, resolvi, seria tratada no seminário.
Comecei as minhas aulas em Janeiro, com a mesma emoção de um fanático roxo por futebol indo para a final da Copa do Mundo. As aulas eram fantásticas e eu pensei que tinha finalmente me livrado de todos aqueles problemas católicos.
Mas, poucas semanas depois, mais dúvidas me assaltaram. Estávamos estudando as disciplinas espirituais, como a oração e o jejum, e eu fiquei cismado com a frequência com que o professor pulava de São Paulo para Martinho Lutero ou Jonathan Edwards ao descrever vidas admiráveis ​​de piedade. Será possível que não aconteceu nada que valesse a pena nos primeiros 1500 anos do cristianismo? Este salto na história continuaria me incomodando em muitas outras aulas e leituras propostas. A maior parte da história da Igreja anterior à Reforma era simplesmente ignorada.
Eu logo descobri que tinha menos em comum com os padres da Igreja primitiva do que eu pensava. Diferentemente da maioria dos cristãos na história, a comunhão sempre tinha sido, para mim, apenas um pouco de pão e suco de uva ocasionais e o baptismo só me parecia importante depois que alguém tinha sido "salvo". Esses pontos de vista não apenas contradiziam grande parte da história da Igreja, mas, cada vez mais, evocavam passagens desconfortáveis da Bíblia que eu sempre tinha desdenhado (João 6, Romanos 6, etc.).
Outras perguntas que eu tinha enterrado começaram a reaparecer, mais ferozes, exigindo uma resposta. De onde foi que veio a Bíblia? Por que a Bíblia não se autoproclamava "suficiente"? As respostas protestantes, que tinham-me bastado no passado, já não eram satisfatórias.
Foi lançado nesse tempo um vídeo viral de Jefferson Bethke no YouTube, "Por que eu odeio a religião, mas amo Jesus". O jovem tinha boas intenções, mas, para mim, ele apenas validava o que o Wall Street Journal tinha chamado de "perigosa anarquia teológica dos jovens evangélicos", tentando separar Jesus da religião e perdendo muito no processo.
O ponto de inflexão foi a quarta-feira de cinzas. Uma igreja baptista em Louisville realizou uma cerimónia matutina e muitos estudantes compareceram às aulas com as cinzas ainda na testa. Na capela, naquela tarde, um professor famoso pelo empenho apologético anticatólico expôs a beleza dessa tradição milenar.
Depois disso, eu perguntei a um amigo do seminário por que a maioria dos evangélicos tinha rejeitado essa linda tradição. Ele respondeu com alguma coisa sobre fariseus e "tradições meramente humanas".
Eu balancei a cabeça. "Não, eu não consigo mais".
A minha resistência ao catolicismo começou a se desvanecer. Eu me sentia atraído pelos sacramentos, pelos sacramentais, pelas manifestações físicas da graça de Deus, pela Igreja una, santa, católica e apostólica. Não havia mais como negar.
Foi no dia seguinte que eu liguei para a minha mãe e contei a ela que estava pensando em me tornar católico.
Faltei às aulas da sexta-feira. Fui para a biblioteca do seminário e olhei os livros que eu tinha-me proibido de olhar, como o catecismo e os últimos textos do papa Bento XVI. Eu me sentia como se estivesse vendo pornografia. No sábado, fui à missa das cinco da tarde. O grandioso crucifixo da igreja me fez lembrar de quando eu considerava os crucifixos um prova de que os católicos não tinham mesmo entendido a ressurreição.
Mas desta vez eu vi o crucifixo de modo diferente e comecei a chorar. "Jesus, meu Salvador sofredor, Tu estás aqui!".
A paz tomou conta de mim até a terça-feira, quando a realidade me atropelou. Fico ou vou? Fiz vários telefonemas em pânico: "Eu literalmente não tenho ideia do que eu vou fazer amanhã de manhã".
Na quarta-feira de manhã, eu acordei, abri meu computador portátil* e digitei "77 razões pelas quais estou deixando de ser evangélico". A lista incluía coisas como a “sola scriptura”, a justificação, a autoridade, a Eucaristia, a história, a beleza e a continuidade entre o Antigo e o Novo Testamento. Os títulos e os parágrafos fluíam dos meus dedos como a fúria das águas que explodem uma represa secular.
Poucas horas depois, em 29 de Fevereiro de 2012, eu saí de Louisville para evitar confundir mais alguém e esperando que eu próprio não estivesse cometendo um erro.
Os meses seguintes foram dolorosos. Mais do que qualquer outra coisa, eu me sentia envergonhado e na defensiva, indagando de mim mesmo como é que a minha identidade e o meu plano de carreira tinham-se deixado abalar tão rapidamente. Mesmo assim, eu entrei para a Igreja no dia de Pentecostes com o apoio da minha família e comecei a procurar trabalho.
Muita coisa mudou desde então. Eu conheci Jackie no site CatholicMatch.com naquele mesmo Junho. Casei com ela um ano depois e comemoramos o nascimento da nossa filha Evelyn em 3 de Março de 2014. Vivemos agora no Estado de Indiana e eu estou feliz no meu novo trabalho.
Ainda sou novato nesta jornada católica. Para todos os que ainda se questionam, eu posso dizer que o meu relacionamento com Deus só tem se aprofundado e fortalecido. Enquanto vou-me envolvendo com a paróquia, me vejo muito grato pelo amor à evangelização e à Bíblia que aprendi no protestantismo.
Não acho que eu tenha abandonado a minha fé anterior, mas sim que eu consegui preencher as suas lacunas. Hoje eu dou graças a Deus por ter recebido a plenitude da fé católica.

