sexta-feira, 9 de maio de 2014

Canção de Portugal concorrente à Eurovisão

Vi estes dias no FB que a canção representante de Portugal na Eurovisão foi eliminada (creio que nas meias-finais do concurso), com pesar de quem publicou o vídeo.
E eu admiro-me por ter chagado tão longe tanta pobreza...
Acho que já era tempo de repensarem o modelo de selecção da canção que vai representar Portugal na Eurovisão. Se há décadas atrás, entre nós, não havia qualquer hipótese a não ser o Festival RTP da Canção, agora temos outros canais...
Se cada canal de televisão tivesse para o efeito o seu próprio concurso, e, no final, de entre a vencedora de cada canal fosse eleita a que iria representar Portugal, penso que as possibilidades seriam bem maiores. Até o próprio concurso (cá dentro) teria outro interesse para os telespectadores. 
Eis o link que me chegou pelo FB:



segunda-feira, 24 de março de 2014

Saí e fui atrás dela

Hoje, no Metro, sentadas nos bancos contíguos, conversavam duas mulheres jovens. A que seguia de costas para mim expunha à outra os seus progressos na formação que estava a fazer. Vendo na sua interlocutora algum interesse, passou da simples informação à táctica da angariação.
A “presa” perguntou se se tratava de coisas esotéricas, demonstrando nisso algum interesse, facto que parece ter deixado a “angariadora” mais confiante. A partir dali, a jovem africana (pelo menos na origem) passou a ouvir repetidas vezes a palavra “fácil”. Tudo era muito muito fácil. Bastava a inscrição, e ficava automaticamente agregada à proponente.
Toda a informação lhe fora dada, até a questão do custo da inscrição, que era baixo, mesmo sendo a formação dada num hotel. Essa formação, que designava de workshop, era sobre Reiki, tendo ela já feito o nível 3. Interrogada se haveria outras coisas, disse que só em Maio haveria outros workshops sobre cristais.
A que estava a ser aliciada ia junto à janela, de frente para mim, o que me permitia, discretamente, apreciar sua fisionomia, suas expressões, enfim, aqueles traços que me levaram a concluir tratar-se de uma moça de bem. Esse facto mais ajudou à minha inquietação.
A dada altura, ainda me levantei para me sentar junto delas, para poder meter conversa, mas decidi voltar ao meu lugar.
A uma mocinha que se sentou em frente a mim, perguntei se tinha uma caneta que me emprestasse, e comecei a escrever num papel que trazia no bolso (um pequeno impresso alusivo à história do Santo Lenho). A intenção era entregar aquele papel, com a seguinte indicação: «Sobre o que lhe está a ser proposto, é importante que veja no youtube, o “Testemunho da Aldina”, mas, chegados à estação do Campo Pequeno, duas antes daquela onde eu ia sair, a que estava a ser aliciada para a iniciação no Reiki saiu.
Eu regressava ao trabalho após a hora do almoço, e, não obstante o já ir atrasado, ainda que se tratasse de um atraso autorizado, entreguei rapidamente a caneta e saí atrás dela. Abordei-a então, explicando-lhe aquela minha atitude, enquanto lhe mostrava a mensagem que não chegara a completar. Mas para que o mais importante dessa mensagem não ficasse apenas nas palavras, não fosse esquece-la, com uma caneta dela, completei-a.  
Os traços de bondade quase se liam naquele rosto sereno. Era, pois, em meu entender, uma presa fácil para o Mal que se esconde atrás de tantas coisas com toda a aparência de bem.
Explicando-lhe que perante factos desta natureza eu estaria muito errado se ficasse de braços cruzados, disse-lhe ainda que esse é um dos meus campos de batalha enquanto catequista. Ao lhe perguntar se era católica, respondeu-me, agradecidamente, que era islâmica, e que iria ver mal chegasse a casa. 
Segurando as suas mãos, disse-lhe, mais com o coração do que com as palavras, que éramos filhos do mesmo Pai, e, acto contínuo, ouviu da minha boca as últimas palavras, que ela já percebera que saíam do coração:
- Vá com Deus, minha querida! Vá com Deus!

segunda-feira, 17 de março de 2014

O comentário que o JN não publicou

Caríssimos amigos:

No post anterior fiz referência a um comentário meu, que o jornal não publicou. Por isso, mais letra, menos letra, ei-lo aqui reproduzido:

Pobres de vós, os que fazeis chacota das coisas santas. Arrependei-vos antes que seja tarde, pois, não sabeis se no dia a seguir àquele em que lerdes estas palavras estareis vivos.
Independentemente de crerdes ou não, o Inferno está-vos garantido.
Sobre este suposto milagre nada posso dizer, mas posso dizer-vos para verdes no link (...)
- http://www.youtube.com/watch?v=qEwsrMvCV6M
- http://www.youtube.com/watch?v=qoeBaxjhp08

Agora, no link seguinte, conferência do próprio cientista:
- https://www.youtube.com/watch?v=qeDnA4L6eXg

Obs.: No comentário que o jornal não publicou, e cuja notícia poderá o leitor ver no post anterior a este, penso que apenas fiz alusão a um destes links.

