segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Jornalista sai-se mal com o Cardeal Bergoglio

Como proposta para uma séria reflexão em termos sociológico-políticos, transcrevo o texto que recebi por e-mail, pois, está mais do que na hora de criarmos uma nova consciência colectiva.

Começa a circular a transcrição de uma entrevista feita com o actual Papa quando ele era o então Cardeal Bergoglio, na Argentina. Na realidade, foi uma emboscada realizada pelo jornalista Chris Mathews da MSNBC, mas Bergoglio encurralou Mathews de tal forma que a entrevista nunca foi ao ar porque, ao perceber que seu plano havia falhado, Mathews arquivou o vídeo. Porém, um estudante de Notre Dame, que prestava serviços sociais na MSNBC, apoderou-se dele e o deu para seu professor.
O destaque da entrevista é a discussão sobre a pobreza. A entrevista começou quando o jornalista, tentando embaraçar o Cardeal, lhe perguntou o que ele pensava sobre a pobreza no mundo.
O Cardeal respondeu:
" - Primeiro na Europa e agora nas Américas, alguns políticos têm-se dedicado a endividar as pessoas, fazendo com que fiquem dependentes.
- E para quê? Para aumentar o seu poder. Eles são grandes especialistas em criação de pobreza e isso ninguém questiona. Eu me esforço para lutar contra esta pobreza.
- A pobreza tornou-se algo natural e isso é ruim. Minha tarefa é evitar o agravamento de tal condição. As ideologias que produzem a pobreza devem ser denunciadas. A educação é a grande solução para o problema.
- Devemos ensinar as pessoas como salvar sua alma, mas ensinar-lhes também a evitar a pobreza e a não permitir que o governo os conduza a esse estado lastimável
Mathews pergunta: - O senhor culpa o governo?
" - Eu culpo os políticos que buscam seus próprios interesses. Você e seus amigos são socialistas. Vocês (socialistas) e suas políticas, são a causa de 70 anos de miséria, e são culpados de levar muitos países à beira do colapso. Vocês acreditam na redistribuição, que é uma das razões para a pobreza. Vocês querem nacionalizar o universo para poder controlar todas as actividades humanas. Vocês destroem o incentivo do homem, até mesmo para cuidar de sua família, o que é um crime contra a natureza e contra Deus. Esta vossa ideologia cria mais pobres do que todas as empresas que vocês classificam de diabólicas".
Replica Mathews: - Eu nunca tinha ouvido nada parecido de um cardeal.
" - As pessoas dominadas pelos socialistas precisam saber não têm que ser pobres"´´
Ataca Mathews: - E a América Latina? O senhor quer negar o progresso conseguido?
"O império da dependência foi criado na Venezuela por Hugo Chávez, com falsas promessas e mentindo para que se ajoelhem diante de seu governo. Dando peixe ao povo, sem lhes permitir pescar. Se na América Latina alguém aprende a pescar é unido e seus peixes são confiscados pelos socialistas. A liberdade é castigada.
Você fala de progresso e eu falo de pobreza. Temo pela América Latina. Toda a região está controlada por um bloco de regimes socialistas, como Cuba, Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela, Nicarágua. Quem vai salvá-los (a América Latina) dessa tirania?"
Acusa Mathews: - O senhor é um capitalista.
" - Se pensarmos que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais, igrejas, talvez eu seja capitalista. Você se opõe a este raciocínio?"
- Claro que não, mas o senhor não acha que o capital é retirado do povo pelas corporações abusivas?
- "Não, eu acho que as pessoas, através de suas escolhas económicas, devem decidir que parte do seu capital vai para esses projectos. O uso do capital deve ser voluntário. Só quando os políticos se apropriam (confiscam) esse capital para construir obras públicas e para alimentar a burocracia é que surge um problema grave. O capital
investido voluntariamente é legítimo, mas o que é investido com base na coerção é ilegítimo ".
- "Suas ideias são radicais", diz o jornalista.´´
- "Não. Há anos Khrushchev advertiu: "Não devemos esperar que os americanos abracem o comunismo, mas podemos ajudar os seus líderes com injecções de socialismo, até que, ao acordar, eles percebam que abraçaram o comunismo". Isto está acontecendo agora mesmo no antigo bastião da liberdade. Como os EUA poderão salvar a América Latina, se eles próprios se tornarem escravos de seu governo? "Mathews diz: - "Eu não consigo digerir (aceitar) tal pensamento".´´
O Cardeal respondeu: - "Você está muito irritado porque a verdade pode ser dolorosa. Vocês (os socialistas) criaram o estado de bem-estar que consiste apenas em atender às necessidades dos pobres, pobres esses que foram criados por vocês mesmos, com a vossa política. O estado interventor retira da sociedade, a sua responsabilidade. Graças ao estado assistencialista, as famílias deixam de cumprir seus deveres para obterem o seu bem-estar, incluindo as igrejas. As pessoas já não praticam mais a caridade e vêem os pobres como um problema de governo.
- Para a igreja já não há pobres a ajudar, porque foram empobrecidos permanentemente e agora são propriedade dos políticos. E algo que me indispõe profundamente, é o fato dos meios de comunicação observarem o problema sem conseguir analisar o que o causa. O povo empobrece e logo em seguida, vota em quem os afundou na pobreza ".

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Hóstia profanada deixa cientistas atónitos

Milagre em Buenos Aires!

Em 1996, quando o Papa Francisco era bispo auxiliar do Cardeal Quarracino em Buenos Aires, deu-se um milagre eucarístico notório. Foi o actual Papa que pediu, ele próprio, que fosse fotografado e que examinou o sucedido. Os resultados são surpreendentes.