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*Em substituição do termo original do texto, “laptop”, para melhor compreensão de todo o leitor português (espero que “laptop” seja o termo que designa, de facto, computador portátil).


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Saindo de Sodoma

Testemunho de activista homossexual convertido à fé católica: 
"Não há nenhuma felicidade fora da ordem moral"

Depois de uma vida desregrada, Eric Hess, activista gay de Wisconsin, Estados Unidos, encontrou-se com um homem de fé - o Cardeal Raymond Burke - e com a misericórdia divina. Em agosto de 1998, ele decidiu abandonar o pecado do homossexualismo e viver a castidade. É o que Eric conta em um testemunho publicado na revista Celebrate Life Magazine, no ano de 2011. “Enquanto alguns criticam o arcebispo Burke por sua fidelidade a Deus, à Igreja e às almas, eu digo que ele é um verdadeiro pastor dos fiéis e um Atanásio dos nossos dias”.
Por Eric Hess

Minha atracção homossexual começou, para ser sincero, como reacção ao meu pai, que era um alcoólico violento. Ele bebia com frequência, chegava para espalhar coisas pela casa e abusar da minha mãe, além de ameaçar a mim e a meu irmão. Eu achava que ele nos odiava. Em consequência, não queria ser nenhum pouco parecido com ele.
Na minha mágoa, comecei a procurar pelo amor do meu pai nos braços de outros homens. Aos 17 anos, um predador se aproveitou de mim sob a dinâmica professor/aluno e eu fiquei completamente confuso em relação à sexualidade humana. Com o passar dos anos, uma coisa levou a outra até que eu fui morar com um homem 20 anos mais velho que eu.
Antes de ir mais longe, é importante entender uma das principais causas da desordem da atracção por pessoas do mesmo sexo. Como um ex-membro da comunidade, eu posso dizer que os chamados direitos homossexuais – e o direito ao aborto – são um resultado imediato da mentalidade contraceptiva predita há 40 anos pelo Papa Paulo VI, na Humanae Vitae. Pessoas abusando umas das outras como objectos sexuais trouxeram à tona uma cultura de morte que tolera e defende todos os tipos de adultério e abuso infantil, incluindo o aborto. Essa mentalidade egoísta levou também às pesquisas com células-tronco embrionárias e à eutanásia.
Retorno ao meu Pai
De 1990 a 1994, eu ia à Missa de vez em quando. Em 1995, eu disse ao meu “parceiro” que não podia ir mais porque estava muito bravo com a Igreja. Eu coloquei todos os meus crucifixos e Bíblias em caixas e deixei-os no escritório do bispo de La Crosse, Wisconsin, com uma carta renunciando à fé católica.
Para minha surpresa, o bispo Raymond Burke respondeu com uma carta amigável, expressando sua tristeza. Ele escreveu que respeitava minha decisão e notificaria a paróquia onde eu havia sido baptizado. Sempre muito gentil, Burke disse que rezaria por mim e esperava ansiosamente pelo dia em que eu me reconciliaria com a Igreja.
Como um dos mais francos activistas “gays” de Wisconsin, eu pensei: “Que arrogância!” Então eu respondi ao bispo Burke com uma carta acusando-o de preconceito. Eu disse a ele que suas cartas eram desagradáveis e perguntava como ele se atrevia a escrever-me.
Meus esforços de pará-lo foram em vão. Burke enviou-me mais uma carta, assegurando-me que não escreveria de novo – mas que se eu quisesse reconciliar-me com a Igreja, ele me acolheria de volta de braços abertos.
De fato, o Pai, o Filho e o Espírito Santo nunca desistiram de mim. Dentro de alguns anos, eu conversei com um bom padre, que se uniu intensamente às orações do bispo Burke em agosto de 1998.
Em 14 de agosto, festa de São Maximiliano Maria Kolbe e vigília da Assunção de nossa Bem-aventurada Mãe, a misericórdia divina penetrou a minha alma, em um restaurante chinês – de todos e entre tantos lugares. Eu mal sabia, ao entrar naquele restaurante com o meu companheiro de mais de oito anos, que o Senhor me tomaria para Si naquela mesma tarde e me levaria a outro lugar, fora de Sodoma, para o juízo de Sua misericórdia, o santo Sacramento da Penitência.
O padre que eu tinha consultado estava lá. Assim que eu olhei do outro lado da sala para ele, uma voz interior falou ao meu coração. Era suave, radiante e clara em minha alma. A voz me disse: “O padre é uma imagem do que você ainda pode tornar-se, se voltar para Mim.”