Seja louvado Nosso Senhor Jesus Cristo!

sábado, 15 de março de 2014

O suposto milagre em Israel e os comentários à notícia

Já experimentaram fazer um comentário na edição online de um jornal? Foi o que eu fiz há umas horas atrás. Mas como em todos os casos, para isso tive que me registar primeiramente. Fi-lo no JN, depois de ler os comentários feitos à notícia, "Estátua da Virgem Maria "chora" lágrimas de óleo em Israel".
Se as minhas palavras fossem no mesmo sentido das dos anteriores comentários, era uma questão de segundos, até poderem ser lidas como as demais. Porém, atendendo à apregoada liberdade de expressão que os jornais tanto defendem quando um texto pode chocar a opinião pública, o meu comentário não foi publicado.
Está a ser confuso para si isto de dizer que o meu comentário não foi publicado, por causa da liberdade de expressão? Chegámos então ao busílis da questão:
O que aqui denuncio, é precisamente a hipocrisia de quantos defendem esse direito e que com ele se escudam, fazendo-o sempre que procuram "legalizar" ideias que agridem a moral do povo. É, pois, nessas alturas, que evocam a liberdade de expressão. E ai de quem entenda calá-los, ainda que se trate de uma abominação...
Curiosamente, por entender que assiste ao jornal a liberdade de publicar todo e qualquer tipo de opinião, as palavras que escrevi não ofendiam nem o jornal nem os leitores que nele deixaram as maiores blasfemas.
Fica, pois, provado, para aqueles que ainda tinham dúvidas, o que é que interessa e o que não interessa ao jornal, provando-se ao mesmo tempo sob que poder está hoje a comunicação social.
Copie o link, e veja a notícia e os tão ofensivos comentários.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/MundoInsolito/Interior.aspx?content_id=3720480

terça-feira, 4 de março de 2014

Há portugueses, como eu, que não têm coração...


Notícias do dia 1-3-2014:
Um grupo de 42 estudantes sírios chegou hoje a Portugal para prosseguir os estudos em universidades portuguesas e politécnicos, no âmbito da Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência, iniciativa do ex-Presidente da República Jorge Sampaio.Os estudantes sírios foram transportados desde Beirute, capital do Líbano, numa aeronave militar C-130 da Força Aérea Portuguesa, que chegou às 04:30 a Lisboa, ao Aeródromo de Trânsito n.º 1, em Figo Maduro. 
(http://zap.aeiou.pt/estudantes-sirios-em-portugal-desde-madrugada-de-hoje-19687)
Pois é, como numa moeda, esta, é uma das faces. A outra não será tão apelativa, nem é para ver, mas, quer queiramos quer não, ela é tão real como esta.
Nessa outra face, está a situação de um cada vez maior número de jovens portugueses que são obrigados a abandonar os estudos por falta de meios para poderem continuar.
Alguns deles, votados a tal situação por toda a classe de animais políticos (à qual este senhor também pertence), despertaram do sonho que mantinham, o de poder tirar o seu curso, para se verem no pesadelo que é verem a família a ter de ser socorrida pelas paróquias com uma refeição quente.
Sugiro-lhe, Sr. Jorge Sampaio, que tome as mesmas medidas para com os NOSSOS jovens, levando-os para um outro país que lhes permita completarem os seus estudos à custa dos contribuintes desse país.
Ah, pois é, esquecia-me de que não o conseguiria fazer, e por duas únicas razões:
- Uma, porque o facto pouco ou nada pesaria na sua imagem em termos internacionais;
- E a outra, porque não encontraria governo algum, cujo país se possa comparar a este depauperado Portugal que eu sirvo, que aceitasse ajudar os de fora quando tem os seus em sérias dificuldades.
Eu sei que vai dizer que estas só podem ser palavras de quem não tem coração. E até é capaz de ter razão... Sim, porque, pertencendo eu ao grupo daqueles que têm servido de alimento para a vossa engorda, vejo-me impotente diante das rapinas que não largam o poleiro e que nem esperam que os fracos morram, para começarem a devorá-los vivos... E se os vossos ataques já os sinto nas entranhas, não deve admirar-se que tema pelo próprio coração... 
Acha que estou a exagerar?
Então vá, para me calar, a mim e a quantos pensarão da mesma forma, pegue lá nos nosso jovens que foram obrigados a deixar os seus cursos, e crie-lhes essas necessárias condições. E já agora, uma vez que estamos nisto, que seja dado a cada um deles o mesmo valor do custo que representa para mim e para os restantes contribuintes cada jovem sírio, e talvez nem precisem de sair do aconchego familiar.
Sabe porque é que estou com este comentário? Para me manifestar contra todos os animais políticos travestidos de humanos. Sim, porque enquanto vós estiverdes no poder das nações, o mundo não tem remédio. Seria necessário que fossem os Humanos a estarem ao comando. O que é que eu estou para aqui a dizer?! Ainda não percebeu?!
Bem, se é assim tão difícil, eu explico:
Já viu daqueles filmes em que alienígenas se apoderam do corpo dos humanos? Pois é isso mesmo que eu quero dizer, ou seja, que a classe política que governa o mundo, apenas mantém a aparência de humanos, porque há muito que o Verdadeiro alienígena se apoderou de vós. Ainda quer que lhe faça um desenho?   