Em 18 de Agosto de 1996, às 19h, o padre Alejandro Pezet celebrava missa na igreja que se encontra no centro comercial da cidade. Quando acabava de distribuir a comunhão, uma mulher veio dizer-lhe que tinha acabado de encontrar uma hóstia de que alguém se tinha desfeito, ao fundo da igreja. Indo ao local indicado, o Pe. Alejandro viu a hóstia suja. Como não podia tomá-la, colocou-a num pequeno recipiente de água que arrumou no sacrário da capela do Santíssimo Sacramento.

Na segunda-feira 26 de Agosto, abrindo o tabernáculo viu, com grande estupefacção, que a Hóstia se tinha tornado uma substância sangrenta. Informou Mons. Bergoglio que deu instruções para que a Hóstia fosse fotografada de modo profissional. As fotografias, feitas a 6 de Setembro, mostram claramente que a Hóstia, que se tinha tornado um fragmento de carne sangrenta, tinha aumentado muito de tamanho. Durante vários anos a Hóstia ficou no tabernáculo, tendo o assunto permanecido em segredo. Como a Hóstia não sofria nenhuma decomposição visível, Mons. Bergoglio decidiu mandar analisá-la cientificamente.

Em 5 de Outubro de 1999, na presença de representantes de Mons. Bergoglio, já arcebispo, o Dr. Castaron tirou uma amostra sangrenta e enviou-a para Nova York para análise. Como não queria influenciar os resultados do exame, decidiu esconder da equipa de cientistas a origem da amostra.

Um desses cientistas era o reputado cardiologista e patologista médico-legal, o Dr. Frederic Zugiba. Determinou que a substância analisada era verdadeira carne e verdadeiro sangue com ADN humano. Declarou que: “a matéria analisada é um fragmento de músculo cardíaco que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, perto das válvulas. Esse músculo é responsável pela contracção do coração. Devemos recordar que o ventrículo esquerdo do coração age como uma bomba que envia o sangue para o corpo. O músculo cardíaco está inflamado e contém um número importante de glóbulos brancos. Isto indica que o coração estava vivo no momento em que a amostra foi colhida. Afirmo que o coração estava vivo porque os glóbulos brancos morrem fora de um organismo vivo; têm necessidade de um organismo vivo para se manterem. Portanto o coração estava vivo quando a amostra foi colhida e além disso esses glóbulos brancos tinham penetrado nos tecidos, o que indica que o coração esteve submetido a um stress intenso, como se o seu proprietário tivesse sido batido seriamente a nível   do peito.”

Dois australianos, o jornalista Mike Willesee e o jurista Ron Tesoriero, foram testemunhas destes testes. Conhecendo a origem da amostra, eles estavam siderados pela declaração do Dr. Zugiba. Mike Willesee perguntou ao cientista quanto tempo os glóbulos brancos poderiam estar vivos, se proviessem de tecidos humanos conservados em água. O Dr Zugiba respondeu que deixariam de existir ao fim de poucos minutos. O jornalista revelou então ao doutor que a substância de onde provinha a amostra tinha sido conservada em água simples durante um mês e, em seguida, durante três anos, num recipiente de água desmineralizada. Só depois desse tempo foi colhida uma amostra para análise. 

O Dr. Zugiba mostrou-se muito embaraçado para tomar esse facto em consideração, e como não queria dizer ao jornalista que o que estava a ouvir só podia ser mentira, perguntou-lhe: «Explique-me uma coisa: se esta amostra provém de uma pessoa morta, como é possível que, enquanto a examinava, as células da amostra estivessem em movimento e pulsassem? Se este coração provém de alguém que morreu em 1996, como pode ainda estar vivo?»

Só então Mike Willesee revelou ao Dr. Zugiba que a amostra analisada provinha de uma Hóstia consagrada (pão branco sem fermento) que se tinha transformado misteriosamente em carne humana sangrante. Aturdido por esta revelação, o Dr. Zugiba respondeu: «Como e porquê uma Hóstia consagrada pode mudar as suas características e tornar-se carne e sangue humanos vivos, será sempre um mistério para a ciência - um mistério totalmente além da sua competência».

Em seguida o Dr. Ricardo Castanon Gomez tomou disposições para que os relatórios do laboratório estabelecidos na sequência do milagre de Buenos Aires fossem comparados aos que foram elaborados depois do milagre de Lanciano, mais uma vez sem revelar a origem das amostras a testar. Os especialistas que procederam a esta comparação concluíram que os dois relatórios dos laboratórios tinham analisado testes em amostras procedentes da mesma pessoa. Assinalaram ainda que as duas amostras revelavam um sangue tipo AB positivo. Este sangue tem as características de um homem que nasceu e viveu no Médio Oriente.

Só a fé na extraordinária acção de Deus dá uma resposta razoável! Deus quer que nós tomemos consciência de que Ele está verdadeiramente presente no mistério da Eucaristia. O milagre eucarístico de Buenos Aires é um sinal extraordinário atestado pela ciência. Através dele, Jesus quer despertar em nós uma fé viva na Sua Presença Real na Eucaristia, real e não simbólica. É só com os olhos da fé, e não com os nossos olhos humanos, que nós O vemos sob a aparência do pão e do vinho consagrados. Na Eucaristia, Jesus vê-nos e ama-nos e quer salvar-nos.

(O Arcebispo Mons. Bergoglio tornou-se cardeal em 2001, e este milagre foi publicado após longas experiências): Não deixeis de ver esse link onde o Dr. Castanon, ateu que se converteu ao catolicismo, explica em espanhol esse milagre! É poderoso!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A incrível história de Jimmy

Mesmo apesar de me faltarem os elementos que me pudessem ajudar a perceber se esta história é real ou é ficção (não descarto nem uma nem outra possibilidade, apesar de me parecer fantasiada em alguns pontos), aqui a transcrevo tal qual me chegou, por e-mail, pela importãncia da sofrida pergunta a Deus e subsequente resposta. Toda a importãncia reside aí, nessa incontornável questão, que, essa sim, na realidade é completamente Verdadeira.