No caminho para casa, eu seriamente disse ao meu companheiro: “Eu preciso voltar à Igreja Católica”. Mesmo em lágrimas, ele amavelmente respondeu: “Eric, eu sabia disso há muito tempo. Faça o que você precisa fazer para ser feliz. Eu sempre soube que esse dia chegaria.”
Depois, eu liguei para o escritório do bispo Burke. A sua secretária já me conhecia bem, então eu lhe disse que queria que o bispo Burke fosse o primeiro a saber que eu estava voltando para a Igreja e me preparando para o Sacramento da Penitência. Ela me pediu para esperar. Quando voltou, anunciou que o bispo Burke queria agendar uma conversa.
Mais tarde, eu confessei meus pecados a um devoto e humilde pastor de almas local e recebi a absolvição. Como parte essencial de meu restabelecimento, uma boa família católica deu-me protecção até que eu pudesse encontrar minha própria casa.
Um mês depois de minha reconciliação com Deus e com a Igreja, eu fui ao escritório do bispo Burke, onde ele me abraçou. Ele perguntou se eu me lembrava dos pertences que havia deixado com ele junto com minha carta de renúncia. É claro que eu me lembrava e o bispo Burke os tinha guardado nos arquivos da diocese porque acreditava que eu retornaria.
Por dois anos eu me perguntei se a mensagem mística significava que eu deveria me tornar padre. Finalmente, eu percebi que não era chamado ao sacerdócio. Afinal, o Vaticano determina que homens que têm uma inclinação homossexual bem estabelecida não podem ser admitidos às Ordens Sagradas ou às comunidades monásticas. Mais do que isso, o padre que eu vi no restaurante era uma imagem de que eu poderia me tornar santo e fiel através dos Sacramentos. Como todas as pessoas – solteiras, casadas e religiosas –, eu sou chamado à castidade. Para mim, é o bastante tentar e chegar ao Céu. Por isso, eu me esforço para viver fielmente minha vocação de solteiro.
Desde a minha experiência mística, eu me alegro por Raymond Burke, agora prelado de Saint Louis, Missouri. Enquanto alguns criticam o arcebispo Burke por sua fidelidade a Deus, à Igreja e às almas, eu digo que ele é um verdadeiro pastor dos fiéis e um Atanásio dos nossos dias. Eu digo a vocês que ele continua sendo um conselheiro e uma inspiração para mim. Embora meu pai biológico tenha me rejeitado, o arcebispo Burke se tornou meu pai espiritual, representando amorosamente nosso Pai dos céus. Como as Pessoas Divinas da Santíssima Trindade, o arcebispo Burke foi e é absolutamente fiel a mim.
A chave para a felicidade
Apesar da bênção do arcebispo Burke e de padres como ele, eu quero salientar que há outros que tiram as almas da vida eterna e da felicidade.
Por exemplo, quando eu recentemente fui à Confissão, um padre me disse algo contraditório à verdade que o arcebispo Burke me ensinou.
O padre apóstata me disse: Você é gay e a Igreja nos chama a aceitar nossa sexualidade. Eu sou um professor de ética – um estudioso. (...) Se você é atraído por pessoas do mesmo sexo, isso é natural para você. E, para você, negar isso e resistir é ir contra a lei natural. Eu acredito, como professor de ética, que você pode ter um colega de quarto homem e ser íntimo dele – sem contacto genital, é claro. Mas se você escorregar, não seria um pecado mortal.
Esse é o tipo de conselho que me convenceu a deixar a Igreja. Eu o escutava muito frequentemente de protestantes e de vários padres católicos durante os anos 1980. Eu escutei todo tipo de heresia sobre a sexualidade e Nosso Senhor. Hoje, que já estou separado da “comunidade gay”, eu escuto essas heresias apenas de padres mais velhos, em seus cinquenta e sessenta anos, mas não de padres com quarenta anos ou menos. Maus bispos e maus padres sozinhos desviaram muitas pessoas em relação à atracção homossexual. Não há nenhum “novo evangelho” ou estudo, e essa negligência espiritual deve parar.
Como alguém que sofreu no estado de pecado mortal por vários anos, eu asseguro a vocês que não há nenhuma felicidade fora da ordem moral. A única resposta autêntica ao desafio da atracção homossexual e do pecado é a verdade contida no Catecismo da Igreja Católica.
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Tirado do FB, de uma publicação do Pe. Paulo Ricardo