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Se Deus existisse…

Um barbeiro, vendo que seu cliente lia a bíblia enquanto ele lhe cortava o cabelo, no final vira-se para o cliente, dizendo:
Sabe uma coisa? Não creio que Deus exista.
Porque diz isso, meu amigo? Pergunta-lhe o cliente.
É muito fácil! Basta sairmos à rua para nos darmos conta de que Deus não existe! Se não, diga-me: se Deus existe, porque há tantos doentes, tantas crianças abandonadas? Ó meu amigo, se Deus existisse, não haveria tanto sofrimento, tanta dor para a humanidade… Não posso entender como é que, se existe um Deus, como permite que aconteçam todas estas coisas?
Fazendo um grande esforço para não responder ao barbeiro, educadamente, o cliente despediu-se e saiu. Fora da porta, para pensativo, interrogando-se se terá feito bem em não lhe responder. Olhando, porém, para o lado, logo lhe ocorreu uma brilhante ideia, ao ver um jovem encostado à parede, de auscultadores nos ouvidos e senhor de uma grande cabeleira que lhe chegava quase a meio das costas.
Enquanto o barbeiro arrumava uns apetrechos, vê entrar de novo aquele cliente, acompanhado pelo jovem de cabelo comprido. E sem lhe dar tempo de formular qualquer pergunta, diz agora o cliente ao barbeiro, em ar de regozijo por já ter encontrado uma resposta para ele:
Sabe uma coisa? Os barbeiros não existem!
Como? E eu que sou?
Os barbeiros não existem! Porque se os barbeiros existissem, não haveria pessoas com o cabelo tão grande; disse, enquanto apontava para o cabelo do jovem.
Os barbeiros existem, sim! O problema é que as pessoas não vêm até mim…
Exactamente! Esse é o ponto! Deus existe! O que acontece é que as pessoas não vão a Ele… Por isso há tanta miséria e tanta dor no mundo.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O que seria uma notícia “bomba” para o mundo, não teve interesse para os media

Aconteceu no Egipto.
A pesar de os factos remontarem a 2008 (penso que foi nesse ano), por certo que ainda pairará na memória de alguns aquela notícia que os canais de televisão portugueses reproduziram, a de um homem islâmico se queixar à polícia em como suas duas filhas, uma de 8 anos e a outra recém-nascida, tinham sido mortas por um tio delas.
Quinze dias depois, veio a descobrir-se que, afinal, o responsável pelo crime fora o próprio pai das crianças, que as enterrara vivas. Até aqui, penso que também os canais portugueses chegaram, porque, obviamente, este foi mais um dado com interesse jornalístico, um rebuçado para as redacções. O que se seguiu, porém – corrijam-me se estiver errado –, já não teve repercussão nos media cá do burgo.
Que foi que aconteceu então? Foi muito simples: a mãe das ditas crianças foi apanhada pelo marido a cometer o crime de ler a Bíblia. E para crime tão grave, entendeu o marido aplicar-lhe o castigo máximo: matou-a, enterrando com ela as duas crianças vivas. Morrendo outro familiar quinze dias depois, quando iam enterrá-lo, o que foi que descobriram? As duas crianças VIVAS!
Ao perguntarem à menina de 8 anos como foi possível, ao fim daquele tempo, desenterrarem-nas ainda vivas, repondeu: "Um homem que usava roupas brilhantes e com feridas que sangravam em suas mãos, vinha todos os dias para nos alimentar. Ele sempre acordava minha mãe para dar de mamar à minha irmã".
Entrevistada na TV pública do Egipto, por uma jornalista de rosto tapado, disse a criança: Foi Jesus quem veio cuidar de nós, porque ninguém mais faz coisas como essas!
Pergunto agora: então esta parte dos acontecimentos que sucederam após o momento em que iam enterrar o outro familiar, já não teve o mesmo interesse para os media?
Claro que não, obviamente! Então ia lá ser possível que o “chefe da redacção”, o Diabo, permitisse a difusão mundial de tal notícia?!...
Que Aquele que “usava roupas brilhantes e com feridas que sangravam em suas mãos” livre todo o leitor do poder das trevas!


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Jornalista sai-se mal com o Cardeal Bergoglio

Como proposta para uma séria reflexão em termos sociológico-políticos, transcrevo o texto que recebi por e-mail, pois, está mais do que na hora de criarmos uma nova consciência colectiva.