Ela deu um pulo assim que viu o cirurgião a sair da sala de operações. Perguntou:
-Como é que está o meu filho? Ele vai ficar bom?

- Quando é que eu posso vê-lo?
O cirurgião respondeu:
- Tenho pena. Fizemos tudo mas o seu filho não resistiu.
Sally perguntou:
- Porque razão é que as crianças pequenas tem câncro? Será que Deus não se preocupa?
- Aonde estavas Tu, Deus, quando o meu filho necessitava?
O cirurgião perguntou:
-Quer algum tempo com o seu filho? Uma das enfermeiras irá trazê-lo dentro de alguns minutos e depois será transportado para a Universidade.
Sally pediu à enfermeira para ficar com ela enquanto se despedia do seu filho. Passou os dedos pelo cabelo ruivo do seu filho.
- Quer um cachinho dele?' Perguntou a enfermeira.
Sally abanou a cabeça afirmativamente.
A enfermeira cortou o cabelo e colocou-o num saco de plástico, entregando-o a Sally.
- Foi ideia do Jimmy doar o seu corpo à Universidade porque assim talvez pudesse ajudar outra pessoa, disse Sally. No início eu disse que não, mas o Jimmy respondeu:
- Mãe, eu não vou necessitar do meu corpo depois de morrer. Talvez possa ajudar outro menino a ficar mais um dia com a sua mãe.

Ela continuou:
- O meu Jimmy tinha um coração de ouro. Estava sempre a pensar nos outros. Sempre disposto a ajudar, se pudesse.
Depois de aí ter passado a maior parte dos últimos seis meses, Sally saiu do "Hospital Children's Mercy" pela última vez.
Colocou o saco com as coisas do seu filho no banco do carro ao lado dela.
A viagem para casa foi muito difícil. Foi ainda mais difícil entrar na casa vazia.

Levou o saco com as coisas do Jimmy, incluindo o cabelo, para o quarto do seu filho. Começou a colocar os carros e as outras coisas no quarto exatamente nos locais onde ele sempre os teve.
Deitou-se na cama dele, agarrou a almofada e chorou até que adormeceu.
Era quase meia-noite quando acordou e ao lado dela estava uma carta.
A carta dizia:

-Querida Mãe,
Sei que vais ter muitas saudades minhas; mas não penses que me vou esquecer de ti, ou que vou deixar de te amar só porque não estou por perto para dizer: "AMO-TE".
Eu vou sempre amar-te cada vez mais, Mãe, por cada dia que passe.
Um dia vamos estar juntos de novo. Mas até chegar esse dia, se quiseres adotar um menino para não ficares tão sozinha, por mim está bem.
Ele pode ficar com o meu quarto e as minhas coisas para brincar. Mas se preferires uma menina, ela talvez não vá gostar das mesmas coisas que nós, rapazes, gostamos.
Vais ter que comprar bonecas e outras coisas que as meninas gostam, tu sabes.
Não fiques triste a pensar em mim. Este lugar é mesmo fantástico!

Os avós vieram-me receber assim que eu cheguei para me mostrar tudo, mas vai demorar muito tempo para eu poder ver tudo.
Os Anjos são mesmo lindos! Adoro vê-los a voar!
E sabes uma coisa?
O Jesus não parece nada como se vê nas fotos, embora quando o vi o tenha conhecido logo.
Ele levou-me a visitar Deus!
E sabes uma coisa?
Sentei-me no colo d'Ele e falei com Ele, como se eu fosse uma pessoa importante. Foi quando lhe disse que queria escrever-te esta carta, para te dizer adeus e tudo mais…
Mas eu já sabia que não era permitido.
Mas sabes uma coisa Mãe?
Deus entregou-me papel e a sua caneta pessoal para eu poder escrever-te esta carta.
Acho que Gabriel é o anjo que te vai entregar a carta.
Deus disse para eu responder a uma das perguntas que tu Lhe fizeste, "Aonde estava Ele quando eu mais precisava?"...
Deus disse que estava no mesmo sítio, tal e qual, quando o filho d'Ele,
Jesus, foi crucificado. Ele estava presente, tal e qual como está com todos os filhos.

Mãe, só tu é que consegues ver o que eu escrevi, mais ninguém.
As outras pessoas vêem este papel em branco.
É mesmo maravilhoso não é!?
Eu tenho que dar a caneta de volta a Deus para Ele poder continuar a escrever no seu Livro da Vida.
Esta noite vou jantar na mesma mesa com Jesus…
Tenho a certeza que a comida vai ser boa.
Estava quase a esquecer-me: já não tenho dores, o câncro já se foi embora.
Ainda bem, porque já não podia mais e Deus também não podia ver-me assim.
Foi quando ele enviou o Anjo da Misericórdia para me vir buscar.
O anjo disse que eu era uma encomenda especial! O que dizes a isto?
Assinado com Amor de Deus, Jesus e de Mim.

domingo, 1 de abril de 2012

NINGUÉM NASCE ENSINADO

Por Maria Fernanda Barroca

Irene, nascida e criada em Moçambique, resolveu vir para Portugal e cá começou a trabalhar como empregada doméstica. O seu trabalho era, não só impecável, como muito rentável. Irene não brincava em serviço, pois queria ter uma vida com certas comodidades, mas à custa de trabalho honesto. Começou por habitar uma coisa a que não se pode chamar casa, pois que muitos cãezinhos de luxo têm mais conforto e higiene.