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Canção de Portugal concorrente à Eurovisão

Vi estes dias no FB que a canção representante de Portugal na Eurovisão foi eliminada (creio que nas meias-finais do concurso), com pesar de quem publicou o vídeo.
E eu admiro-me por ter chagado tão longe tanta pobreza...
Acho que já era tempo de repensarem o modelo de selecção da canção que vai representar Portugal na Eurovisão. Se há décadas atrás, entre nós, não havia qualquer hipótese a não ser o Festival RTP da Canção, agora temos outros canais...
Se cada canal de televisão tivesse para o efeito o seu próprio concurso, e, no final, de entre a vencedora de cada canal fosse eleita a que iria representar Portugal, penso que as possibilidades seriam bem maiores. Até o próprio concurso (cá dentro) teria outro interesse para os telespectadores. 
Eis o link que me chegou pelo FB:



segunda-feira, 24 de março de 2014

Saí e fui atrás dela

Hoje, no Metro, sentadas nos bancos contíguos, conversavam duas mulheres jovens. A que seguia de costas para mim expunha à outra os seus progressos na formação que estava a fazer. Vendo na sua interlocutora algum interesse, passou da simples informação à táctica da angariação.
A “presa” perguntou se se tratava de coisas esotéricas, demonstrando nisso algum interesse, facto que parece ter deixado a “angariadora” mais confiante. A partir dali, a jovem africana (pelo menos na origem) passou a ouvir repetidas vezes a palavra “fácil”. Tudo era muito muito fácil. Bastava a inscrição, e ficava automaticamente agregada à proponente.
Toda a informação lhe fora dada, até a questão do custo da inscrição, que era baixo, mesmo sendo a formação dada num hotel. Essa formação, que designava de workshop, era sobre Reiki, tendo ela já feito o nível 3. Interrogada se haveria outras coisas, disse que só em Maio haveria outros workshops sobre cristais.
A que estava a ser aliciada ia junto à janela, de frente para mim, o que me permitia, discretamente, apreciar sua fisionomia, suas expressões, enfim, aqueles traços que me levaram a concluir tratar-se de uma moça de bem. Esse facto mais ajudou à minha inquietação.
A dada altura, ainda me levantei para me sentar junto delas, para poder meter conversa, mas decidi voltar ao meu lugar.
A uma mocinha que se sentou em frente a mim, perguntei se tinha uma caneta que me emprestasse, e comecei a escrever num papel que trazia no bolso (um pequeno impresso alusivo à história do Santo Lenho). A intenção era entregar aquele papel, com a seguinte indicação: «Sobre o que lhe está a ser proposto, é importante que veja no youtube, o “Testemunho da Aldina”, mas, chegados à estação do Campo Pequeno, duas antes daquela onde eu ia sair, a que estava a ser aliciada para a iniciação no Reiki saiu.
Eu regressava ao trabalho após a hora do almoço, e, não obstante o já ir atrasado, ainda que se tratasse de um atraso autorizado, entreguei rapidamente a caneta e saí atrás dela. Abordei-a então, explicando-lhe aquela minha atitude, enquanto lhe mostrava a mensagem que não chegara a completar. Mas para que o mais importante dessa mensagem não ficasse apenas nas palavras, não fosse esquece-la, com uma caneta dela, completei-a.  
Os traços de bondade quase se liam naquele rosto sereno. Era, pois, em meu entender, uma presa fácil para o Mal que se esconde atrás de tantas coisas com toda a aparência de bem.
Explicando-lhe que perante factos desta natureza eu estaria muito errado se ficasse de braços cruzados, disse-lhe ainda que esse é um dos meus campos de batalha enquanto catequista. Ao lhe perguntar se era católica, respondeu-me, agradecidamente, que era islâmica, e que iria ver mal chegasse a casa. 
Segurando as suas mãos, disse-lhe, mais com o coração do que com as palavras, que éramos filhos do mesmo Pai, e, acto contínuo, ouviu da minha boca as últimas palavras, que ela já percebera que saíam do coração:
- Vá com Deus, minha querida! Vá com Deus!

segunda-feira, 17 de março de 2014

O comentário que o JN não publicou

Caríssimos amigos:

No post anterior fiz referência a um comentário meu, que o jornal não publicou. Por isso, mais letra, menos letra, ei-lo aqui reproduzido:

Pobres de vós, os que fazeis chacota das coisas santas. Arrependei-vos antes que seja tarde, pois, não sabeis se no dia a seguir àquele em que lerdes estas palavras estareis vivos.
Independentemente de crerdes ou não, o Inferno está-vos garantido.
Sobre este suposto milagre nada posso dizer, mas posso dizer-vos para verdes no link (...)
- http://www.youtube.com/watch?v=qEwsrMvCV6M
- http://www.youtube.com/watch?v=qoeBaxjhp08

Agora, no link seguinte, conferência do próprio cientista:
- https://www.youtube.com/watch?v=qeDnA4L6eXg

Obs.: No comentário que o jornal não publicou, e cuja notícia poderá o leitor ver no post anterior a este, penso que apenas fiz alusão a um destes links.

Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

sábado, 15 de março de 2014

O suposto milagre em Israel e os comentários à notícia

Já experimentaram fazer um comentário na edição online de um jornal? Foi o que eu fiz há umas horas atrás. Mas como em todos os casos, para isso tive que me registar primeiramente. Fi-lo no JN, depois de ler os comentários feitos à notícia, "Estátua da Virgem Maria "chora" lágrimas de óleo em Israel".
Se as minhas palavras fossem no mesmo sentido das dos anteriores comentários, era uma questão de segundos, até poderem ser lidas como as demais. Porém, atendendo à apregoada liberdade de expressão que os jornais tanto defendem quando um texto pode chocar a opinião pública, o meu comentário não foi publicado.
Está a ser confuso para si isto de dizer que o meu comentário não foi publicado, por causa da liberdade de expressão? Chegámos então ao busílis da questão:
O que aqui denuncio, é precisamente a hipocrisia de quantos defendem esse direito e que com ele se escudam, fazendo-o sempre que procuram "legalizar" ideias que agridem a moral do povo. É, pois, nessas alturas, que evocam a liberdade de expressão. E ai de quem entenda calá-los, ainda que se trate de uma abominação...
Curiosamente, por entender que assiste ao jornal a liberdade de publicar todo e qualquer tipo de opinião, as palavras que escrevi não ofendiam nem o jornal nem os leitores que nele deixaram as maiores blasfemas.
Fica, pois, provado, para aqueles que ainda tinham dúvidas, o que é que interessa e o que não interessa ao jornal, provando-se ao mesmo tempo sob que poder está hoje a comunicação social.
Copie o link, e veja a notícia e os tão ofensivos comentários.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/MundoInsolito/Interior.aspx?content_id=3720480

terça-feira, 4 de março de 2014

Há portugueses, como eu, que não têm coração...