Começa a circular a transcrição de uma entrevista feita com o actual Papa quando ele era o então Cardeal Bergoglio, na Argentina. Na realidade, foi uma emboscada realizada pelo jornalista Chris Mathews da MSNBC, mas Bergoglio encurralou Mathews de tal forma que a entrevista nunca foi ao ar porque, ao perceber que seu plano havia falhado, Mathews arquivou o vídeo. Porém, um estudante de Notre Dame, que prestava serviços sociais na MSNBC, apoderou-se dele e o deu para seu professor.
O destaque da entrevista é a discussão sobre a pobreza. A entrevista começou quando o jornalista, tentando embaraçar o Cardeal, lhe perguntou o que ele pensava sobre a pobreza no mundo.
O Cardeal respondeu:
" - Primeiro na Europa e agora nas Américas, alguns políticos têm-se dedicado a endividar as pessoas, fazendo com que fiquem dependentes.
- E para quê? Para aumentar o seu poder. Eles são grandes especialistas em criação de pobreza e isso ninguém questiona. Eu me esforço para lutar contra esta pobreza.
- A pobreza tornou-se algo natural e isso é ruim. Minha tarefa é evitar o agravamento de tal condição. As ideologias que produzem a pobreza devem ser denunciadas. A educação é a grande solução para o problema.
- Devemos ensinar as pessoas como salvar sua alma, mas ensinar-lhes também a evitar a pobreza e a não permitir que o governo os conduza a esse estado lastimável
Mathews pergunta: - O senhor culpa o governo?
" - Eu culpo os políticos que buscam seus próprios interesses. Você e seus amigos são socialistas. Vocês (socialistas) e suas políticas, são a causa de 70 anos de miséria, e são culpados de levar muitos países à beira do colapso. Vocês acreditam na redistribuição, que é uma das razões para a pobreza. Vocês querem nacionalizar o universo para poder controlar todas as actividades humanas. Vocês destroem o incentivo do homem, até mesmo para cuidar de sua família, o que é um crime contra a natureza e contra Deus. Esta vossa ideologia cria mais pobres do que todas as empresas que vocês classificam de diabólicas".
Replica Mathews: - Eu nunca tinha ouvido nada parecido de um cardeal.
" - As pessoas dominadas pelos socialistas precisam saber não têm que ser pobres"´´
Ataca Mathews: - E a América Latina? O senhor quer negar o progresso conseguido?
"O império da dependência foi criado na Venezuela por Hugo Chávez, com falsas promessas e mentindo para que se ajoelhem diante de seu governo. Dando peixe ao povo, sem lhes permitir pescar. Se na América Latina alguém aprende a pescar é unido e seus peixes são confiscados pelos socialistas. A liberdade é castigada.
Você fala de progresso e eu falo de pobreza. Temo pela América Latina. Toda a região está controlada por um bloco de regimes socialistas, como Cuba, Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela, Nicarágua. Quem vai salvá-los (a América Latina) dessa tirania?"
Acusa Mathews: - O senhor é um capitalista.
" - Se pensarmos que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais, igrejas, talvez eu seja capitalista. Você se opõe a este raciocínio?"
- Claro que não, mas o senhor não acha que o capital é retirado do povo pelas corporações abusivas?
- "Não, eu acho que as pessoas, através de suas escolhas económicas, devem decidir que parte do seu capital vai para esses projectos. O uso do capital deve ser voluntário. Só quando os políticos se apropriam (confiscam) esse capital para construir obras públicas e para alimentar a burocracia é que surge um problema grave. O capital
investido voluntariamente é legítimo, mas o que é investido com base na coerção é ilegítimo ".
- "Suas ideias são radicais", diz o jornalista.´´
- "Não. Há anos Khrushchev advertiu: "Não devemos esperar que os americanos abracem o comunismo, mas podemos ajudar os seus líderes com injecções de socialismo, até que, ao acordar, eles percebam que abraçaram o comunismo". Isto está acontecendo agora mesmo no antigo bastião da liberdade. Como os EUA poderão salvar a América Latina, se eles próprios se tornarem escravos de seu governo? "Mathews diz: - "Eu não consigo digerir (aceitar) tal pensamento".´´
O Cardeal respondeu: - "Você está muito irritado porque a verdade pode ser dolorosa. Vocês (os socialistas) criaram o estado de bem-estar que consiste apenas em atender às necessidades dos pobres, pobres esses que foram criados por vocês mesmos, com a vossa política. O estado interventor retira da sociedade, a sua responsabilidade. Graças ao estado assistencialista, as famílias deixam de cumprir seus deveres para obterem o seu bem-estar, incluindo as igrejas. As pessoas já não praticam mais a caridade e vêem os pobres como um problema de governo.
- Para a igreja já não há pobres a ajudar, porque foram empobrecidos permanentemente e agora são propriedade dos políticos. E algo que me indispõe profundamente, é o fato dos meios de comunicação observarem o problema sem conseguir analisar o que o causa. O povo empobrece e logo em seguida, vota em quem os afundou na pobreza ".

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Hóstia profanada deixa cientistas atónitos

Milagre em Buenos Aires!

Em 1996, quando o Papa Francisco era bispo auxiliar do Cardeal Quarracino em Buenos Aires, deu-se um milagre eucarístico notório. Foi o actual Papa que pediu, ele próprio, que fosse fotografado e que examinou o sucedido. Os resultados são surpreendentes.

Em 18 de Agosto de 1996, às 19h, o padre Alejandro Pezet celebrava missa na igreja que se encontra no centro comercial da cidade. Quando acabava de distribuir a comunhão, uma mulher veio dizer-lhe que tinha acabado de encontrar uma hóstia de que alguém se tinha desfeito, ao fundo da igreja. Indo ao local indicado, o Pe. Alejandro viu a hóstia suja. Como não podia tomá-la, colocou-a num pequeno recipiente de água que arrumou no sacrário da capela do Santíssimo Sacramento.

Na segunda-feira 26 de Agosto, abrindo o tabernáculo viu, com grande estupefacção, que a Hóstia se tinha tornado uma substância sangrenta. Informou Mons. Bergoglio que deu instruções para que a Hóstia fosse fotografada de modo profissional. As fotografias, feitas a 6 de Setembro, mostram claramente que a Hóstia, que se tinha tornado um fragmento de carne sangrenta, tinha aumentado muito de tamanho. Durante vários anos a Hóstia ficou no tabernáculo, tendo o assunto permanecido em segredo. Como a Hóstia não sofria nenhuma decomposição visível, Mons. Bergoglio decidiu mandar analisá-la cientificamente.