Juntou dinheiro e arranjou um pequeno apartamento. Dizia: “Irene trabalha, tem direito a ter comodidades” – a principal para ela era uma boa casa de banho, pois era extremamente limpa.

Tinha-lhe aparecido um bom emprego: um casal com uma filha pequena. O pai da criança era engenheiro e tinha uma vida muito ocupada; a mãe era médica e a sua profissão absorvi-a totalmente. Aquela filha viera pelo grande desejo do marido em ter filhos, porque para a mãe, bastava-lhe o estetoscópio, as seringas e o bloco das receitas. Quando chegava a casa, sempre muito cansada, metia-se no quarto e se a Irene já tinha saído, quem cuidava da menina era o pai. A Irene quando foi a primeira vez para essa casa, logo verificou que a menina sofria da falta de muita coisa: a começar no carinho, que a mãe não lhe dava por «falta de tempo», até à falta de higiene que a mãe não lhe dava por «falta de tempo», passando pelas deficiências na alimentação, que a mãe não cuidava por «falta de tempo».

A menina criada toda a semana com a Irene era uma criança bem comportada, para os seus três anos. Quando tentava uma perrice, a Irene com bons modos ralhava e educava. Nos fins-de-semana, como ninguém estava para se maçar a menina abusava e ninguém tinha mão nela. Sabendo isso, Irene, com a sua filosofia inata dizia: “Irene cuida da menina; logo também lhe dá educação; quando são horas de comer, come; quando são horas de dormir dorme; por muito que ela teime, Irene não cede”.

Um dia a Irene disse à senhora que no fim do ano ia a Moçambique matar saudades da terra e sobretudo da família que lá deixara. A senhora ficou em pânico e desabafou: “E agora quem vai tratar da menina? Sabe Irene, eu não sei -não fui feita para isto”. Então a Irene saiu-se com uma contra pergunta: “A senhora, quando nasceu já trazia a bata branca vestida (não esquecer que ela era médica); já trazia essa «coisa» pendurada ao pescoço? De certeza que não, mas aprendeu. Faça o mesmo agora pois ainda está a tempo, uma vez que é muito nova”.

Irene passou um mês em Moçambique, a visitar a sua família biológica, mas não esquecendo a “sua menina”. E pensava: oxalá que a senhora, neste mês que não teve a mãe-Irene, tivesse aprendido a cuidar da filha e que esta não esteja estragada com o «deixar correr» daqueles que dela se encarregaram.

Mas, coitada da Irene – teve de começar tudo de novo...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O local do crime

Foi logo no primeiro dia na Terra Santa que o "escândalo" se deu.

Já na véspera, durante a viagem, na escala feita em Bruxelas, o sacerdote que acompanhou a peregrinação tinha confidenciado que aceitara o convite com muito sofrimento. Naquele momento, durante a Santa Missa que es­tava a celebrar no Monte Carmelo, explicou melhor o que o atormentava.

Começou o seu desabafo com uma história ocorrida talvez trinta anos antes. Conversava ele com um adoles­cente de 15 anos que já cumpria com o preceito domi­nical e procurava incutir-lhe o hábito da leitura diária dos Evangelhos. O rapaz rebela­va-se, pois só lhe interessavam os livros policiais de crime e mistério. "É disso mesmo que se trata", respondeu-lhe o sa­cerdote, "com a diferença de que, nesses romances, fica-se a conhecer quem é o crimino­so, mas nos Evangelhos não. Será Pilatos, Caífás, Herodes, os romanos, os judeus, os chefes dos sacerdotes?" O jo­vem não conseguia responder e estava curioso por conhecer o assassino. "Eu sei quem foi. Queres saber? Fui eu. Não fui eu sozinho, mas fui eu!"

Após um breve silêncio, o celebrante voltou a dirigir-se aos peregrinos:

- "Agora entendeis porque venho com o coração a san­grar: o assassino volta sempre ao local do crime."

Todas as pessoas que for­mavam o grupo sentiram-se cúmplices daquele acto he­diondo, não explicitamente, mas no mais íntimo do seu ser: nas suas consciências. A partir daquele momento, fi­cou bem definido o objectivo da jornada: tratava-se de uma peregrinação, não de uma viagem turística ou cultural. Até mesmo os elementos não praticantes do grupo começaram a participar de um modo muito mais profun­do nos momentos de oração conjunta e, nas tertúlias de­pois do jantar, animavam-se a fazer perguntas ao sacer­dote e a contar algumas curiosidades relacionadas com episódios do dia ou ex­periências passadas.

Finalmente, já em Jerusa­lém, o "Mistério" ia-se des­vendando. Rejuvenescia a Fé, surgia uma vontade firme de compromisso, novo ou mais generoso, com Cristo. Não aconteceram "milagres". Nada se passou de extraordinário. Ninguém sentiu medo. Pelo contrário; o seu desejo era tornarem-se mais amigos daquele a quem tinham mor­to. Mais uma vez, ali, no local do crime, iam surgir vidas novas.

Isabel Vasco Costa,
In Notícias de Chaves, nº 3152 (13-01-2012)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Por que chora o Menino Jesus?

Esta imagem do Menino Jesus tem uma história pouco banal. Um franciscano de Cava Dei Tirreni (perto de Salerno) foi a Israel em Outubro de 2010 e ao ver esta imagem, logo a comprou. De volta a Itália, pousou o embrulho numa sala do convento e foi deitar-se. No dia seguinte, acordou-o uma voz muito doce: «Abre-me, eu sufoco!». Perturbou-se, pensando que era a voz de sua mãe defunta. Depois foi abrir o embrulho que trouxera de Israel: E eis que a estátua tinha chorado lágrimas de sangue! Chamou o Bispo que, nesse dia, estava no convento. Também ele constatou as lágrimas muito frescas no rosto de Jesus. Foram logo chamadas as autoridades, peritos, etc.