Notícias do dia 1-3-2014:
Um grupo de 42 estudantes sírios chegou hoje a Portugal para prosseguir os estudos em universidades portuguesas e politécnicos, no âmbito da Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência, iniciativa do ex-Presidente da República Jorge Sampaio.Os estudantes sírios foram transportados desde Beirute, capital do Líbano, numa aeronave militar C-130 da Força Aérea Portuguesa, que chegou às 04:30 a Lisboa, ao Aeródromo de Trânsito n.º 1, em Figo Maduro. 
(http://zap.aeiou.pt/estudantes-sirios-em-portugal-desde-madrugada-de-hoje-19687)
Pois é, como numa moeda, esta, é uma das faces. A outra não será tão apelativa, nem é para ver, mas, quer queiramos quer não, ela é tão real como esta.
Nessa outra face, está a situação de um cada vez maior número de jovens portugueses que são obrigados a abandonar os estudos por falta de meios para poderem continuar.
Alguns deles, votados a tal situação por toda a classe de animais políticos (à qual este senhor também pertence), despertaram do sonho que mantinham, o de poder tirar o seu curso, para se verem no pesadelo que é verem a família a ter de ser socorrida pelas paróquias com uma refeição quente.
Sugiro-lhe, Sr. Jorge Sampaio, que tome as mesmas medidas para com os NOSSOS jovens, levando-os para um outro país que lhes permita completarem os seus estudos à custa dos contribuintes desse país.
Ah, pois é, esquecia-me de que não o conseguiria fazer, e por duas únicas razões:
- Uma, porque o facto pouco ou nada pesaria na sua imagem em termos internacionais;
- E a outra, porque não encontraria governo algum, cujo país se possa comparar a este depauperado Portugal que eu sirvo, que aceitasse ajudar os de fora quando tem os seus em sérias dificuldades.
Eu sei que vai dizer que estas só podem ser palavras de quem não tem coração. E até é capaz de ter razão... Sim, porque, pertencendo eu ao grupo daqueles que têm servido de alimento para a vossa engorda, vejo-me impotente diante das rapinas que não largam o poleiro e que nem esperam que os fracos morram, para começarem a devorá-los vivos... E se os vossos ataques já os sinto nas entranhas, não deve admirar-se que tema pelo próprio coração... 
Acha que estou a exagerar?
Então vá, para me calar, a mim e a quantos pensarão da mesma forma, pegue lá nos nosso jovens que foram obrigados a deixar os seus cursos, e crie-lhes essas necessárias condições. E já agora, uma vez que estamos nisto, que seja dado a cada um deles o mesmo valor do custo que representa para mim e para os restantes contribuintes cada jovem sírio, e talvez nem precisem de sair do aconchego familiar.
Sabe porque é que estou com este comentário? Para me manifestar contra todos os animais políticos travestidos de humanos. Sim, porque enquanto vós estiverdes no poder das nações, o mundo não tem remédio. Seria necessário que fossem os Humanos a estarem ao comando. O que é que eu estou para aqui a dizer?! Ainda não percebeu?!
Bem, se é assim tão difícil, eu explico:
Já viu daqueles filmes em que alienígenas se apoderam do corpo dos humanos? Pois é isso mesmo que eu quero dizer, ou seja, que a classe política que governa o mundo, apenas mantém a aparência de humanos, porque há muito que o Verdadeiro alienígena se apoderou de vós. Ainda quer que lhe faça um desenho?   

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Se Deus existisse…

Um barbeiro, vendo que seu cliente lia a bíblia enquanto ele lhe cortava o cabelo, no final vira-se para o cliente, dizendo:
Sabe uma coisa? Não creio que Deus exista.
Porque diz isso, meu amigo? Pergunta-lhe o cliente.
É muito fácil! Basta sairmos à rua para nos darmos conta de que Deus não existe! Se não, diga-me: se Deus existe, porque há tantos doentes, tantas crianças abandonadas? Ó meu amigo, se Deus existisse, não haveria tanto sofrimento, tanta dor para a humanidade… Não posso entender como é que, se existe um Deus, como permite que aconteçam todas estas coisas?
Fazendo um grande esforço para não responder ao barbeiro, educadamente, o cliente despediu-se e saiu. Fora da porta, para pensativo, interrogando-se se terá feito bem em não lhe responder. Olhando, porém, para o lado, logo lhe ocorreu uma brilhante ideia, ao ver um jovem encostado à parede, de auscultadores nos ouvidos e senhor de uma grande cabeleira que lhe chegava quase a meio das costas.
Enquanto o barbeiro arrumava uns apetrechos, vê entrar de novo aquele cliente, acompanhado pelo jovem de cabelo comprido. E sem lhe dar tempo de formular qualquer pergunta, diz agora o cliente ao barbeiro, em ar de regozijo por já ter encontrado uma resposta para ele:
Sabe uma coisa? Os barbeiros não existem!
Como? E eu que sou?
Os barbeiros não existem! Porque se os barbeiros existissem, não haveria pessoas com o cabelo tão grande; disse, enquanto apontava para o cabelo do jovem.
Os barbeiros existem, sim! O problema é que as pessoas não vêm até mim…
Exactamente! Esse é o ponto! Deus existe! O que acontece é que as pessoas não vão a Ele… Por isso há tanta miséria e tanta dor no mundo.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O que seria uma notícia “bomba” para o mundo, não teve interesse para os media

Aconteceu no Egipto.
A pesar de os factos remontarem a 2008 (penso que foi nesse ano), por certo que ainda pairará na memória de alguns aquela notícia que os canais de televisão portugueses reproduziram, a de um homem islâmico se queixar à polícia em como suas duas filhas, uma de 8 anos e a outra recém-nascida, tinham sido mortas por um tio delas.
Quinze dias depois, veio a descobrir-se que, afinal, o responsável pelo crime fora o próprio pai das crianças, que as enterrara vivas. Até aqui, penso que também os canais portugueses chegaram, porque, obviamente, este foi mais um dado com interesse jornalístico, um rebuçado para as redacções. O que se seguiu, porém – corrijam-me se estiver errado –, já não teve repercussão nos media cá do burgo.
Que foi que aconteceu então? Foi muito simples: a mãe das ditas crianças foi apanhada pelo marido a cometer o crime de ler a Bíblia. E para crime tão grave, entendeu o marido aplicar-lhe o castigo máximo: matou-a, enterrando com ela as duas crianças vivas. Morrendo outro familiar quinze dias depois, quando iam enterrá-lo, o que foi que descobriram? As duas crianças VIVAS!
Ao perguntarem à menina de 8 anos como foi possível, ao fim daquele tempo, desenterrarem-nas ainda vivas, repondeu: "Um homem que usava roupas brilhantes e com feridas que sangravam em suas mãos, vinha todos os dias para nos alimentar. Ele sempre acordava minha mãe para dar de mamar à minha irmã".
Entrevistada na TV pública do Egipto, por uma jornalista de rosto tapado, disse a criança: Foi Jesus quem veio cuidar de nós, porque ninguém mais faz coisas como essas!
Pergunto agora: então esta parte dos acontecimentos que sucederam após o momento em que iam enterrar o outro familiar, já não teve o mesmo interesse para os media?
Claro que não, obviamente! Então ia lá ser possível que o “chefe da redacção”, o Diabo, permitisse a difusão mundial de tal notícia?!...
Que Aquele que “usava roupas brilhantes e com feridas que sangravam em suas mãos” livre todo o leitor do poder das trevas!