Em 5 de Outubro de 1999, na presença de representantes de Mons. Bergoglio, já arcebispo, o Dr. Castaron tirou uma amostra sangrenta e enviou-a para Nova York para análise. Como não queria influenciar os resultados do exame, decidiu esconder da equipa de cientistas a origem da amostra.

Um desses cientistas era o reputado cardiologista e patologista médico-legal, o Dr. Frederic Zugiba. Determinou que a substância analisada era verdadeira carne e verdadeiro sangue com ADN humano. Declarou que: “a matéria analisada é um fragmento de músculo cardíaco que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, perto das válvulas. Esse músculo é responsável pela contracção do coração. Devemos recordar que o ventrículo esquerdo do coração age como uma bomba que envia o sangue para o corpo. O músculo cardíaco está inflamado e contém um número importante de glóbulos brancos. Isto indica que o coração estava vivo no momento em que a amostra foi colhida. Afirmo que o coração estava vivo porque os glóbulos brancos morrem fora de um organismo vivo; têm necessidade de um organismo vivo para se manterem. Portanto o coração estava vivo quando a amostra foi colhida e além disso esses glóbulos brancos tinham penetrado nos tecidos, o que indica que o coração esteve submetido a um stress intenso, como se o seu proprietário tivesse sido batido seriamente a nível   do peito.”

Dois australianos, o jornalista Mike Willesee e o jurista Ron Tesoriero, foram testemunhas destes testes. Conhecendo a origem da amostra, eles estavam siderados pela declaração do Dr. Zugiba. Mike Willesee perguntou ao cientista quanto tempo os glóbulos brancos poderiam estar vivos, se proviessem de tecidos humanos conservados em água. O Dr Zugiba respondeu que deixariam de existir ao fim de poucos minutos. O jornalista revelou então ao doutor que a substância de onde provinha a amostra tinha sido conservada em água simples durante um mês e, em seguida, durante três anos, num recipiente de água desmineralizada. Só depois desse tempo foi colhida uma amostra para análise. 

O Dr. Zugiba mostrou-se muito embaraçado para tomar esse facto em consideração, e como não queria dizer ao jornalista que o que estava a ouvir só podia ser mentira, perguntou-lhe: «Explique-me uma coisa: se esta amostra provém de uma pessoa morta, como é possível que, enquanto a examinava, as células da amostra estivessem em movimento e pulsassem? Se este coração provém de alguém que morreu em 1996, como pode ainda estar vivo?»

Só então Mike Willesee revelou ao Dr. Zugiba que a amostra analisada provinha de uma Hóstia consagrada (pão branco sem fermento) que se tinha transformado misteriosamente em carne humana sangrante. Aturdido por esta revelação, o Dr. Zugiba respondeu: «Como e porquê uma Hóstia consagrada pode mudar as suas características e tornar-se carne e sangue humanos vivos, será sempre um mistério para a ciência - um mistério totalmente além da sua competência».

Em seguida o Dr. Ricardo Castanon Gomez tomou disposições para que os relatórios do laboratório estabelecidos na sequência do milagre de Buenos Aires fossem comparados aos que foram elaborados depois do milagre de Lanciano, mais uma vez sem revelar a origem das amostras a testar. Os especialistas que procederam a esta comparação concluíram que os dois relatórios dos laboratórios tinham analisado testes em amostras procedentes da mesma pessoa. Assinalaram ainda que as duas amostras revelavam um sangue tipo AB positivo. Este sangue tem as características de um homem que nasceu e viveu no Médio Oriente.

Só a fé na extraordinária acção de Deus dá uma resposta razoável! Deus quer que nós tomemos consciência de que Ele está verdadeiramente presente no mistério da Eucaristia. O milagre eucarístico de Buenos Aires é um sinal extraordinário atestado pela ciência. Através dele, Jesus quer despertar em nós uma fé viva na Sua Presença Real na Eucaristia, real e não simbólica. É só com os olhos da fé, e não com os nossos olhos humanos, que nós O vemos sob a aparência do pão e do vinho consagrados. Na Eucaristia, Jesus vê-nos e ama-nos e quer salvar-nos.

(O Arcebispo Mons. Bergoglio tornou-se cardeal em 2001, e este milagre foi publicado após longas experiências): Não deixeis de ver esse link onde o Dr. Castanon, ateu que se converteu ao catolicismo, explica em espanhol esse milagre! É poderoso!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A incrível história de Jimmy

Mesmo apesar de me faltarem os elementos que me pudessem ajudar a perceber se esta história é real ou é ficção (não descarto nem uma nem outra possibilidade, apesar de me parecer fantasiada em alguns pontos), aqui a transcrevo tal qual me chegou, por e-mail, pela importãncia da sofrida pergunta a Deus e subsequente resposta. Toda a importãncia reside aí, nessa incontornável questão, que, essa sim, na realidade é completamente Verdadeira.

Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações. Perguntou:
-Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom?

- Quando é que eu posso vê-lo?
O cirurgião respondeu:
- Tenho pena. Fizemos tudo mas o seu filho não resistiu.
Sally perguntou:
- Porque razão é que as crianças pequenas tem câncro? Será que Deus não se preocupa?
- Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?
O cirurgião perguntou:
-Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.
Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.
- Quer um cachinho dele?' Perguntou a enfermeira.
Sally abanou a cabeça afirmativamente.
A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.
- Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa, disse Sally. No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:
- Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.