Após demoradas análises, o facto foi comprovado como autêntico. Nenhuma fraude. O sangue é verdadeiro sangue humano, e tem as mesmas características que o do Sudário de Turim. Um ano mais tarde, a 24 de Outubro de 2011, a imagem é exposta à veneração dos fieis.

O Natal está próximo e nós já preparámos o presépio. O Menino Jesus será colocado nele e reuniremos a família para O venerar, O adorar e nos maravilharmos com a Sua vinda ao meio de nós. No entanto este Menino chorava, há um ano, lágrimas de sangue! O que quer isto dizer? Que mensagem quer Ele dar-nos? Porque sufoca na Sua caixa? Ele disse : «O que fizerdes ao mais pequeno dos Meus, é a Mim que o fazeis». Então, o que fizemos? O que deixámos de fazer?

Nós alindamos a história de Natal, juntamos grinaldas ao estábulo e suspendemos pequenas lampadas (não havia nenhuma luz no estábulo), nós tornamos o conjunto muito agradável de ver. Mas podemos interrogar-nos: «Menino Jesus, Tu, se nos falasses hoje, o que nos dirias? Porque choras? Que nova angústia mortal Te faz derramar lágrimas de sangue? Em que novo Gethsémani está mergulhado o Teu coraçãozinho que é só amor?

Cada um imaginará a Sua resposta. Mas estas lágrimas não devem passar-nos ao lado, elas abanam-nos! Sim, o que deixámos de fazer? Porque, mais do que nunca, temos ocasião de enxugar o rosto deste Menino! Nós podemos TODOS secar, pelo menos, uma dessas lágrimas de Sangue. E isso por uma simples oração com o coração, pelo abandono de um pecado grave, pela firme decisão de perdoar a alguém, por um jejum oferecido por uma mãe que projeta abortar, por uma visita a um vizinho devastado pela solidão, por uma oferta discreta a uma mãe de família em dificuldade... O Menino Jesus é tão humilde que aceita tudo, mesmo o mais pequenino sinal de afeto! O 25 de Dezembro não é o SEU aniversário? Não é Ele quem tem direito ao 1º lugar nas nossas celebrações e aos mais belos presentes da nossa árvore de Natal?

Pequenino Menino Jesus, pela Tua inocência vem curar os nossos corações sufocados sob as vãs preocupações do mundo! Nós não queremos deixar-Te gemer na Tua caixa fechada enquanto nos "divertimos" longe de Ti. Pelo contrário, abrimos-Te completamente todas as nossas portas! Queremos ter-Te conosco sempre, em todo o tempo e lugar, levar-Te no nosso coração ferido como o Menino da família de que nos orgulhamos! Porque «Tu és o mais belo dos filhos dos homens! O encanto se derramou em Teus lábios» (Sl 45,3). Não tenhas medo, Menino Jesus, não Te faremos nenhum mal, fica conosco; sem Ti estamos acabados! Tu és a nossa alegria e a nossa glória!

IR. Emmanuel de Medjugorje 2011

sábado, 17 de dezembro de 2011

Eslováquia inaugura monumento à criança não-nascida

Um grupo de mulheres, jovens mães, conscientes dos terríveis males decorrentes da prática abortiva, quis tocar as consciências de forma silenciosa mas não menos impactante do que a das grandes manifestações. E em resposta ao seu pedido, a Eslováquia presta homenagem à criança não-nascida, através de um monumento que expressa não só a dor e o arrependimento das mães que abortaram, mas também o perdão e o amor da criança que não nasceu para com sua mãe. 

Na inauguração deste monumento, obra de um jovem escultor, em 28 de Outubro de 2011, esteve o Estado representado pelo Ministro da Saúde.

Como na Eslováquia, a pouco e pouco outros países do leste europeu têm vindo a apagar a marca do comunismo declarando-se agora em favor da vida, equanto que na europa ocidental, onde se pretende “vender” democracia a outros póvos, se fomenta a matança dos mais indefesos.

Neste Portugal “à beira-mar plantado”, onde o aborto é gratuito porque pago pelos contribuites e onde ao mesmo tempo muitos doentes morrem por não lhes serem disponibilizados os cuidados necessários, seria de todo impensável eregir um monumento destes, e muito menos inaugurado por um membro do governo, apesar de todos os partidos serem tão democráticos, tão democráticos…

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Relato-testemunho de Maria Luísa, sobre o atentado na igreja de Madrid

Retirado de http://www.virgendolorosa.net/
Traduzido por José Augusto Santos

O meu nome é Maria Luísa e quero dar testemunho do que considero um milagre do Senhor na minha vida.

Em primeiro lugar, dou graças a Deus por esta experiência, na qual pude comprovar a protecção do Senhor e sua misericórdia.

O falar dela, com o tempo deixará de ser notícia, mas no meu coração e meu corpo, levo gravado a fogo, que Deus estava comigo naqueles momentos tão difíceis. Como me pediram que explique o que senti, tenho que voltar atrás a duas experiências ocorridas no tempo.

Há 30 anos que vim ao Escorial e Amparo Covas (Amparo Cuevas) dirigiu-se a mim, depois do rosário e pediu-me que rezasse, e disse-me que a Virgem lhe tinha dito que tínhamos que rezar muito pela humanidade. Também me impressionaram as suas palavras quando acrescentou que eu era uma eleita de Deus. Estas palavras ajudaram-me nos momentos de prova, para buscar mais a sabedoria que vem do alto.

Uns días antes do atentado contra a minha vida em 29 de Setembro de 2011, estive em Prado Novo e o Emílio disse-me que podia tocar o freixo das aparições, já que estava aberto o gradeamento que o rodeia. Logo me entregou sete estampas da Virgem das Dores, as quais passei pelo tronco fazendo o sinal da cruz. Disse-me que me serviriam para me proteger.