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Jornalista sai-se mal com o Cardeal Bergoglio

Como proposta para uma séria reflexão em termos sociológico-políticos, transcrevo o texto que recebi por e-mail, pois, está mais do que na hora de criarmos uma nova consciência colectiva.

Começa a circular a transcrição de uma entrevista feita com o actual Papa quando ele era o então Cardeal Bergoglio, na Argentina. Na realidade, foi uma emboscada realizada pelo jornalista Chris Mathews da MSNBC, mas Bergoglio encurralou Mathews de tal forma que a entrevista nunca foi ao ar porque, ao perceber que seu plano havia falhado, Mathews arquivou o vídeo. Porém, um estudante de Notre Dame, que prestava serviços sociais na MSNBC, apoderou-se dele e o deu para seu professor.
O destaque da entrevista é a discussão sobre a pobreza. A entrevista começou quando o jornalista, tentando embaraçar o Cardeal, lhe perguntou o que ele pensava sobre a pobreza no mundo.
O Cardeal respondeu:
" - Primeiro na Europa e agora nas Américas, alguns políticos têm-se dedicado a endividar as pessoas, fazendo com que fiquem dependentes.
- E para quê? Para aumentar o seu poder. Eles são grandes especialistas em criação de pobreza e isso ninguém questiona. Eu me esforço para lutar contra esta pobreza.
- A pobreza tornou-se algo natural e isso é ruim. Minha tarefa é evitar o agravamento de tal condição. As ideologias que produzem a pobreza devem ser denunciadas. A educação é a grande solução para o problema.
- Devemos ensinar as pessoas como salvar sua alma, mas ensinar-lhes também a evitar a pobreza e a não permitir que o governo os conduza a esse estado lastimável
Mathews pergunta: - O senhor culpa o governo?
" - Eu culpo os políticos que buscam seus próprios interesses. Você e seus amigos são socialistas. Vocês (socialistas) e suas políticas, são a causa de 70 anos de miséria, e são culpados de levar muitos países à beira do colapso. Vocês acreditam na redistribuição, que é uma das razões para a pobreza. Vocês querem nacionalizar o universo para poder controlar todas as actividades humanas. Vocês destroem o incentivo do homem, até mesmo para cuidar de sua família, o que é um crime contra a natureza e contra Deus. Esta vossa ideologia cria mais pobres do que todas as empresas que vocês classificam de diabólicas".
Replica Mathews: - Eu nunca tinha ouvido nada parecido de um cardeal.
" - As pessoas dominadas pelos socialistas precisam saber não têm que ser pobres"´´
Ataca Mathews: - E a América Latina? O senhor quer negar o progresso conseguido?
"O império da dependência foi criado na Venezuela por Hugo Chávez, com falsas promessas e mentindo para que se ajoelhem diante de seu governo. Dando peixe ao povo, sem lhes permitir pescar. Se na América Latina alguém aprende a pescar é unido e seus peixes são confiscados pelos socialistas. A liberdade é castigada.
Você fala de progresso e eu falo de pobreza. Temo pela América Latina. Toda a região está controlada por um bloco de regimes socialistas, como Cuba, Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela, Nicarágua. Quem vai salvá-los (a América Latina) dessa tirania?"
Acusa Mathews: - O senhor é um capitalista.
" - Se pensarmos que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais, igrejas, talvez eu seja capitalista. Você se opõe a este raciocínio?"
- Claro que não, mas o senhor não acha que o capital é retirado do povo pelas corporações abusivas?
- "Não, eu acho que as pessoas, através de suas escolhas económicas, devem decidir que parte do seu capital vai para esses projectos. O uso do capital deve ser voluntário. Só quando os políticos se apropriam (confiscam) esse capital para construir obras públicas e para alimentar a burocracia é que surge um problema grave. O capital
investido voluntariamente é legítimo, mas o que é investido com base na coerção é ilegítimo ".
- "Suas ideias são radicais", diz o jornalista.´´
- "Não. Há anos Khrushchev advertiu: "Não devemos esperar que os americanos abracem o comunismo, mas podemos ajudar os seus líderes com injecções de socialismo, até que, ao acordar, eles percebam que abraçaram o comunismo". Isto está acontecendo agora mesmo no antigo bastião da liberdade. Como os EUA poderão salvar a América Latina, se eles próprios se tornarem escravos de seu governo? "Mathews diz: - "Eu não consigo digerir (aceitar) tal pensamento".´´
O Cardeal respondeu: - "Você está muito irritado porque a verdade pode ser dolorosa. Vocês (os socialistas) criaram o estado de bem-estar que consiste apenas em atender às necessidades dos pobres, pobres esses que foram criados por vocês mesmos, com a vossa política. O estado interventor retira da sociedade, a sua responsabilidade. Graças ao estado assistencialista, as famílias deixam de cumprir seus deveres para obterem o seu bem-estar, incluindo as igrejas. As pessoas já não praticam mais a caridade e vêem os pobres como um problema de governo.
- Para a igreja já não há pobres a ajudar, porque foram empobrecidos permanentemente e agora são propriedade dos políticos. E algo que me indispõe profundamente, é o fato dos meios de comunicação observarem o problema sem conseguir analisar o que o causa. O povo empobrece e logo em seguida, vota em quem os afundou na pobreza ".