Ela continuou:
- O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.
Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do "Hospital Children's Mercy" pela última vez.
Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
A viagem para casa foi muito difícil. Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia.

Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho. Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exatamente nos locais onde ele sempre os teve.
Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.
Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.
A carta dizia:

-Querida Mãe,
Sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer: "AMO-TE".
Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe.
Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adotar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem.
Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos.
Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu sabes.
Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico!

Os avós vieram-me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo.
Os Anjos são mesmo lindos! Adoro vê-los a voar!
E sabes uma coisa?
O Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando o vi o tenha conhecido logo.
Ele levou-me a visitar Deus!
E sabes uma coisa?
Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais…
Mas eu já sabia que não era permitido.
Mas sabes uma coisa Mãe?
Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta.
Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste, "Aonde estava Ele quando eu mais precisava?"...
Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho d'Ele,
Jesus, foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos.

Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém.
As outras pessoas vêem este papel em branco.
É mesmo maravilhoso não é!?
Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para Ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida.
Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus…
Tenho a certeza que a comida vai ser boa.
Estava quase a esquecer-me: já não tenho dores, o câncro já se foi embora.
Ainda bem, porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim.
Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar.
O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto?
Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.

domingo, 1 de abril de 2012

NINGUÉM NASCE ENSINADO

Por Maria Fernanda Barroca

Irene, nascida e criada em Moçambique, resolveu vir para Portugal e cá começou a trabalhar como empregada doméstica. O seu trabalho era, não só impecável, como muito rentável. Irene não brincava em serviço, pois queria ter uma vida com certas comodidades, mas à custa de trabalho honesto. Começou por habitar uma coisa a que não se pode chamar casa, pois que muitos cãezinhos de luxo têm mais conforto e higiene.

Juntou dinheiro e arranjou um pequeno apartamento. Dizia: “Irene trabalha, tem direito a ter comodidades” – a principal para ela era uma boa casa de banho, pois era extremamente limpa.

Tinha-lhe aparecido um bom emprego: um casal com uma filha pequena. O pai da criança era engenheiro e tinha uma vida muito ocupada; a mãe era médica e a sua profissão absorvi-a totalmente. Aquela filha viera pelo grande desejo do marido em ter filhos, porque para a mãe, bastava-lhe o estetoscópio, as seringas e o bloco das receitas. Quando chegava a casa, sempre muito cansada, metia-se no quarto e se a Irene já tinha saído, quem cuidava da menina era o pai. A Irene quando foi a primeira vez para essa casa, logo verificou que a menina sofria da falta de muita coisa: a começar no carinho, que a mãe não lhe dava por «falta de tempo», até à falta de higiene que a mãe não lhe dava por «falta de tempo», passando pelas deficiências na alimentação, que a mãe não cuidava por «falta de tempo».

A menina criada toda a semana com a Irene era uma criança bem comportada, para os seus três anos. Quando tentava uma perrice, a Irene com bons modos ralhava e educava. Nos fins-de-semana, como ninguém estava para se maçar a menina abusava e ninguém tinha mão nela. Sabendo isso, Irene, com a sua filosofia inata dizia: “Irene cuida da menina; logo também lhe dá educação; quando são horas de comer, come; quando são horas de dormir dorme; por muito que ela teime, Irene não cede”.

Um dia a Irene disse à senhora que no fim do ano ia a Moçambique matar saudades da terra e sobretudo da família que lá deixara. A senhora ficou em pânico e desabafou: “E agora quem vai tratar da menina? Sabe Irene, eu não sei -não fui feita para isto”. Então a Irene saiu-se com uma contra pergunta: “A senhora, quando nasceu já trazia a bata branca vestida (não esquecer que ela era médica); já trazia essa «coisa» pendurada ao pescoço? De certeza que não, mas aprendeu. Faça o mesmo agora pois ainda está a tempo, uma vez que é muito nova”.

Irene passou um mês em Moçambique, a visitar a sua família biológica, mas não esquecendo a “sua menina”. E pensava: oxalá que a senhora, neste mês que não teve a mãe-Irene, tivesse aprendido a cuidar da filha e que esta não esteja estragada com o «deixar correr» daqueles que dela se encarregaram.

Mas, coitada da Irene – teve de começar tudo de novo...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O local do crime

Foi logo no primeiro dia na Terra Santa que o "escândalo" se deu.

Já na véspera, durante a viagem, na escala feita em Bruxelas, o sacerdote que acompanhou a peregrinação tinha confidenciado que aceitara o convite com muito sofrimento. Naquele momento, durante a Santa Missa que es­tava a celebrar no Monte Carmelo, explicou melhor o que o atormentava.

Começou o seu desabafo com uma história ocorrida talvez trinta anos antes. Conversava ele com um adoles­cente de 15 anos que já cumpria com o preceito domi­nical e procurava incutir-lhe o hábito da leitura diária dos Evangelhos. O rapaz rebela­va-se, pois só lhe interessavam os livros policiais de crime e mistério. "É disso mesmo que se trata", respondeu-lhe o sa­cerdote, "com a diferença de que, nesses romances, fica-se a conhecer quem é o crimino­so, mas nos Evangelhos não. Será Pilatos, Caífás, Herodes, os romanos, os judeus, os chefes dos sacerdotes?" O jo­vem não conseguia responder e estava curioso por conhecer o assassino. "Eu sei quem foi. Queres saber? Fui eu. Não fui eu sozinho, mas fui eu!"