Eram as 20 horas de Quinta-feira 29 de Setembro e fui à celebração da Santa Missa na Paróquia de Santa Maria do Pinhal. Nunca imaginei o que ia acontecer aquela tarde e como ia influenciar a minha vida.

Ouvi um disparo e gritos. Voltei-me e levantei-me do meu banco e em frente a mim um homem com uma pistola que me apontava enquanto me sorria. Pelos seus olhos de louco pensei que me ia disparar à queima-roupa e que me mataria. Pois a experiência que tenho que partilhar, foi a enorme paz que senti no espírito, enquanto me olhava. Disparou-me um primeiro impacto no tórax e tombou-me no chão. Enquanto caía, recebi um segundo impacto no peito.

Uma vez no chão, consciente da gravidade, pensei, não tenho medo de morrer, e sobre tudo estando neste lugar Sagrado, a minha alma irá directamente para o céu. Nesse momento, ouvi uma voz no meu ouvido direito que me repetia “não vais morrer” “não vais morrer”três ou quatro vezes. Ao meu lado não havia nada físico pelo que entendo que o Senhor me estava fortalecendo.

Levantei-me sozinha, ao ouvir que o assassino se tinha suicidado e pedi ajuda. A pessoa que me ajudou e tapava os buracos das balas, chamava-se Jesús, um freguês da Paróquia. Enquanto chegavam os serviços do SAMUR, uma senhora abanava-me, porque eu sentia muito frio pela perda de sangue.

Cheguei ao hospital e os médicos tiveram que me fazer duas vezes uma TAC, porque não podiam compreender que as trajectórias das balas não me tenham feito nenhum dano interno. Tinha cinco buracos de entrada e saída de bala, e uma queimadura superficial, produzida por uma das duas balas, e os médicos repetiam: “ Não entendemos o que vemos, é um milagre”. Nas posteriores consultas, confirmaram que continuam sem entender que esteja viva sem me danificar nenhum órgão. A minha recuperação foi meteórica e aos três dias e meio estava em minha casa e só tenho dores controláveis no tórax.

Aos três dias de sair do hospital, senti a necessidade de ir a Prado Novo dar graças à Virgem por me ter amparado.

Por último, como disse ao princípio, esta experiência tão dura, incrementa a minha Fé no Senhor e o meu desejo de compartilhar o seu Amor e a sua Fidelidade.

Mª Luisa Fernández
Madrid, 5 Novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Impressionante relato de uma visão do Inferno

Sendo Novembro o Mês das Almas, entendo ser tão importante quão oportuno trazer aqui este caso de uma jovem Sul-coreana a quem Jesus levou ao inferno, para que ela, através da pintura, relatasse o que viu.

Caríssimo leitor, se lhe custa aceitar o que é descrito no vídeo, leia a Bíblia, e verá que não encontra contradição alguma. Na liturgia deste mesmo dia (Domingo de Cristo Rei), àqueles que terminam a sua passgem por esta vida sem se terem preocupado com o seu bem espiritual, diz Jesus: «Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo e para os seus anjos!» (Mt 25, 41).

Entenda que é tempo de pôr em primeiríssimo lugar o plano do seu reencontro com Deus, em detrimento de todo e qualquer outro plano. Volte-se hoje mesmo para Deus, porque amanhã já pode ser tarde!

http://www.youtube.com/watch?v=jrkMTxcjapU

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Relação de Fátima e de Santos com o Escapulário

Eis alguns exemplos do valor que Santos deram ao Escapulário do Carmo:

- O Beato João Paulo II, ao declarar que usava o Escapulário desde sua juventude, escreveu: “O Escapulário é signo de aliança entre Maria e os fiéis. Traduz concretamente a entrega, na cruz, de Maria ao discípulo João” (Jo 19, 25-27).

- São Simão Stock, que teve a dita de receber o Escapulário das mãos da Rainha do Céu, no mesmo dia o tocou no corpo de um moribundo impenitente, obtendo o primeiro milagre do Escapulário com a imediata conversão do doente.

- São João da Cruz, ao perguntar muitas vezes ao frade que o assistia em sua última doença, que dia da semana era, explicou: “ Pergunto porque me veio agora à memória quão grande benefício é o que faz Nossa Senhora aos religiosos de sua Ordem que portaram seu hábito e fizeram o que esse privilégio pede”. Realmente faleceu na alvorada de um sábado, 14 de Dezembro de 1591.

- Santa Teresa de Jesus com frequência se gloriava de portar o Escapulário “ como indigna Carmelita”. E zelava para que suas religiosas não deixassem de dormir com ele posto. Dirigindo-se a elas, escrevia: “Só posso confiar na misericórdia do Senhor... e nos merecimentos de Seu Filho e da Virgem Maria Santíssima, Sua Mãe, cujo hábito indignamente trago e vós trazeis”.

- Santo Afonso Maria de Ligório não só usava o Escapulário, mas o recomendava insistentemente aos fiéis. O Escapulário com o qual foi enterrado permaneceu incorrupto no sepulcro, e é hoje venerado num relicário em Marianella, sua cidade natal.

- São Pedro Claver serviu-se incessantemente do Escapulário do Carmo em seu apostolado com os negros na Colômbia. Conserva-se uma pintura representando-o no leito de morte, com um crucifixo em uma das mãos e o Escapulário sobre o peito; em volta à sua cama, muitos negros com o Escapulário ao pescoço, beijando os pés e as mãos do missionário.