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Hóstia profanada deixa cientistas atónitos

Milagre em Buenos Aires!

Em 1996, quando o Papa Francisco era bispo auxiliar do Cardeal Quarracino em Buenos Aires, deu-se um milagre eucarístico notório. Foi o actual Papa que pediu, ele próprio, que fosse fotografado e que examinou o sucedido. Os resultados são surpreendentes.

Em 18 de Agosto de 1996, às 19h, o padre Alejandro Pezet celebrava missa na igreja que se encontra no centro comercial da cidade. Quando acabava de distribuir a comunhão, uma mulher veio dizer-lhe que tinha acabado de encontrar uma hóstia de que alguém se tinha desfeito, ao fundo da igreja. Indo ao local indicado, o Pe. Alejandro viu a hóstia suja. Como não podia tomá-la, colocou-a num pequeno recipiente de água que arrumou no sacrário da capela do Santíssimo Sacramento.

Na segunda-feira 26 de Agosto, abrindo o tabernáculo viu, com grande estupefacção, que a Hóstia se tinha tornado uma substância sangrenta. Informou Mons. Bergoglio que deu instruções para que a Hóstia fosse fotografada de modo profissional. As fotografias, feitas a 6 de Setembro, mostram claramente que a Hóstia, que se tinha tornado um fragmento de carne sangrenta, tinha aumentado muito de tamanho. Durante vários anos a Hóstia ficou no tabernáculo, tendo o assunto permanecido em segredo. Como a Hóstia não sofria nenhuma decomposição visível, Mons. Bergoglio decidiu mandar analisá-la cientificamente.

Em 5 de Outubro de 1999, na presença de representantes de Mons. Bergoglio, já arcebispo, o Dr. Castaron tirou uma amostra sangrenta e enviou-a para Nova York para análise. Como não queria influenciar os resultados do exame, decidiu esconder da equipa de cientistas a origem da amostra.

Um desses cientistas era o reputado cardiologista e patologista médico-legal, o Dr. Frederic Zugiba. Determinou que a substância analisada era verdadeira carne e verdadeiro sangue com ADN humano. Declarou que: “a matéria analisada é um fragmento de músculo cardíaco que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, perto das válvulas. Esse músculo é responsável pela contracção do coração. Devemos recordar que o ventrículo esquerdo do coração age como uma bomba que envia o sangue para o corpo. O músculo cardíaco está inflamado e contém um número importante de glóbulos brancos. Isto indica que o coração estava vivo no momento em que a amostra foi colhida. Afirmo que o coração estava vivo porque os glóbulos brancos morrem fora de um organismo vivo; têm necessidade de um organismo vivo para se manterem. Portanto o coração estava vivo quando a amostra foi colhida e além disso esses glóbulos brancos tinham penetrado nos tecidos, o que indica que o coração esteve submetido a um stress intenso, como se o seu proprietário tivesse sido batido seriamente a nível   do peito.”

Dois australianos, o jornalista Mike Willesee e o jurista Ron Tesoriero, foram testemunhas destes testes. Conhecendo a origem da amostra, eles estavam siderados pela declaração do Dr. Zugiba. Mike Willesee perguntou ao cientista quanto tempo os glóbulos brancos poderiam estar vivos, se proviessem de tecidos humanos conservados em água. O Dr Zugiba respondeu que deixariam de existir ao fim de poucos minutos. O jornalista revelou então ao doutor que a substância de onde provinha a amostra tinha sido conservada em água simples durante um mês e, em seguida, durante três anos, num recipiente de água desmineralizada. Só depois desse tempo foi colhida uma amostra para análise. 

O Dr. Zugiba mostrou-se muito embaraçado para tomar esse facto em consideração, e como não queria dizer ao jornalista que o que estava a ouvir só podia ser mentira, perguntou-lhe: «Explique-me uma coisa: se esta amostra provém de uma pessoa morta, como é possível que, enquanto a examinava, as células da amostra estivessem em movimento e pulsassem? Se este coração provém de alguém que morreu em 1996, como pode ainda estar vivo?»

Só então Mike Willesee revelou ao Dr. Zugiba que a amostra analisada provinha de uma Hóstia consagrada (pão branco sem fermento) que se tinha transformado misteriosamente em carne humana sangrante. Aturdido por esta revelação, o Dr. Zugiba respondeu: «Como e porquê uma Hóstia consagrada pode mudar as suas características e tornar-se carne e sangue humanos vivos, será sempre um mistério para a ciência - um mistério totalmente além da sua competência».

Em seguida o Dr. Ricardo Castanon Gomez tomou disposições para que os relatórios do laboratório estabelecidos na sequência do milagre de Buenos Aires fossem comparados aos que foram elaborados depois do milagre de Lanciano, mais uma vez sem revelar a origem das amostras a testar. Os especialistas que procederam a esta comparação concluíram que os dois relatórios dos laboratórios tinham analisado testes em amostras procedentes da mesma pessoa. Assinalaram ainda que as duas amostras revelavam um sangue tipo AB positivo. Este sangue tem as características de um homem que nasceu e viveu no Médio Oriente.

Só a fé na extraordinária acção de Deus dá uma resposta razoável! Deus quer que nós tomemos consciência de que Ele está verdadeiramente presente no mistério da Eucaristia. O milagre eucarístico de Buenos Aires é um sinal extraordinário atestado pela ciência. Através dele, Jesus quer despertar em nós uma fé viva na Sua Presença Real na Eucaristia, real e não simbólica. É só com os olhos da fé, e não com os nossos olhos humanos, que nós O vemos sob a aparência do pão e do vinho consagrados. Na Eucaristia, Jesus vê-nos e ama-nos e quer salvar-nos.