Após um breve silêncio, o celebrante voltou a dirigir-se aos peregrinos:

- "Agora entendeis porque venho com o coração a san­grar: o assassino volta sempre ao local do crime."

Todas as pessoas que for­mavam o grupo sentiram-se cúmplices daquele acto he­diondo, não explicitamente, mas no mais íntimo do seu ser: nas suas consciências. A partir daquele momento, fi­cou bem definido o objectivo da jornada: tratava-se de uma peregrinação, não de uma viagem turística ou cultural. Até mesmo os elementos não praticantes do grupo começaram a participar de um modo muito mais profun­do nos momentos de oração conjunta e, nas tertúlias de­pois do jantar, animavam-se a fazer perguntas ao sacer­dote e a contar algumas curiosidades relacionadas com episódios do dia ou ex­periências passadas.

Finalmente, já em Jerusa­lém, o "Mistério" ia-se des­vendando. Rejuvenescia a Fé, surgia uma vontade firme de compromisso, novo ou mais generoso, com Cristo. Não aconteceram "milagres". Nada se passou de extraordinário. Ninguém sentiu medo. Pelo contrário; o seu desejo era tornarem-se mais amigos daquele a quem tinham mor­to. Mais uma vez, ali, no local do crime, iam surgir vidas novas.

Isabel Vasco Costa,
In Notícias de Chaves, nº 3152 (13-01-2012)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Por que chora o Menino Jesus?

Esta imagem do Menino Jesus tem uma história pouco banal. Um franciscano de Cava Dei Tirreni (perto de Salerno) foi a Israel em Outubro de 2010 e ao ver esta imagem, logo a comprou. De volta a Itália, pousou o embrulho numa sala do convento e foi deitar-se. No dia seguinte, acordou-o uma voz muito doce: «Abre-me, eu sufoco!». Perturbou-se, pensando que era a voz de sua mãe defunta. Depois foi abrir o embrulho que trouxera de Israel: E eis que a estátua tinha chorado lágrimas de sangue! Chamou o Bispo que, nesse dia, estava no convento. Também ele constatou as lágrimas muito frescas no rosto de Jesus. Foram logo chamadas as autoridades, peritos, etc.

Após demoradas análises, o facto foi comprovado como autêntico. Nenhuma fraude. O sangue é verdadeiro sangue humano, e tem as mesmas características que o do Sudário de Turim. Um ano mais tarde, a 24 de Outubro de 2011, a imagem é exposta à veneração dos fieis.

O Natal está próximo e nós já preparámos o presépio. O Menino Jesus será colocado nele e reuniremos a família para O venerar, O adorar e nos maravilharmos com a Sua vinda ao meio de nós. No entanto este Menino chorava, há um ano, lágrimas de sangue! O que quer isto dizer? Que mensagem quer Ele dar-nos? Porque sufoca na Sua caixa? Ele disse : «O que fizerdes ao mais pequeno dos Meus, é a Mim que o fazeis». Então, o que fizemos? O que deixámos de fazer?

Nós alindamos a história de Natal, juntamos grinaldas ao estábulo e suspendemos pequenas lampadas (não havia nenhuma luz no estábulo), nós tornamos o conjunto muito agradável de ver. Mas podemos interrogar-nos: «Menino Jesus, Tu, se nos falasses hoje, o que nos dirias? Porque choras? Que nova angústia mortal Te faz derramar lágrimas de sangue? Em que novo Gethsémani está mergulhado o Teu coraçãozinho que é só amor?

Cada um imaginará a Sua resposta. Mas estas lágrimas não devem passar-nos ao lado, elas abanam-nos! Sim, o que deixámos de fazer? Porque, mais do que nunca, temos ocasião de enxugar o rosto deste Menino! Nós podemos TODOS secar, pelo menos, uma dessas lágrimas de Sangue. E isso por uma simples oração com o coração, pelo abandono de um pecado grave, pela firme decisão de perdoar a alguém, por um jejum oferecido por uma mãe que projeta abortar, por uma visita a um vizinho devastado pela solidão, por uma oferta discreta a uma mãe de família em dificuldade... O Menino Jesus é tão humilde que aceita tudo, mesmo o mais pequenino sinal de afeto! O 25 de Dezembro não é o SEU aniversário? Não é Ele quem tem direito ao 1º lugar nas nossas celebrações e aos mais belos presentes da nossa árvore de Natal?

Pequenino Menino Jesus, pela Tua inocência vem curar os nossos corações sufocados sob as vãs preocupações do mundo! Nós não queremos deixar-Te gemer na Tua caixa fechada enquanto nos "divertimos" longe de Ti. Pelo contrário, abrimos-Te completamente todas as nossas portas! Queremos ter-Te conosco sempre, em todo o tempo e lugar, levar-Te no nosso coração ferido como o Menino da família de que nos orgulhamos! Porque «Tu és o mais belo dos filhos dos homens! O encanto se derramou em Teus lábios» (Sl 45,3). Não tenhas medo, Menino Jesus, não Te faremos nenhum mal, fica conosco; sem Ti estamos acabados! Tu és a nossa alegria e a nossa glória!