- São João Bosco recebeu-o na infância e difundiu-o durante toda a vida. Enterrado em 1888 com o Escapulário, em 1929 foi encontrado o mesmo em perfeito estado de conservação, sob as vestes apodrecidas e os mortais mumificados desse grande apóstolo e incomparável educador da juventude.

- São Boaventura dizia: “Desafoguem o peito diante da Virgem do Carmo os pecadores mais empedernidos: revistam-se do seu Santo Escapulário e Ela os conduzirá ao porto da conversão. Honrem-na com o uso do Escapulário e demais obrigações ou obséquios da Confraria.

Adaptado do sítio da Basílica do Carmo, que cita Plínio Maria Solimeo, em A grande promessa de salvação, Artpres, S. Paulo, 2000, p. 51-53.


O ESCAPULÁRIO E FÁTIMA

Tem o Escapulário alguma relação com Fátima? Tem. Após a última aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, surgiram aos olhos dos três videntes diversas cenas.

Na primeira, ao lado de São José e tendo o Menino Jesus ao colo, Ela apareceu como Nossa Senhora do Rosário.

Em seguida, junto a Nosso Senhor acabrunhado de dores a caminho do Calvário, surgiu como Nossa Senhora das Dores.

Finalmente, gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário na mão.

- Que pensa da razão por que Nossa Senhora apareceu com o Escapulário nesta última visão? - perguntaram a Lúcia em 1950.

- É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário - respondeu ela.

"E é por este motivo que o Rosário e o Escapulário, os dois sacramentais marianos mais privilegiados, mais universais, mais antigos e mais valiosos, adquirem hoje uma importância maior do que em nenhuma passada época da História".


ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DO CARMO

Santíssima Virgem Maria, Esplendor e Glória do Carmelo! Vós que olhais com especial ternura os que se revestem com o vosso Santo Escapulário, cobri-me com o manto da vossa maternal protecção pois a Vós me consagro hoje e para sempre. Fortalecei a minha fraqueza com o vosso poder. Iluminai as trevas do meu espírito com a vossa sabedoria. Aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Adornai a minha alma com a graça e as virtudes que a tornem agradável ao vosso divino Filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me na hora da morte com a vossa presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho e servo dedicado, para que eu possa louvar-Vos e bendizer-Vos por toda a eternidade. Amén!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Escapulário do Carmo

Adaptado de acidigital

Quem não o trará consigo como penhor de salvação eterna e protecção nos perigos, se Deus o concedeu ao mundo para honrar Sua Mãe e ajudar a salvar e proteger os seus filhos justos e pecadores?

Foi em 16 de Julho de 1251 que Nossa Senhora, aparecendo a São Simão Stock, superior geral dos Carmelitas, lho entregou dizendo: "Recebe meu filho, este Escapulário da tua Ordem, como sinal distintivo da minha confraria e selo do privilégio que obtive para ti e para todos os Carmelitas. O que com ele morrer, não padecerá o fogo eterno. Este é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos e prenda de paz e de aliança eternas".

Setenta anos mais tarde, aparece a Virgem ao Papa João XXII, confirma esta promessa e acrescenta outra, chamada a do privilégio sabatino, em que, mediante determinadas condições, a alma do confrade Carmelita será livre do Purgatório se lá estiver, no sábado a seguir à sua morte. Os Soberanos Pontífices consideram como pertencentes à Ordem do Carmo, todos os que recebem o seu Escapulário. Para que todos possam usufruir das graças inerentes ao Escapulário, Sua Santidade, o Papa PIO X, em 16 de Dezembro de 1910, concedeu que o Escapulário, uma vez imposto, pudesse ser substituído por uma medalha que tenha dum lado Nossa Senhora sob qualquer invocação (Carmo, Dores, Conceição, Fátima, etc.) e do outro lado, o Coração de Jesus, e benzida com o simples sinal da cruz, na intenção de substituir este Escapulário.

Em 28 de Janeiro de 1964, o Papa Paulo VI concedeu ainda que todos os Sacerdotes pudessem impor o Escapulário e substitui-lo pela respectiva medalha, pois até aí era um privilégio dos Padres Carmelitas e de outros Sacerdotes que o pedissem à Santa Sé, e nisto se mostra o desejo da Santa Igreja de que todos o tragam.

CONDIÇÕES

- Para a 1ª graça (ser livre do fogo do Inferno, a mais importante de todas):

Ter recebido este Escapulário imposto pelo Sacerdote e trazê-lo, ou a medalha que o substitui. Morrer com ele ou com a medalha, o que significa que se saiu deste mundo em estado de graça santificante.

- Para a 2ª graça (isto é, o privilégio sabatino: ser libertado do Purgatório no primeiro sábado depois da morte, se para lá se foi):

Além das condições para a primeira graça, que é a mais importante, guardar ainda a castidade própria de cada estado, que aliás, já obrigatória para todos por mandamento divino; rezar, sabendo ler, todos os dias, o pequeno Ofício de Nossa Senhora, ou, não sabendo, abster-se de comida de carne nas quartas-feiras e sábados.

Estas obrigações podem ser comutadas (a reza do Ofício e da abstinência de comida de carne) por um Sacerdote, o que impôs o Escapulário ou o Confessor, por outra obra pia, por exemplo: a reza de 7 (sete) Pai-Nossos, 7 Ave Marias e 7 (sete) Glórias, ou pela reza do Terço ou por outra mais fácil.

Quem reza o Terço todos os dias, esse vale sem ser preciso mais nada, podendo aplicá-lo por todas as intenções de costume. O Sacerdote, que reza o Ofício divino, também já cumpre sem ser preciso outra comutação. Aos homens e às crianças, que normalmente rezam menos que as mulheres, pode-se comutar por 3 Ave Marias, rezadas diariamente. Assim aconselha o Santo Padre Cruz, que foi um grande Apóstolo do Eascapulário.