(O Arcebispo Mons. Bergoglio tornou-se cardeal em 2001, e este milagre foi publicado após longas experiências): Não deixeis de ver esse link onde o Dr. Castanon, ateu que se converteu ao catolicismo, explica em espanhol esse milagre! É poderoso!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A incrível história de Jimmy

Mesmo apesar de me faltarem os elementos que me pudessem ajudar a perceber se esta história é real ou é ficção (não descarto nem uma nem outra possibilidade, apesar de me parecer fantasiada em alguns pontos), aqui a transcrevo tal qual me chegou, por e-mail, pela importãncia da sofrida pergunta a Deus e subsequente resposta. Toda a importãncia reside aí, nessa incontornável questão, que, essa sim, na realidade é completamente Verdadeira.

Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações. Perguntou:
-Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom?

- Quando é que eu posso vê-lo?
O cirurgião respondeu:
- Tenho pena. Fizemos tudo mas o seu filho não resistiu.
Sally perguntou:
- Porque razão é que as crianças pequenas tem câncro? Será que Deus não se preocupa?
- Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?
O cirurgião perguntou:
-Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.
Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.
- Quer um cachinho dele?' Perguntou a enfermeira.
Sally abanou a cabeça afirmativamente.
A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.
- Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa, disse Sally. No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:
- Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.

Ela continuou:
- O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.
Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do "Hospital Children's Mercy" pela última vez.
Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
A viagem para casa foi muito difícil. Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia.

Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho. Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exatamente nos locais onde ele sempre os teve.
Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.
Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.
A carta dizia:

-Querida Mãe,
Sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer: "AMO-TE".
Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe.
Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adotar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem.
Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos.
Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu sabes.
Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico!

Os avós vieram-me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo.
Os Anjos são mesmo lindos! Adoro vê-los a voar!
E sabes uma coisa?
O Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando o vi o tenha conhecido logo.
Ele levou-me a visitar Deus!
E sabes uma coisa?
Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais…
Mas eu já sabia que não era permitido.
Mas sabes uma coisa Mãe?
Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta.
Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste, "Aonde estava Ele quando eu mais precisava?"...
Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho d'Ele,
Jesus, foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos.

Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém.
As outras pessoas vêem este papel em branco.
É mesmo maravilhoso não é!?
Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para Ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida.
Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus…
Tenho a certeza que a comida vai ser boa.
Estava quase a esquecer-me: já não tenho dores, o câncro já se foi embora.
Ainda bem, porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim.
Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar.
O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto?
Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.

domingo, 1 de abril de 2012

NINGUÉM NASCE ENSINADO

Por Maria Fernanda Barroca

Irene, nascida e criada em Moçambique, resolveu vir para Portugal e cá começou a trabalhar como empregada doméstica. O seu trabalho era, não só impecável, como muito rentável. Irene não brincava em serviço, pois queria ter uma vida com certas comodidades, mas à custa de trabalho honesto. Começou por habitar uma coisa a que não se pode chamar casa, pois que muitos cãezinhos de luxo têm mais conforto e higiene.

Juntou dinheiro e arranjou um pequeno apartamento. Dizia: “Irene trabalha, tem direito a ter comodidades” – a principal para ela era uma boa casa de banho, pois era extremamente limpa.

Tinha-lhe aparecido um bom emprego: um casal com uma filha pequena. O pai da criança era engenheiro e tinha uma vida muito ocupada; a mãe era médica e a sua profissão absorvi-a totalmente. Aquela filha viera pelo grande desejo do marido em ter filhos, porque para a mãe, bastava-lhe o estetoscópio, as seringas e o bloco das receitas. Quando chegava a casa, sempre muito cansada, metia-se no quarto e se a Irene já tinha saído, quem cuidava da menina era o pai. A Irene quando foi a primeira vez para essa casa, logo verificou que a menina sofria da falta de muita coisa: a começar no carinho, que a mãe não lhe dava por «falta de tempo», até à falta de higiene que a mãe não lhe dava por «falta de tempo», passando pelas deficiências na alimentação, que a mãe não cuidava por «falta de tempo».

A menina criada toda a semana com a Irene era uma criança bem comportada, para os seus três anos. Quando tentava uma perrice, a Irene com bons modos ralhava e educava. Nos fins-de-semana, como ninguém estava para se maçar a menina abusava e ninguém tinha mão nela. Sabendo isso, Irene, com a sua filosofia inata dizia: “Irene cuida da menina; logo também lhe dá educação; quando são horas de comer, come; quando são horas de dormir dorme; por muito que ela teime, Irene não cede”.

Um dia a Irene disse à senhora que no fim do ano ia a Moçambique matar saudades da terra e sobretudo da família que lá deixara. A senhora ficou em pânico e desabafou: “E agora quem vai tratar da menina? Sabe Irene, eu não sei -não fui feita para isto”. Então a Irene saiu-se com uma contra pergunta: “A senhora, quando nasceu já trazia a bata branca vestida (não esquecer que ela era médica); já trazia essa «coisa» pendurada ao pescoço? De certeza que não, mas aprendeu. Faça o mesmo agora pois ainda está a tempo, uma vez que é muito nova”.

Irene passou um mês em Moçambique, a visitar a sua família biológica, mas não esquecendo a “sua menina”. E pensava: oxalá que a senhora, neste mês que não teve a mãe-Irene, tivesse aprendido a cuidar da filha e que esta não esteja estragada com o «deixar correr» daqueles que dela se encarregaram.

Mas, coitada da Irene – teve de começar tudo de novo...