IR. Emmanuel de Medjugorje 2011

sábado, 17 de dezembro de 2011

Eslováquia inaugura monumento à criança não-nascida

Um grupo de mulheres, jovens mães, conscientes dos terríveis males decorrentes da prática abortiva, quis tocar as consciências de forma silenciosa mas não menos impactante do que a das grandes manifestações. E em resposta ao seu pedido, a Eslováquia presta homenagem à criança não-nascida, através de um monumento que expressa não só a dor e o arrependimento das mães que abortaram, mas também o perdão e o amor da criança que não nasceu para com sua mãe. 

Na inauguração deste monumento, obra de um jovem escultor, em 28 de Outubro de 2011, esteve o Estado representado pelo Ministro da Saúde.

Como na Eslováquia, a pouco e pouco outros países do leste europeu têm vindo a apagar a marca do comunismo declarando-se agora em favor da vida, equanto que na europa ocidental, onde se pretende “vender” democracia a outros póvos, se fomenta a matança dos mais indefesos.

Neste Portugal “à beira-mar plantado”, onde o aborto é gratuito porque pago pelos contribuites e onde ao mesmo tempo muitos doentes morrem por não lhes serem disponibilizados os cuidados necessários, seria de todo impensável eregir um monumento destes, e muito menos inaugurado por um membro do governo, apesar de todos os partidos serem tão democráticos, tão democráticos…

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Relato-testemunho de Maria Luísa, sobre o atentado na igreja de Madrid

Retirado de http://www.virgendolorosa.net/
Traduzido por José Augusto Santos

O meu nome é Maria Luísa e quero dar testemunho do que considero um milagre do Senhor na minha vida.

Em primeiro lugar, dou graças a Deus por esta experiência, na qual pude comprovar a protecção do Senhor e sua misericórdia.

O falar dela, com o tempo deixará de ser notícia, mas no meu coração e meu corpo, levo gravado a fogo, que Deus estava comigo naqueles momentos tão difíceis. Como me pediram que explique o que senti, tenho que voltar atrás a duas experiências ocorridas no tempo.

Há 30 anos que vim ao Escorial e Amparo Covas (Amparo Cuevas) dirigiu-se a mim, depois do rosário e pediu-me que rezasse, e disse-me que a Virgem lhe tinha dito que tínhamos que rezar muito pela humanidade. Também me impressionaram as suas palavras quando acrescentou que eu era uma eleita de Deus. Estas palavras ajudaram-me nos momentos de prova, para buscar mais a sabedoria que vem do alto.

Uns días antes do atentado contra a minha vida em 29 de Setembro de 2011, estive em Prado Novo e o Emílio disse-me que podia tocar o freixo das aparições, já que estava aberto o gradeamento que o rodeia. Logo me entregou sete estampas da Virgem das Dores, as quais passei pelo tronco fazendo o sinal da cruz. Disse-me que me serviriam para me proteger.

Eram as 20 horas de Quinta-feira 29 de Setembro e fui à celebração da Santa Missa na Paróquia de Santa Maria do Pinhal. Nunca imaginei o que ia acontecer aquela tarde e como ia influenciar a minha vida.

Ouvi um disparo e gritos. Voltei-me e levantei-me do meu banco e em frente a mim um homem com uma pistola que me apontava enquanto me sorria. Pelos seus olhos de louco pensei que me ia disparar à queima-roupa e que me mataria. Pois a experiência que tenho que partilhar, foi a enorme paz que senti no espírito, enquanto me olhava. Disparou-me um primeiro impacto no tórax e tombou-me no chão. Enquanto caía, recebi um segundo impacto no peito.

Uma vez no chão, consciente da gravidade, pensei, não tenho medo de morrer, e sobre tudo estando neste lugar Sagrado, a minha alma irá directamente para o céu. Nesse momento, ouvi uma voz no meu ouvido direito que me repetia “não vais morrer” “não vais morrer”três ou quatro vezes. Ao meu lado não havia nada físico pelo que entendo que o Senhor me estava fortalecendo.

Levantei-me sozinha, ao ouvir que o assassino se tinha suicidado e pedi ajuda. A pessoa que me ajudou e tapava os buracos das balas, chamava-se Jesús, um freguês da Paróquia. Enquanto chegavam os serviços do SAMUR, uma senhora abanava-me, porque eu sentia muito frio pela perda de sangue.

Cheguei ao hospital e os médicos tiveram que me fazer duas vezes uma TAC, porque não podiam compreender que as trajectórias das balas não me tenham feito nenhum dano interno. Tinha cinco buracos de entrada e saída de bala, e uma queimadura superficial, produzida por uma das duas balas, e os médicos repetiam: “ Não entendemos o que vemos, é um milagre”. Nas posteriores consultas, confirmaram que continuam sem entender que esteja viva sem me danificar nenhum órgão. A minha recuperação foi meteórica e aos três dias e meio estava em minha casa e só tenho dores controláveis no tórax.

Aos três dias de sair do hospital, senti a necessidade de ir a Prado Novo dar graças à Virgem por me ter amparado.

Por último, como disse ao princípio, esta experiência tão dura, incrementa a minha Fé no Senhor e o meu desejo de compartilhar o seu Amor e a sua Fidelidade.

Mª Luisa Fernández
Madrid, 5 Novembro de 2011