QUEM O PODE RECEBER?

Todos os Católicos que o peçam, o podem receber, imposto por um Sacerdote. Podem-no receber ainda as crianças baptizadas, mesmo inconscientes e os doentes destituídos dos sentidos, pois, parte-se do princípio que, se conhecessem o seu valor, o quereriam receber. É óptimo o costume de o por logo no dia do Baptismo.

O Escapulário é de tecido de lã de cor castanha ou preta, mas o mais comum é o de cor castanha. O Escapulário, uma vez benzido, não precisa de nova bênção quando se substitui por outro; a medalha sim, precisa de nova bênção.

O valor do Escapulário está no tecido de lã com a bênção própria e não nas imagens que costuma ter. Pode ser lavado, podem-se mudar os cordões, pode ser revestido de plástico para não sujar, etc. Devemos andar sempre com ele ou com a medalha, e sobretudo, tê-lo à hora da morte. Nunca o deixemos, mesmo ao tomar o banho. Quem o recebeu e deixou de traze-lo consigo, basta que comece de novo a usá-lo, ou à medalha, sem precisar de nova imposição.

Sua Santidade Pio X concedeu que os militares em campanha possam impor a si próprios o Escapulário ou a medalha, uma vez benzidos pelo Sacerdote, e que tendo acabado a sua missão, continuem a usufruir de todas as graças e privilégios a ele inerentes, sem o terem de receber de novo.

Certamente que o Escapulário não dispensa dos Sacramentos, que são os meios instituídos por Nosso Senhor como via normal para nos santificar, nem dispensa das práticas das virtudes. Não coloca no Céu as almas em pecado mortal, mas ajuda a bem receber os Sacramentos e à conversão da alma e a perseverar no bem. Ajuda a sair do estado de pecado mortal, onde houver um mínimo de boa vontade.

O Escapulário do Carmo é um dom misericordioso do Céu, obtido por intercessão da Mãe da Misericórdia, já que os justos e os pecadores custaram o Sangue de Jesus e as Lágrimas e Dores de Maria Santíssima.

ALGUNS EXEMPLOS

- Protecção nos perigos - Há alguns anos, mocinhas foram passar uma tarde na praia da Costa de Caparica (Portugal). Era num tempo em que as roupas de banho e as praias não tinham descido à degradação dos tempos actuais. Todas tinham o Escapulário do Carmo e nenhuma sabia nadar. Só uma persistiu em o levar, as outras, por respeito humano, tiraram-no.

Brincavam alegres à beira da água, quando uma onda perdida sobreveio inesperadamente e as levou. O povo acorreu em grande gritaria. Surge outra onda que deposita na praia uma delas, precisamente a que levava o Escapulário e se salvou. As outras duas pereceram. Os seus corpos foram encontrados já em estado de putrefacção depois de três dias, junto ao Cabo Espichel.

- Protecção contra o demónio - Assisti um dia aos exorcismos feitos por um Sacerdote sobre um rapaz possesso do demónio. O diabo foi obrigado a confessar que se aquele rapaz tivesse recebido antes o Escapulário, não poderia ter entrado nele.

- Livra do Inferno - Fui chamado para dar os últimos Sacramentos a um homem que tinha alta patente na Maçonaria. Dissera a um amigo meu: "Quem me dera ver-me livre da Maçonaria".

Rezava todos os dias com os netos. Tinha recebido o Escapulário em pequeno, pois fora aluno dos Padres Jesuítas, que o impunham sempre. Cheguei, dei-lhe os Sacramentos e impus-lhe o Escapulário, pois não o trazia consigo. Começou aos urros como um leão preso na jaula e a cama rangia fortemente. Depois, tudo acalmou. Não duvido moralmente da salvação eterna desta alma.

A um outro doente, com fama de muita virtude e a quem visitei, pus-lhe o Escapulário. Pediu-me logo para se confessar. Tinha passado a vida cometendo sacrilégios, pois tinha vergonha de confessar os seus desmandos sexuais. Morreu santamente, louvando cheio de alegria a Misericórdia Divina.

E tantos e tantos são os prodígios que teria para contar! Ah! Recebamos todos o Escapulário do Carmo, porque ele é dádiva misericordiosa de Maria, obtida do seu Filho Jesus! O Escapulário, o Terço e a Devoção ao Coração Imaculado de Maria fazem parte da Mensagem de Fátima. Tantos Papas e tantos Santos têm falado dele, que será tristeza, para não se dizer loucura, não lhe ter apreço. Leão XIII beijava-o repetidas vezes na agonia. Pio XII trazia-o desde a infância, e queria que todos o soubessem. João XXIII e Paulo VI consideram-no como grande graça concedida ao mundo - P.O.J.R.

IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO POR UM SACERDOTE

- Senhor Jesus Cristo, Salvador dos homens, † abençoai este hábito de Nossa Senhora do Carmo, que, como sinal de Consagração a Maria, vai ser imposto ao vosso servo, para que pela intercessão de Maria Santíssima, possa alcançar maior plenitude de graça.

(Asperge o Escapulário com água benta)

[IMPOSIÇÃO:] - Recebe este santo hábito para que, trazendo-o com devoção, te defenda do mal, e te conduza à vida eterna. - Amém.

(Coloca-o ao pescoço de cada pessoa)

- Participas desde este momento de todos os bens espirituais, de que gozam os religiosos do Carmo, em Nome do Pai † e do Filho e do Espírito Santo.

- Amém.

- O Senhor que se dignou admitir-te entre os confrades do Carmo, † te abençoe; e mediante este sinal de Consagração, te faça forte na luta desta vida, e te conduza à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.

- Amém.

(Asperge o Confrade com água benta)

[Com Aprovação Eclesiástica]